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Mostrando postagens com o rótulo Economia

Tudo junto ou espalhado?

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O capitalismo é injusto e destrói o planeta

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Inside Job, a verdade sobre Wall Street

Indicado ao Oscar como melhor documentário e conduzido pelo diretor Charles Ferguson, "Inside Job" (Trabalho Interno) é mais um filme que retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da pior crise já vista desde 1929.
“Se você não ficar revoltado ao final do filme, você não estava prestando atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário. A revolta é clara: a principal economia do mundo mergulhou em uma forte crise, levando consigo diversas nações. Os causadores de tudo isso, além de nunca terem sido confrontados com seus crimes ou terem respondido judicialmente por eles, já voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades.
Nas entrelinhas, o documentário deixa muito claro que estamos seguindo exatamente a mesma receita aqui no Brasil, neste momento. Facilitar o crédito até a exaustão para manter a economia aquecida, financiando todos os nossos sonhos e construindo outra pirâmide financeira extraordi…

Propaganda sacana

Um vídeo viral produzido pela Comissão Europeia foi tirado do ar por ter sido considerado racista. A peça mostra uma mulher representando a União Europeia (UE), vestida de Beatrix Kiddo, a protagonista do filme “Kill Bill”, sendo ameaçada por um negro capoeirista, por um lutador de kung fu e por um mestre de artes maciais (kalaripayattu). Estes últimos personagens representariam o Brasil, a China e a Índia, países emergentes que representam sério risco para a Zona do Euro por conta de sua economia crescente. A mulher protagonista se multiplica por 12, fazendo referência à bandeira da União Europeia, e derrota os homens que a ameaçaram. Os “inimigos” não chegam a lutar e abaixam suas armas.

Outros episódios recentes evidenciam a mesma tendência na União Européia, onde se teme o crescimento econômico desses países em detrimento da qualidade de vida no continente. Num deles, a chanceler alemã Angela Merkel insinuou que o Brasil e outros emergentes tinham a obrigação de ajudar a Zona do…

Tempos menos bicudos

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O legendário depósito mega-vigiado de ouro de Fort Knox foi construído em 1936 e ampliado durante a segunda guerra mundial. Inspiração de muitos filmes e alvo de bandidos da mais alta especialização, esse megadepósito dourado já fez a cabeça dos habitantes do mundo.

A foto desse ouro todo foi tirada no dia 23 de setembro de 1974, durante uma inspeção de congressistas e jornalistas americanos.

Segundo dados oficiais, Fort Knox tem 4.580 toneladas de ouro em depósito (dados de agosto de 1911). Os EUA são o país com as maiores reservas em ouro do planeta, seguidos da Alemanha.

Marca registrada de um tempo espetacular nos EUA, seu significado traz um brilho opaco nesses tempos bicudos de crise financeira que não termina. Nem a maior reserva de ouro do planeta salva a economia americana do colapso.

No bolso não!

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É engraçado este mundo em que vivemos, que é movido pelo capital. Pode-se mexer em todos os valores, menos naquele que faz mover a economia. Pode-se por a mão em tudo, menos no bolso.

Veja a era Berlusconi, por exemplo. Silvio mexeu em tudo, derrubou todos os preceitos de honradez e respeito. A sua governança foi uma sucessão de escândalos que poucas vezes se assistiu na Itália. Até de fascista ele brincou, e nada lhe aconteceu. Abuso de menores, safadezas de toda ordem e uma cara de pau que por aqui só se viu estampada no Maluf em termos de transformar a coisa pública numa trincheira particular... Nada mexeu nele. O crime que todos cobraram dele, inclusive seus pares de partido, foi a incapacidade de resolver a crise de grana da Itália. Se Silvio tivesse resolvido isso, continuaria firme e forte no seu amado posto de primeiro ministro.

Infelizmente, Berlusconi é apenas uma metáfora para o mundo inteiro. Tudo é permitido, desde que o bolso não seja afetado.

Um imposto para a agiotagem

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O recém-eleito bispo luterano da Baviera, professor Dr. Heinrich Bedford-Strohm, declarou em entrevista coletiva que é a favor da introdução urgente de um imposto sobre transações financeiras na Alemanha. Ao seu lado, durante a coletiva, o presidente da Ação Diacônia da Baviera, Michael Bammessel, afirmou que o novo imposto é uma “questão de justiça”.

Para o futuro bispo luterano, o novo imposto iria minimizar a dissociação entre o mercado financeiro e a economia real, contribuindo ao mesmo tempo para levantar recursos importantes para aplicação em justiça social e sustentabilidade ecológica.

É uma questão na qual a igreja e os cristãos devem envolver-se, por se tratar de uma questão de claras dimensões éticas. Devem promover abaixo-assinados e outras ações que levem a um sistema econômico mais justo. Segundo Bedford-Strohm, os cristãos têm o dever de engajar-se como atores da sociedade civil democrática em questões centrais da humanidade e na busca por soluções eticamente responsáve…

Título vendido

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Sempre os chargistas. Eles são especialistas em resumir. Paz e Rudy no Pagina 12 de hoje diz tudo em poucos traços e palavras.

Mercado treme ao ouvir o que já sabia

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Em entrevista à BBC de Londres, o operador de mercados Alessio Rastani teve uma crise de sinceridade e foi abrindo o jogo. Sem pestanejar, disse à repórter da TV britânica que sonha com uma recessão para ganhar dinheiro. “Não ligamos muito para como vão consertar a economia; nosso trabalho é ganhar dinheiro com isso”, tascou.

