Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Comportamento

Cuidado com a exposição nas redes sociais!

Imagem

Dia mundial de oração pela paz

Imagem

Classe média brasileira sinistra

Imagem

O ócio e o negócio

Imagem
Interessante a relação entre o ócio e o negócio. O ócio é lazer, descanso, passeio, liberdade das atividades que garantem o sustento. Já o trabalho é o não-ócio, o negócio, ou seja, negar o ócio. A negação do ócio é o motor da economia, a produtividade. O ócio é uma conquista para quem está ocupado com o negócio. De tempos em tempos, ele tem direito ao ócio para compensar o tempo que investiu no negócio. Isto é até bíblico e é um dos dez mandamentos (“Santificarás o Dia de Descanso”).
Para Platão, o ócio era o princípio da Filosofia, em conexão com a verdade e a liberdade, porque só pode dedicar-se a filosofar quem tem tempo para isso. Aristóteles definiu a relação entre ócio e negócio assim: “Somos ativos a fim de ter ócio”, mostrando que o ócio é um fim em si mesmo.
Na Modernidade isso foi renegado, porque o conhecimento já não é produzido no ócio, mas no processo produtivo. O conhecimento não é mais contemplativo, mas quer dominar a natureza, vencê-la, explorá-la, adaptá-la às n…

Um culto que enaltece o erotismo

Imagem
O pastor Schmidt e as mulheres do grupo de idosos abriram o culto com uma dança litúrgica.
“Bem-vindos à vinícola do amor”, diz o pastor Ralf Schmidt na abertura do culto especial que celebrou em Mainz-Kastel, na Alemanha, no último domingo. A igreja estava excepcionalmente abarrotada de gente. Muitos fiéis, mas ainda mais curiosos. Jornalistas e fotógrafos queriam registrar cada palavra, cada imagem daquele culto. “Vamos celebrar a erótica da vida”, anuncia o pastor, ao templo lotado da Igreja do Salvador, enquanto uma voluntária espalha pétalas de rosas pelo corredor da igreja, durante o prelúdio.
O clima era “excitante”, sem trocadilhos.O pastor Schmidt (47 anos), assume o comando da celebração e anuncia uma dança litúrgica, protagonizada por senhoras do grupo de idosos, que dançam de mãos dadas e acenam lenços coloridos durante a dança, convidando a comunidade a participar do momento em que todos dão passos à esquerda e à direita em volta do altar.
O tumulto já iniciara dias antes…

Impiedosa superficialidade

Imagem
As pessoas têm uma facilidade impressionante em emitir juízos superficiais umas sobre as outras, sobre as idéias e projetos alheios, sobre livros, filmes, coisas que se diz e se faz. A superficialidade reina nessas análises. E elas costumam ser bem duras, impiedosas e quase sempre afiadas como lanças. Em nossa sociedade impera uma tendência de desfazer o outro, de reduzir a pó seus feitos, suas idéias e pensamentos, de bater sem piedade.

Essa tendência agravou-se ainda mais com a internet. As redes sociais são o verdadeiro paraíso do hábito de desfazer o que não foi construído por nossas próprias mãos. Estou pensando concretamente, por exemplo, no pastor da Assembléia de Deus Bethesda, Ricardo Gondim, que de tanto levar na cabeça e ver sua teologia e sua ideologia enxovalhadas por posts impiedosos, retirou-se das redes sociais. Ele faz falta. As suas mensagens diferenciadas, bem-fundamentadas e escritas com muita propriedade desapareceram. É uma pena. Conseguiram calar uma voz expres…

Boas ideias surgem no silêncio

Imagem
Hoje em dia se fixa cada vez mais a ideia de que só tem importância quem aparece. O negócio é ser famoso, reconhecido, investir para alcançar quinze segundos de fama e tirar proveito da exibição pública para fazer dinheiro. Até é assim que diversas pessoas que perderam o foco dos holofotes se inscrevem em reality shows deprimentes para forçar uma volta ao mundo do glamour.

Mesmo nas empresas se cultiva a flor do sucesso como um requisito inalienável dos quadros mais importantes da empresa. Importa quem aparece, quem lidera, quem coloca a cara na vitrine. Muitas vezes a fama é construída com clonagens e espertezas que passam por cima de sentimentos e de pessoas sem o menor escrúpulo.

