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Mostrando postagens com o rótulo Guerra e Paz

Kässmann sai do esconderijo

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Margot Kässmann, a musa da Igreja Evangélica da Alemanha, volta a brilhar diante dos holofotes. Durante o espetacular Kirchentag (Dia da Igreja), que começou nesta quarta-feira dia 1 de junho, a sua palestra lotou o estádio e juntou uma multidão do lado de fora. E o seu discurso pacifista e a favor dos direitos humanos também provocou reações do tamanho do brilho da sua estrela.


Em artigo agressivo e espinhoso (http://www.spiegel.de/kultur/gesellschaft/0,1518,766381,00.html), a revista Spiegel desancou Kässmann por conta das suas afirmações sobre o envolvimento bélico do exército alemão no Afeganistão, dizendo que a sua poêmica da guerra é falsa e banal. "Não há guerra justa; somente há uma paz justa", desafiou a teóloga e pastora. Entre outras afirmações, disse que em vez de combater os talibãs, os cristãos deveriam unir-se a eles em oração pela paz. O artigo da revista Spiegel foi qualificado por alguns de ranso antiprotestante.


Para o Spiegel, "não se sabe se Jesus vi…

Quem planta vento, colhe tempestade

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O avião da chanceler alemã Angela Merkel foi impedido, nesta madrugada, 31 de maio, de cruzar o espaço aéreo do Irã rumo à Índia. As autoridades iranianas obrigaram o avião a sobrevoar espaço aéreo turco durante duas horas, tempo que duraram as negociações por autorização. A diplomacia alemã afirma que, como de praxe, solicitou e obteve todas as autorizações necessárias para realizar o voo antes de iniciar a viagem, coisa que os iraniamos negam. Curiosamente, um outro avião lotado de assessores não teve problema algum, e pôde cruzar normalmente o espaço aéreo do Irã rumo à Índia.

Depois de duas horas e prestes a ter que fazer um pouso de emergência na Turquia para reabastecer, o avião “Konrad Adenauer” – uma espécie de Air Force One da Alemanha – pôde cruzar o Irã rumo à Índia. O incidente foi classificado de agressão pela diplomacia alemã e o governo daquele país deve solicitar explicações ao Irã. No mínimo, deve requerer um pedido de desculpas.

A verdade é que, com o exército alemão…

Ha muito a fazer pela paz

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Quando vejo como tratam a paz, eu não consigo ficar em paz. O que entendemos, quando colocamos esta palavra em nossa boca? Que tipo de imaginário aquece as turbinas do jato da nossa mente quando fazemos essas três letrinhas decolarem do aeroporto da nossa imaginação?

Quando a palavra é evocada como lenitivo para as nossas tribulações pessoais, como vemos? “Deixe-me em paz!”, que conotações desperta em nós? E se eu não deixar você em paz, o que você vai fazer, vai iniciar uma guerra? Em nome da sua paz, você é capaz até de começar um conflito?

É quase sempre assim que começam as guerras: “Deixe-me em paz!” Mas também é quase sempre com essas mesmas palavras que uma vítima agredida tenta livrar-se de seu agressor. É um pedido de socorro, uma ordem gritada por quem não está em posição de dar ordens. É o anúncio desesperado de alguém que diz que estão quebrando a sua tranquilidade, transformando a sua vida num campo de batalha.

Que sentimento desperta a palavra paz em nossas mentes neste di…

Vila Sésamo contra a intolerância

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Personagens e produtores da Shra’a Simsim em evento de apresentação do programa.

Em meio a um conflito que dura mais de 60 anos, uma nova comitiva chegou para promover a paz entre israelenses e palestinos. Em Israel, Gaza e na Cisjordânia, Garibaldo, Elmo, Ênio, Cookie Monster e sua turma da Vila Sésamo tentam superar as diferenças e transmitir mensagens de paz e tolerância para as crianças do Oriente Médio.

De acordo com a Unicef, as crianças são maioria nas populações dos territórios palestinos e as principais afetadas pelos conflitos. Pensando nisso, a Sesame Workshop – instituição norte-americana sem fins lucrativos que produz o programa – criou o Shra’a Simsim, personalizando as histórias e personagens de acordo com a realidade vivida pelas crianças de ambos os povos. Todo o enfoque do programa foi pensado após extensas pesquisas realizadas com crianças palestinas e israelenses.

Episódios que mostram a necessidade de união de todos para enfrentar catástrofes, ou que falam de superar…

De Nobel para Nobel

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Reproduzo, a seguir, a carta escrita por Adolfo Perez Esquivel (Nobel da Paz de 1980) a Barak Obama (Nobel da Paz de 2010).

Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para, ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo, termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um acontecimento desportivo.

Indignação pela atitude de setores da população dos Estados Unidos, de chefes de Estado europeus e de outros países que saíram a apoiar o assassinato de Bin Laden, ordenado por teu governo e tua complacência em nome de uma suposta justiça. Não procuraram detê-lo e julgá-lo pelos crimes supostamente cometidos, o que gera maior dúvida: o objetivo foi assassiná-lo.