Rastani abriu o jogo sobre o poder que os governos imaginam ter para resolver a crise do Euro ou a dos EUA. “Os governos não controlam o mundo. O Goldman Sachs controla o mundo. O Goldman Sachs não liga para esse resgate, nem os grandes fundos”, revelou.

Sobre o plano de recuperação da Grécia, ele também foi surpreendentemente sincero. “Estou confiante que esse plano não vai funcionar, independentemente de quanto dinheiro puserem. O euro vai desabar”, disse. “Em menos de doze meses, ativos de milhões de pessoas vão desaparecer”, completou.

A repórter da BBC agradeceu pela sinceridade de Rastani. A entrevista está causando furor no mercado financeiro internacion…

Uma saída para o balão na praça

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Por Luis Fernando Verissimo, no Zero Hora de hoje

Fora os falsários, só americanos podem imprimir dólar. E o dólar, apesar de combalido, ainda é a moeda padrão do mundo. É por isso que letras do tesouro americano são os títulos preferidos de investidores internacionais. E é por isso que os mais nervosos com a possibilidade de os Estados Unidos darem um balão na praça, inclusive não honrando suas letras do tesouro, não eram os americanos. Eram os chineses, seus maiores credores.

Pode-se até imaginar uma reunião de emergência do comitê central do partido comunista chinês para discutir a crise americana.

– Mas que capitalismo de araque é esse?

(Nota: a palavra usada não foi “araque”.)

– Em que mundo vivemos, se não se pode mais confiar nem no tesouro americano?!

– Foi para isso que fizemos a Longa Marcha com Mao, sacrificamos milhões de chineses, industrializamos o país na marra, invadimos as lojas 1,90 do mundo com os nossos produtos? Para botar nosso dinheiro na mão de irrespon…

Marque o dia de hoje no calendário

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O dia 8 de agosto de 2011 pode entrar para a história como mais uma data decisiva. A partir de hoje, o mundo pode mudar de forma tão radical, que haverá um antes e um depois de 8 de agosto.

Explico. Até ontem, estavam em vigor três leis não escritas, que sempre soaram quase como mandamentos em um decálogo. Todo mundo se curvava diante delas e elas eram intocáveis e inquestionáveis. A primeira delas determinava que os EUA eram a superpotência da economia mundial. A segunda dizia que o dólar era a moeda de reserva mais confiável para todos os países do planeta. A terceira dizia que os títulos do governo americano eram os papéis mais seguros do mundo para se investir. Todo mundo acreditava cegamente nessas três regras tácitas da economia mundial.

Pois todas as três caíram neste final de semana, depois que o edifício todo já balançava há várias semanas. A maior agência de classificação financeira do mundo rebaixou essa confiança nos papéis americanos, que passaram de AAA para AA+. Os EU …

Por trás da crise americana

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O assunto já está na minha lista há alguns dias. Não tenho tido muita paciência com a verborragia do Jabor nos últimos tempos, mas o que ele escreve na sua coluna de hoje, no Estadão, tem pé e cabeça. Clique sobre a imagem para ampliar, se não conseguir ver bem, clique mais uma vez e leia até o fim.

Triste sina

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Alguns traços, um diálogo curto e irônico e está pronto. Os chargistas são perfeitos na análise da realidade. Sempre apreciei o modo sucinto com que encaram os fatos. Esta de Daniel Paz & Rudy no Página 12 argentino, então, é espetacular. E não dá pena mesmo? "Pobres norte-americanos... em guerra, desempregados e endividados..." "E ainda por cima, nem podem colocar a culpa no imperialismo ianque". Precisa resumir melhor a situação dos EUA? Nenhum comentarista de fôlego conseguiria ser mais preciso.

Emergentes não deviam querer comandar o FMI

Por tudo o que o Fundo Monetário Internacional-FMI representa, não acho que os países emergentes devam disputar o seu comando, em substituição a Strauss-Khan. Mesmo porque, os agora “emergentes” já foram tratados como “submergentes” pela instituição, que sempre foi usada de chicote de domador contra eles. Agora querem comandar aquilo? Para usar o chicote contra quem? A senhora Christine Lagarde deve comandar o FMI. Quanto aos “emergentes”, fiquem longe! Vocês sabem o gosto amargo do remédio.

Somos todos reféns do petróleo

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O petróleo é o grande vilão ambiental. Ele e todos os seus derivados, que são tantos que não tenho certeza de conseguir enumerar ao menos a metade deles. Vivemos em plena era do petróleo, e somos tão dependentes dele que hoje absolutamente tudo o que manuseamos no nosso dia a dia tem a implacável presença do óleo negro que nos veio de herança de eras jurássicas. Tudo estava lá, soterrado, no fundo do planeta, e nós trouxemos à tona, à luz do dia, para o meio do mundo atual, a sobra de um mundo que mal sabemos como foi.

Atrás dele vamos cada vez mais fundo no planeta. Por causa dele vamos à guerra. Em nome dele construímos a nossa civilização. E a nossa civilização não sobrevive sem ele. Por mais que falemos em energias alternativas, o petróleo é tudo, está em tudo e nada lhe escapa. A humanidade é refém incontornável do óleo negro das profundezas. Sabemos o mal que ele causa, mas não sabemos mais viver sem ele. Como saúvas desesperadas, depois de cortarem todas as folhas do entorno do…