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Mostrando postagens com o rótulo Armas

Razão conquistada a bala

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Vamos colecionando casos desse tipo. Hoje pela manhã, antes do sol nascer em Blumenau, um senhor de 69 anos resolveu mostrar a um grupo de jovens madrugadores em frente à sua casa, que isso o incomodava profundamente. Irritado, abriu a janela, direcionou a mira do seu rifle contra o grupo e efetuou vários disparos. O resultado de sua demonstração de "razão" foi a morte quase instantânea de um jovem de 21 anos, assador de carnes numa churrascaria da cidade.

Preso em flagrante, Arcides Urbano da Silva disse que atirou em Kleber Bleichuvehl, de 21 anos, para dar um susto no grupo. Quando o Samu e a divisão de homicídios do DIC chegaram à rua 7 de Setembro, Kleber já estava morto.

Enquanto Kleber está sendo velado pela família, Arcides e sua dose de razão conquistada pelas armas está no presídio regional de Blumenau. Se diz disposto a pagar pela morte do jovem.

Não canso de dizer aqui, e já levei muito grito na orelha por conta disso: Armas, melhor não tê-las. Além de não sere…

Por mais controle no comércio internacional de armas

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O comércio de armas suscita preocupações que tocam pontos centrais da fé cristã, como a santidade da vida, o mandamento de não matar e o preceito bíblico de amar os vizinhos, diz declaração do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) ao reivindicar a urgente adoção de um Tratado de Comércio de Armas (ATT), que será negociado em julho deste ano.

Nesta quarta e quinta (28 e 29 de março), representantes governamentais e da sociedade civil do Mercosul e de Estados associados vão se reunir em Buenos Aires para debater o ATT. A professora Marie Krahn, da Faculdades EST, de São Leopoldo, representará o CMI e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) no encontro.

Uma legislação é urgente num mundo cada vez mais interdependente. Ainda não existe um tratado universal para controlar transações comerciais de armas, um comércio com menos controle do que as remessas de eletrodomésticos de um país a outro. “As igrejas são testemunhas da violência armada, ajudam as pessoas afetadas e comp…

Combate ao Senhor das Armas

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Pesquei no site da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação uma entrevista da professora e ativista de direitos humanos Marie Ann Wangen Krahn ao jornalista Michael Vier Behs.

Marie é grande amiga minha. Nos belos tempos da juventude, nos anos 70, no Morro do Espelho em São Leopoldo, cantávamos juntos no Coral do Morro. Hoje ela é professora da Faculdades EST, leciona hebraico, e é coordenadora da ONG Serpaz. Ela representou a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) no encontro, em dezembro, da equipe internacional que organiza a campanha do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em favor da assinatura de um Tratado Internacional sobre o Comércio de Armas.

Marie tem nas veias o mesmo sangue ativista de seu pai, o saudoso pastor e professor Ricardo Wangen, nosso professor de clínica pastoral e um dos maiores ativistas pelos direitos humanos e pela paz que o meio luterano brasileiro já conheceu. Ricardo foi fuzileiro naval dos EUA em 1945 e esteve em Hiroshima…

Em cima do armário... de novo!

Outra tragédia familiar? Veja detalhes aqui. A arma em cima do armário de novo? Vai ser todo dia agora? Esse pessoal, que tanto ama as armas, não tem maior criatividade para esconder seu brinquedinho? Paz, paz, é o nosso clamor, em defesa de inocentes submetidos à curiosidade por brinquedos letais ocultos sobre o armário. Basta disso.

Por uma sociedade desarmada

Mais uma tragédia familiar ligada a armas de fogo (aqui). Desta vez, o palco foi São Caetano do Sul, e outra vez envolvendo uma escola. Até quando vamos tolerar isso? Por uma cultura de paz e por uma sociedade sem armas, continuo sonhando com o dia em que aprenderemos a resolver diferenças com diálogo e a buscar segurança no respeito mútuo.

Lúcido e dramático, o depoimento de Rodrigo Pimentel ao Bom Dia Brasil do dia 26 de setembro. Veja.