Nessa realidade, as pessoas circunspectas, zelosas de si mesmas, que se preservam, são vistas com reservas e até evocam comiseração. A introversão é vista como um traço de personalidade de menor valor. É quase uma patologia, que precisa de tratamento psicológico. Timidez, então, já é um quadro grave, que…

Namoro é olho no olho

Imagem
Quando o assunto é amor, muita gente acredita em predestinação. O homem ou a mulher com quem vamos estabelecer uma relação por toda a vida cruzará o nosso caminho em algum momento – e quando isso acontece a gente vai perceber, com certeza. Mas nem sempre o parceiro dos sonhos aparece assim, do nada.

Os sites de relacionamento na internet prometem uma ajuda bem substancial nessa busca. Esses sites são especialistas, e organizam a busca pelo grande amor do mesmo modo que um site de vendas de carros ou de imóveis. Basta preencher um questionário com os dados solicitados e o site promete arrumar a pessoa certa para você. Interesses, gostos, desejos devem ser todos relacionados com todo o cuidado, para que o site se encarregue de organizar o algoritmo que combine com você. Segundo os especialistas que elaboram o perfil do site, tudo é conduzido segundo regras baseadas em preceitos científicos.

Muita gente confia cegamente nos relacionamentos construídos virtualmente e há cada vez mais pe…

Quando tudo está perdido...

Imagem
Por que o ser humano só se dá conta de determinadas urgências com o tempo?

Um exemplo. Não há nada mais falado, alertado e pisoteado na atualidade do que a temática ambiental. Todo dia o tema está na TV, no facebook, em spams de e-mails e até nos anúncios das grandes corporações que, de modo geral, contribuem decisivamente para a degradação ambiental. E é no Dia do Meio Ambiente (se ele existe, é porque todos sabem da gravidade da situação!) que o tema chega a cansar a gente.

Muitos discursos com teor ambiental servem largamente para aplacar as consciências e para dizer ao mundo “eu estou fazendo a minha parte”. Sustentabilidade, por exemplo, virou jargão de discurso ambientalmente correto para empresas que não mudaram uma vírgula em seus procedimentos agressivos ao meio ambiente.

Economia verde virou uma identificação colorida para os sepulcros caiados da economia ocidental. Branquinhos por fora e cheios de ossos e podridão por dentro, os principais países da economia mundial se f…

Corrupção: crime contra a sociedade

Imagem
Segundo a Transparência Internacional, o Brasil comparece como um dos países mais corruptos do mundo. Sobre 91 analisados, ocupa o 69º lugar. Aqui ela é histórica, foi naturalizada, vale dizer, considerada como um dado natural; é atacada só posteriormente quando já ocorreu e tiver atingido muitos milhões de reais e goza de ampla impunidade.

Os dados são estarrecedores: segundo a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) anualmente ela representa 84.5 bilhões de reais. Se esse montante fosse aplicado na saúde subiriam em 89% o número de leitos nos hospitais; se na educação, poder-se-iam abrir 16 milhões de novas vagas nas escolas; se na construção civil, poder-se-iam construir 1,5 milhões de casas.

Só estes dados denunciam a gravidade do crime contra a sociedade que a corrupção representa. Se vivessem na China muitos corruptos acabariam na forca por crime contra a economia popular. Todos os dias, mais e mais fatos são denunciados como agora com o contraventor Carlinhos Cachoeira …

O aparelho da preguiça

Imagem
Um secador de cabelos? Qual nada! Este aí é o Zenith Flash-Matic, o primeiro controle remoto de televisão da história. Ele foi criado em 1955 pelo americano Eugene Polley, funcionário do departamento de engenharia da Zenith. Polley morreu aos 96 anos, no último domingo, em Chicago.

O ruído típico que o aparelho fazia quando acionado, emitindo um raio laser para trocar de canal na TV, deu origem ao verbo “zapear”.


O hábito implantou-se de tal maneira entre os telespectadores de todo o planeta, que contribuiu significativamente para incrementar o sedentarismo, causador de obesidade e de diversas doenças ligadas a ela. Desse modelo arcaico aí, só ficou uma coisa, o verbo “zapear” e o preguiçoso hábito da humanidade moderna de fazer tudo com o mínimo de esforço.

Imagem arranhada

Imagem
Segundo o filósofo francês Luc Ferry, “é preciso ser popular para se conquistar o poder, e às vezes seria necessário poder ser impopular para exercê-lo bem”.

Em nome de manter os índices de popularidade, se deixa de fazer coisas que deveriam ser feitas. O excessivo empenho do governo em manter a base aliada em torno do seu projeto de segurar índices confortáveis de popularidade está permitindo que as oportunidades de mudar realmente este país sejam desperdiçadas. Para determinadas tarefas, é necessário tirar as luvas de veludo das mãos e agarrar com força e coragem.

