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Mostrando postagens com o rótulo Consumismo

Papai Noel anti-ecológico

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Por Edelberto Behs

O planeta Terra terá que suportar demandas de matéria-prima extraídas da natureza para dar conta da produção dos presentes que serão distribuídos na festa do Papai Noel deste ano. Estudo da Worldwatch indica que o mundo extrai da Terra, a cada dia, o equivalente a 112 edifícios Empire State. Em 2006, mostra o estudo Estado do Mundo 2010, a humanidade gastou 30,5 trilhões de dólares em bens e serviços, seis vezes mais do que os 4,9 trilhões gastos em 1960.

Entre 1960 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, a de petróleo oito e o consumo de gás natural 14 vezes. No total, 60 bilhões de toneladas de recursos são extraídos anualmente da natureza, cerca de 50% a mais do que há 30 anos. Só em 2008, pessoas adquiriram 68 milhões de veículos, 85 milhões de geladeiras, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de celulares.

O Indicador de Pegada Ecológica, que compara o impacto ecológico humano com a quantidade de terra produtiva e área marítima disponíveis para o abast…

Consumo, logo existo!

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Hoje reproduzo um texto magistral de Frei Beto. Deixo-o à sua apreciação, sem maiores comentários. Dedique alguns minutos do seu dia e, depois, tente refazer o seu jeito de viver. Confesso que, diante da magia das vitrines sedutoras, muitas vezes tenho me sentido como um rato seguindo o flautista mágico. A gente vai na onda. Se deixa levar... Na verdade, precisamos de tão pouco para ser felizes... Ao texto do Frei!

“Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.

A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos …

Outro mundo é possível, também em Detroit

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Imagens da decadência de Detroit, a meca da indústria automobilística dos EUA.

Por esses dias está acontecendo o segundo Fórum Social dos Estados Unidos, na ex-meca da indústria automobilística dos EUA, a cidade de Detroit. A mídia norte-americana não divulga isso, embora o evento tenha sido muito maior do que qualquer convenção do movimento conservador Tea Party. Mais de 10.000 cidadãos, ativistas e líderes comunitários – existe isso lá também, pasme você! – participaram durante quatro dias de oficinas, reuniões e passeatas no Fórum, que ocorre, não por acaso, em Detroit.
O US-Fórum Social define-se como “um espaço aberto de encontro para reflexão, o debate democrático de ideias, formulação de propostas e troca livre de experiências”. O fato de acontecer em Detroit, esta cidade que sofreu o colapso da indústria automotiva e o pior da crise das hipotecas, a cidade é o exemplo máximo do completo fracasso do capitalismo e, ao mesmo tempo, de diversas iniciativas populares para construir …

O departamento de engorda da humanidade

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O primeiro McDonald's, fundado em 15 de maio de 1940

No princípio havia uma lanchonete. No dia 15 de maio de 1940 começou, de forma insólita e pouco glamourosa, uma revolução que tornou a humanidade obesa. Naquele dia, na Califórnia (EUA), os irmãos Dick e Mac McDonald abriam uma improvável lanchonete em San Bernardino, próximo a Los Angeles.

Que esta lanchonete fosse transformar-se, 70 anos depois, na maior rede de fast-food do planeta, nem passava pela cabeça dos dois. Nem empresários especialmente talentosos ou ambiciosos eles eram. Eles haviam ido à Califórnia nos anos 1930 para se tornarem atores de cinema, mas viviam em Hollywood empurrando divisórias e fazendo pontas em comédias de quinta categoria. Em 1937 abriram uma lanchonete drive-in de cachorro-quente. Nenhuma idéia original, pois já havia mais dessas espeluncas em Los Angeles do que no resto dos EUA.

A lanchonete só decolou quando os dois começaram a fazer aqueles pães redondos com um bolinho de carne moída dentro. Nos …

A traça e a ferrugem

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Tanto cuidado e amor pelas coisas Tanto apego e desejo de possuir Sonho que maltrata que é concretizado logo se transforma em desejo do passado. Quantos truques e segredos para manter a jovialidade, o brilho... Um pequeno lapso de tempo transforma tudo em ferrugem. Nossos objetos do desejo, nossos sonhos e anelos, a nossa própria vida enferrujada e sem sentido, qual carro outrora belo e imponente, transforma-se também em sucata soterrada pelo tempo.

Mesa farta até na Santa Ceia

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Duas versões da Santa Ceia com o tradicional pão e o vinho
O mesmo quadro com uma mesa farta
Uma ousada montagem do cenário da Santa Ceia com os personagens do seriado Lost: abundância sobre a mesa.

Em nossa sociedade, tão afundada no consumismo desenfreado e sem controle, perdeu-se completamente a capacidade de moderação. Tudo é exagerado. Ostentação, poder aquisitivo, excesso, exibição é o que importa. Não queremos abrir mão de nada, nem quando se deveria ser contido, resguardado, comedido, recatado.
E já que estamos na Semana Santa - um tempo tradicionalmente reservado ao jejum! -, nada melhor do que falar da Última Seia. Lembrada na Quinta-Feira Santa, nela Jesus reuniu os seus discípulos em torno de uma mesa, na noite antes de sua crucificação, para repartir com eles o pão e o vinho. A famosa noite deu origem ao sacramento da Eucaristia, que marca a tradição de toda a cristandade, em todas as confissões. A Eucaristia lembra o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade. O pão é o seu…