Os fundamentalismos do 11.09

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Os dez anos de 11 de setembro, além de remeter ao mais vil ato de terrorismo da história, com consequências sequer imaginadas pelos seus executores, levanta uma série de questões de extrema importância para reflexão.

Antes de qualquer coisa, é fundamental reconhecer que o povo americano tem toda razão em sua comoção, em homenagear as vítimas dos quatro aviões covardemente utilizados pelos suicidas que os derrubaram, em criar um Marco Zero para que jamais se esqueça o lugar em que se erguiam as Torres Gêmeas e, também, em homenagear os milhares de mortos dentro das torres e no Pentágono, bem como as centenas de heróis bombeiros que morreram para salvar quem pudessem, naquele dia fatídico. Também a comoção e o medo de novos atentados, vividos pela nação americana nesta primeira década depois do atentado, são plenamente justificados. O mundo mudou, terrivelmente, e para pior, depois daquele dia de céu azul-anil na maior cidade do continente americano. Por isso, à semelhança das dramáti…

Mais uma tragédia armada

Mais uma história para contar aos defensores das armas. A história vem do Rio de Janeiro e está no Jornal do Brasil de hoje:

“É gravíssimo o estado de saúde da menina de 9 anos baleada na cabeça em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, na manhã de terça-feira (30 de agosto). Ela permanece internada no CTI do Hospital Miguel Couto. A menina passou por uma cirurgia que durou cerca de seis horas. O delegado titular da 43ª DP (Guaratiba), Antônio Ricardo Lima Nunes, disse que o disparo foi acidental. De acordo com a perícia feita na casa da família, a criança teria atirado contra a própria cabeça, pensando que a arma era brinquedo. Segundo o delegado, o pai da criança disse que tinha saído de casa para comprar material de construção e quando voltou, encontrou a filha ferida. O comerciante contou ao delegado que tinha comprado a arma para se defender, já que é dono de um bar e trabalha à noite. Ele disse não saber como a filha encontrou a pistola, que ficava escondida em cima do armári…

Resolvendo a bala

Um funcionário de uma empresa de ônibus da Rodoviária de Rondonópolis, a 210 quilômetros de Cuiabá, morreu a tiros no sábado, 27 de agosto. Motivo? Um passageiro se irritou ao perder um ônibus e matou o atendente Luiz Antônio Severino com dois tiros. Simples assim.

O atirador iria pegar um ônibus para Cuiabá, que saía da rodoviária às 15h, mas chegou para embarque às 16h30, querendo pegar o ônibus de qualquer jeito. Mesmo atrasado em uma hora e meia, ele ficou irritado e disparou dois tiros contra o funcionário da empresa, que estava de plantão no guichê de venda de passagens, matando-o friamente, covardemente, por motivo torpe. Depois disso, fugiu de moto e não foi encontrado.

Senhores defensores das armas, eis aí mais um exemplo para a sua lista. Sempre é bom ter razão, nem que seja a bala. Transformando o Brasil num faroeste, certamente vamos, enfim, ter justiça para todos, igualdade de direitos, principalmente de direitos, e todos cumprirão seus deveres.

Polícia, juízes, advogado…

Guernica, o horror das guerras

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Em 12 de julho de 1937 a tela “Guernica”, uma das mais conhecidas obras do pintor espanhol Pablo Picasso e uma das mais famosas pinturas do mundo, foi exposta ao público pela primeira vez. O quadro foi exibido no pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris, onde Picasso vivia exilado. Nela o famoso pintor cubista retratou o bombardeio da vila basca pelos nazistas no dia 26 de abril do mesmo ano. Hitler, então no início de sua trajetória ensandecida, atacou a pequena cidade com a Luftwaffe para ajudar Francisco Franco a assumir o poder da nação em guerra civil. O resultado foi um massacre, com centenas de mortos. Picasso retratou o fato em preto e branco, nessa tela que é um grito contra todas as guerras.