Mas não é só o governo que pensa e age dessa maneira. Todos nós queremos preservar a nossa imagem a qualquer custo e, muitas vezes, deixamos de fazer o que deveria ser feito só para não desagradar fulano ou beltrano.

Todos precisamos tirar as luvas de veludo de vez em quando. Mesmo que, ao fazê-lo, arranhemos as mãos...

Ressaca social

Imagem
O carnaval passou e, com ele, os dias mais agitados que encerram os meses de letargia na Terra Brasilis. A festa, como sempre, deixa atrás de si um rastro de ressaca e gosto de cabo de guarda-chuva na boca de muita gente. E isso vale tanto para quem desfilou na avenida, passou as madrugadas numa arquibancada, no meio da rua pulando atrás de um trio elétrico, integrando o cortejo dos foliões que seguem os bonecos de Olinda, ou até quem ficou em casa, na frente da TV, assistindo a tudo no conforto do lar. Tudo valeu, em nome da alegria. Mas nem tudo foi, digamos, louvável, aceitável ou mesmo condizente com um jeito civilizado de levar a vida.

Virou notícia ontem a história lamentável da interrupção violenta da apuração da pontuação do desfile das escolas de samba de São Paulo. Tudo ali não acabou em samba, mas em grossa pancadaria. Como aconteceu diante das câmeras, virou notícia. Mas certamente não foi um ato isolado, nesse imenso país do carnaval, do carteiraço, do “sabe com quem est…

Da da da...

Para recordar que, há 30 anos, já havia um Michel Teló, só que alemão.

“Da da da” foi lançada em fevereiro de 1982 pela banda alemã “Provinzband Trio”, ou simplesmente Trio. O baterista era Peter Behrens (que parece ter frequentado só a primeira aula de bateria), o guitarrista Gerd Krawinkel (até faz uns solinhos diferenciados) e o vocalista Stephan Remmler (que reforça os instrumentos com um vagabundo tecladinho eletrônico de brinquedo da Casio, o Casio VL-1 Pocket Synthesizer).

A brincadeira virou sucesso gigante em mais de 30 países, inclusive no Brasil, e tocava tanto que a gente não se livrava dela nem mudando de estação. Parecia que as rádios estavam todas transmitindo em rede. Foi o único grande sucesso da banda, que torrou tudo em festas e muito luxo. Eles cantaram o “Da da da” tantas vezes em casas lotadas que esqueceram de ensaiar e produzir novos hits. A banda Trio literalmente ficou bêbada de sucesso e foi dissolvida dois anos depois.

Os pobres são mais solidários

Imagem
Dacher Keltner: Os pobres são mais solidários porque fazem mais experiências de ajuda mútua.

Um estudo do psicólogo americano Dacher Keltner, professor da Universidade da Califórnia, concluiu que pessoas de posses são menos solidárias do que as mais pobres. Antes de iniciar suas pesquisas ele partiu de material já existente, como uma pesquisa de entidades beneficentes americanas que revela que pessoas com renda anual de 25 mil dólares doam 4,2% de seus rendimentos, enquanto aquelas que ganham 100 mil dólares ao ano doam apenas 2,7% do que ganham. Pesquisadores de São Francisco analisaram as declarações de renda de americanos com menos de 35 anos e constataram que aqueles que ganham 200 mil dólares ao ano doaram 1,9% para obras de caridade, enquanto que os que declararam ganhar acima disso doaram somente meio por cento.

Ao iniciar seu trabalho, o psicólogo imaginava que os pobres provavelmente são mais religiosos ou provavelmente tenham uma visão política mais à esquerda. Mas ao final …

Solidariedade de fachada

Imagem
Debate acirrado no centro evangélico de Kronberg


Uma grande reportagem no semanário Die Zeit, de Hamburgo, causou alvoroço na cidade de Kronberg no Taunus, na Alemanha. O local está repleto de casarões. Gente rica mesmo, como banqueiros, executivos e industriais, e muitos milionários. Durante a terceira semana do Advento, o jornalista Hennig Sussebach disfarçou-se de sem-teto em companhia de uma atriz e ambos circularam pelas ruas da cidade durante alguns dias, colhendo impressões. O resultado do laboratório foi divulgado pontualmente no Natal, sob o título “Maria e José no gueto do dinheiro” (Leia a matéria em alemão, na íntegra, aqui. É um comovente relato do desprezo do luxo pelo lixo, uma matéria que desnuda o egoísmo e a falta de compaixão de modo cruel e definitivo). Entre outros citados, o próprio pastor luterano da cidade, Hans-Joachim Hackel, apareceu de modo pouco lisonjeiro na reportagem.

A repercussão da matéria levou o superior do Decanato de Kronberg, o decano Eberhard …