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Os evangélicos americanos e Israel

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Tela do novo vídeogame "Left behind", baseado numa série de livros, filmes e programas fundamentalistas sobre o Apocalipse e o Juízo Final.

Um artigo do jurista e escritor espanhol Gustavo Vidal Manzanares, publicado no site Lupa Protestante, ilumina com luz brilhante a relação escatológica por trás do apoio dos evangélicos norte-americanos a Israel. O triste resumo de toda essa ópera bufa é apressar o Juízo Final. Exatamente! A crença de que Cristo voltará no dia em que Israel estiver reunido na Terra Prometida é o “princípio teológico” por trás do apoio incondicional das igrejas evangélicas dos EUA a tudo que Israel faz no Oriente Médio. Segundo esses cristãos – que lamentavelmente também são a maioria dos políticos no poder nos EUA –, é tudo desígnio de Deus. Veja você mesmo, no texto delicioso de Manzanares, que você pode ler também em espanhol aqui. Para facilitar, traduzi e publico abaixo:

Sem dúvida, muitos na Europa ignoram a conexão entre este terror judeu e a igrej…

Ultimato corta Gondim

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Foram mais de duas décadas de artigos lúcidos, que faziam refletir e não somente o eterno lambuzar-se no próprio mel, típico do comportamento de abelha de muitos cristãos evangélicos. Uma opinião, somente uma, foi capaz de desagradar os editores. E o pastor Ricardo Gondim teve a sua coluna encerrada na revista Ultimato. A notícia chegou até mim por meio do blog do jornalista Antônio Carlos Ribeiro (http://transcenderapalavra.blogspot.com/). Provavelmente, a decisão já vinha cozinhando em banho-maria há mais tempo, porque o pastor Gondim não tem medo de expor suas opiniões, sempre com lucidez e determinação, sem papas na língua.

Mas desta vez, ele defendeu a PLL 122, que quer criminalizar a homofobia. Isso foi demais para Elben Cesar, dono da Ultimato. Em nome da sua revista, ele comete duas agressões aos direitos humanos. Uma, óbvia, contra os homossexuais; a outra, contra o direito de livre expressão. Voltaire não tem nada a lhe dizer sobre respeitar o direito do outro de expor a sua…

Divulgando meus textos

Já faz algum tempo que sinto vontade de divulgar alguns dos textos que andam guardados nos meus arquivos, prédicas que fiz e que gostei, artigos que foram publicados e outros materiais. Para isso, acabo de lançar um blog específico: http://reflexoesdopastorclovis.blogspot.com/. Espero que este material possa ser útil e que ajude no debate da teologia no confronto com a realidade em que vivemos, em meio à qual somos desafiados ao duro exercício do anúncio e da denúncia.

A homofobia e a graça de Deus

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Se o medo das igrejas com relação à lei que pretende tornar a homofobia crime é em relação à perda da liberdade de pregar que a homossexualidade é pecado, o foco está distorcido desde o princípio. Especialmente para os evangélicos, cujas raízes teológicas estão na Reforma, o discurso de pregar sobre uma lista de coisas que são pecados está fora de foco.

A redescoberta (Lutero, por exemplo) da graça de Deus como ato libertador não está presa a uma lista. Ela revela a condição humana. Diante de Deus o ser humano não é a sua lista de pecadinhos e pecadões, mas é simplesmente pecador. Eu não estou em pecado por isso ou aquilo, mas eu sou pecador. É a minha condição, independente se eu estou numa prisão de segurança máxima ou sou o pastor da minha igreja.

Diante deste preceito teológico fundamental, não concebo as igrejas anunciando que isso ou aquilo é um pecado a ser destacado. Por que o homossexualismo deveria encabeçar esta lista? O que é feito da prevaricação, da corrupção, da usura, da…

He Qi, o pintor da Bíblia

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O pintor chinês He Qi viu a face de Jesus pela primeira vez numa revista antiga. Agora ele pinta suas próprias representações das histórias bíblicas. “Obras de arte não têm laços nacionais, mas o artista sempre tem a sua nacionalidade”, diz He Qi (pronuncia-se Ho-chee). Um artista que se tornou cidadão do mundo, ele preferiu continuar vivendo em seu país de origem. Durante a Revolução Cultural, ele pintava quadros de Mao, quando viu a Madona de Rafael numa velha revista. “Eu fui tocado pela suavidade do sorriso da virgem”, diz ele. Mas a obra de Rafael fez mais do que convertê-lo ao cristianismo. Capturou a sua imaginação criativa. “Há duas maneiras diferentes de ser cristão na China. Uma é pela forte influência vinda da base familiar; a outra é por sua livre escolha, passo a passo. Eu fui pela segunda via”, relata ele.

O Dr. He Qi é professor no Seminário Teológico Unido, em Nanjing-China, e tutor de candidatos a estudante no departamento de filosofia da Universidade de Nanjing. Ele t…