A vila de Guernica tinha 5 mil habitantes e foi completamente destruída pelos 250 quilos de explosivos e bombas incendiárias atirados pelos nazistas. Embora os alemães negassem sua participação nos bombardeios, alegando tratar-se de “antipropaganda da imprensa j…

Arma em casa, tenha uma...

Tragédia. Em Fresno, nos EUA, uma criança de dois anos dispara acidentalmente uma pistola automática e mata a irmã de seis anos. A menina morreu na hora, e o acidente foi assistido por outras duas crianças. O que elas estavam fazendo com uma pistola automática no meio dos seus brinquedos? O pai estava em casa. Ouviu o disparo em outro cômodo. Mas nada disso tirou o “bom senso” da polícia local, que está tratando o caso como “um acidente”, do qual os pais de modo algum são culpados. Outro detalhe, ainda mais aterrador: diversas outras armas foram encontradas na casa, que foram todas apreendidas para a investigação. (Rastreie a notícia aqui: http://glo.bo/lRonYP). E os EUA são o sonho de consumo dos defensores brasileiros das armas na casa do cidadão “de bem”, para defender-se dos meliantes, bandidos, assaltantes, ladrões e estupradores. Sem mais comentários...

Solução sem tiros

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O capitão Nascimento, herói do cinema brasileiro promovido a coronel em “Tropa de Elite 2”, será uma das estrelas da campanha do desarmamento, que começa hoje em todo o País. Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura, emprestou a voz ao vídeo da campanha, de 30 segundos, que será divulgado nas emissoras de rádio e televisão. A coleta de armas se estenderá até 31 de dezembro e o governo vai pagar de R$ 100 a 300 por arma devolvida, conforme o calibre.

O filme usa imagens da campanha de 2009, que mostra a trajetória de uma bala perdida, passando de raspão ao lado de crianças que brincam num parque, populares nas ruas. Moura dirá, com a firmeza de comando de seu personagem, que “não é à bala que se resolvem as coisas”. O slogan da campanha é “Tire uma arma do futuro do Brasil”.

A campanha, a terceira desde 2004, foi lançada hoje, em solenidade na Prefeitura do Rio, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador do Estado, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes, além d…

Realengo, uma assinatura de sangue

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A lamentável tragédia humana no Realengo, no Rio de Janeiro, infelizmente, deixa uma assinatura de sangue, muito sangue, embaixo do que eu disse aqui neste blog e no Santa há algum tempo sobre a questão do desarmamento. A capa da santa VEJA serve de lembrança para os senhores das armas, que são, afinal, os culpados pelo massacre do Realengo. Na época, fui linchado virtualmente, até pelo presidente da entidade que comandou a derrota do desarmamento no Brasil. Fui acusado por diversos internautas de estar defendendo uma causa amplamente derrotada naquele plebiscito e que eu deveria calar-me, portanto. Relembre você mesmo em http://clovishl.blogspot.com/2009/11/um-debate-com-cheiro-de-polvora.html.

Ninguém quis entender. Ninguém quis ouvir que ter arma em casa leva também a tragédia consigo. Sem armas, Wellington não teria como executar seu tresloucado projeto assassino. E olha que ele entendia de armas. Uma das poucas armas que eu já vi na minha vida é o famoso 38. Fiquei sabendo, depoi…

Eu sou a justiça

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Bruce Willis é um justiceiro do gênero.

Fazer justiça pelas próprias mãos está virando um procedimento aceito com naturalidade. Segundo Luiz Gonzaga Belluzzo, a origem dessa prática vem dos Estados Unidos, onde os massacres promovidos por uma só pessoa são quase uma rotina. Segundo Belluzzo, “há nos EUA um culto à violência e não é difícil perceber as razões. Suas origens estão na concepção peculiar do povo sobre algumas questões cruciais. A liberdade individual, por exemplo, está acima das conveniências sociais”.

Para Belluzzo, o cinema e a literatura americanos ajudaram a celebrar “a figura do cavaleiro solitário, aquele indivíduo dotado de uma coragem e um senso de justiça extraordinários, destinado a impor a ordem e a moralidade à sociedade corrupta e às instituições ineficazes”. Nos filmes de faroeste, por exemplo, quase sempre “o xerife é covarde, os juízes são corruptos e os bandidos, audazes”. No cinema moderno, este papel foi interpretado com maestria por Bruce Willis na série…

Chernobyl será aberta a visitação

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Elena no topo de um edifício abandonado na cidade fantasma.

No dia 26 de abril de 2011, o acidente nuclear de Chernobyl completa 25 anos. Naquele ano de 1986, foi um dos eventos mais terríveis da história moderna. As autoridades da então União Soviética fizeram de tudo para minimizar os fatos, distorcer as informações e esconder a realidade.

O acidente de Chernobyl foi o triste resultado de uma série de erros, descuidos com a segurança e negligências, que fizeram o reator número quatro da Usina Nuclear explodir. Aconteceu na União Soviética. Um trunfo para o ocidente, mas foi um mero acaso ter ocorrido ali e poderia ter sido em qualquer outro local servido por energia nuclear, inclusive nas usinas vaga-lume de Angra, verdadeiras bombas-relógio em pleno território tupiniquim. E, pior, pode repetir-se novamente, a qualquer momento.
Na verdade, até hoje não se sabe exatamente quanta gente aquele desastre nuclear, o maior da história, vitimou. Os dados “oficiais” falam em 3 mil pessoas. Para…

A tecnologia do apocalipse

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Foram abertas ao público, no final de novembro, as fotos e os filmes de um projeto ultra-secreto dos Estados Unidos: registrar, com o maior número possível de detalhes, cada milionésimo de segundo das explosões nucleares que eram realizadas nas ilhas do pacífico. Este blogueiro revela alguns desses inacreditáveis instantâneos dessa nefasta tecnologia do apocalipse.
O material agora divulgado foi compilado num estúdio secreto, em Los Angeles, entre os anos de 1947 e 1969, sendo retirado de um total de 6500 filmes. Um grupo de 40 fotógrafos e câmera man fizeram o trabalho sujo de registrar este material, que documenta um período único e assustador da história recente da humanidade. “Espero que este tempo nunca mais volte”, desabafa o diretor do projeto de “exumação” deste material, o documentarista Peter Kuran. A seguir, umas poucas gotas do sangue de quem o deu para registrar em detalhes o que de pior o ser humano já foi capaz de produzir.
Operação Greenhouse: A imagem registra um priv…

O teatro Nuclear

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As bombas lançadas pelos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945

A proliferação de armas nucleares e um possível desarmamento se encontram entre os principais temas da agenda política mundial apesar de as chamadas armas leves e portáteis (pistolas, rifles, metralhadoras leves, lança-granadas, morteiros, armas anti-tanques móveis e lança-foguetes, inclusive lança-mísseis anti-aéreos portáteis) serem as verdadeiras armas de destruição em massa. A Small Arms Survey realizou pesquisa em 2009 que confirma o crescimento contínuo do comércio global dessas armas. O valor do comércio mundial de atingiu US $ 2,9 bilhões em 2006, um aumento de 28% desde 2000. Os Estados Unidos, aparecem como o maior exportador e o maior importador dessas armas que entre 2001 e de 2006 foram responsáveis pela morte de 450.000 pessoas.

O ano de 2010 se revela de particular importância na questão nuclear. O acordo firmado entre Rússia e os Estados Unidos sobre a redução da armas nucleares estratégicas, a publicação d…

Falsa sensação de proteção

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Em 1955, uma campanha americana de proteção à população civil em caso de um ataque nuclear, chamada "Duck anda cover", explicava detalhadamente que bastava abaixar-se e cobrir-se para escapar dos efeitos da bomba. Era levada tão a sério que se ensinava na escola e se fazia demonstrações e exercícios nas ruas. O motorista abaixado sob o painel do seu automóvel e os alunos debaixo de suas carteiras são algumas demonstrações desta insanidade. (Continua no post abaixo)