Os mortos não falam e o medo do justiçado, que poderia dizer coisas inconvenientes para os EUA, resultou no assassinato e na tentativa …

Solução sem tiros

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O capitão Nascimento, herói do cinema brasileiro promovido a coronel em “Tropa de Elite 2”, será uma das estrelas da campanha do desarmamento, que começa hoje em todo o País. Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura, emprestou a voz ao vídeo da campanha, de 30 segundos, que será divulgado nas emissoras de rádio e televisão. A coleta de armas se estenderá até 31 de dezembro e o governo vai pagar de R$ 100 a 300 por arma devolvida, conforme o calibre.

O filme usa imagens da campanha de 2009, que mostra a trajetória de uma bala perdida, passando de raspão ao lado de crianças que brincam num parque, populares nas ruas. Moura dirá, com a firmeza de comando de seu personagem, que “não é à bala que se resolvem as coisas”. O slogan da campanha é “Tire uma arma do futuro do Brasil”.

A campanha, a terceira desde 2004, foi lançada hoje, em solenidade na Prefeitura do Rio, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador do Estado, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes, além d…

Ressaca legal

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Alguns dias depois do assassinato de Osama Bin Laden, o mais mítico e procurado terrorista do planeta, a euforia inicial vai dando lugar a uma ressaca legal. Várias personalidades, das quais se esperava uma posição mais sóbria, andaram escorregando no perigoso terreno da alegria temerária do sucesso da vingança; entre elas Angela Merkel e o próprio Papa Bento XVI. Ambos manifestaram estar contentes com o sucesso da caçada. E não foram somente eles...

O fato é que, nos bastidores, todo mundo sabe que os EUA ultrapassaram os limites, mas ninguém tem coragem de dizer isso abertamente. Os americanos podem até argumentar, com sua velha retórica de guerra, que estavam agindo em legítima defesa. Mas a crua realidade é que eles infringiram claramente o direito internacional.

Por invadirem um país estrangeiro sem autorização deste; por executarem um ataque militar num país com o qual não estavam oficialmente em guerra; por executarem a sangue frio um cidadão que, segundo as leis internacionais …

Meio século de corrida maluca

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Faz hoje 50 anos que o astronauta soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a orbitar o planeta Terra. O famoso astronauta soviético completou a órbita no dia 12 de abril de 1961, na apertada cápsula espacial Wostok. O hoje celebrado como um herói nacional, mesmo depois do fim do império soviético que o popularizou, apostou literalmente a sua vida no projeto. Mantido em segredo até o momento da glória no espaço, o projeto contava com a própria morte de Gagarin durante os arriscados procedimentos de lançar um homem ao espaço.

De fato, um livro escrito 50 anos depois por Yuri Baturin revela documentos, até agora mantidos em segredo, que relatam inúmeras panes e acidentes graves que ocorreram até o dia do lançamento de Gagarin. O incrível lance de sorte colocaria os russos na vanguarda da estúpida e onerosa corrida espacial que marcou a guerra fria entre o ocidente e o oriente, nos anos 60. Para os dirigentes de ambos os lados a morte de um astronauta era o que menos importa…

A cumbuca segura a mão

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Segundo o filósofo de política internacional Michael Walzer, a intervenção armada do ocidente na Líbia é um erro. Tal ato intervencionista somente se justificaria em caso de um genocídio, o que daria motivo para promover uma “guerra humanitária”. Segundo Walzer, entretanto, o que acontece na Líbia no momento não justifica uma guerra humanitária, nem representa um genocídio, no sentido de um massacre como o que vinha sendo promovido pelo Khmer Vermelho no Camboja, nos anos 70.

A intervenção irá provocar um banho de sangue na Líbia e não conseguirá seu principal intento, que é o de pegar Kadafi (embora esse objetivo não esteja bem claro também). Apoiar uma oposição que já está praticamente derrotada é temerário e não se justifica, porque dessa maneira se teria que intervir em outros países também só porque a oposição não consegue vencer quem está no comando (a Venezuela, por exemplo).

A comunidade internacional não deveria abrir uma trilha tão temerária para justificar esse tipo de inte…

Kadafi mata com o apoio dos EUA

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Kadafi: Vou exterminar os ratos e os mercenários

Bater na mesma tecla por muito tempo, para alguns, é uma coisa chata. Além de repetitivo, é desgastante. Vejo isso no teclado diante de mim, que a letra “M”, por exemplo, está completamente apagada. De tanto bater na mesma (duas vezes só agora!) tecla. Mas é necessário, para organizar o meu texto e para que você entenda o que escrevo.

Por isso, tomo a liberdade de bater numa outra “mesma tecla”. A tal tecla dos dois pesos e duas medidas que, há décadas, é o “modus operandi” da política externa norte-americana. Vamos lá.

O Kadafi é um dos mais sanguinários ditadores da atualidade. Se ele não consegue impor seus mirabolantes desejos à nação líbia pelo convencimento, ele mata. Não tem conversa. Isso é informação rasa para qualquer guri de ensino fundamental. Todo mundo sabe. Agora mesmo, quando se sente ameaçado, ele não demonstra o mínimo respeito por gente, por sua gente, e manda até a força aérea bombardear os que protestam contra o seu d…

O Brasil e a guerra dos fundamentalismos

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Sarah Palin: A beleza americana tem alma fundamentalista

A realidade político-religiosa nos EUA sempre foi marcada pelo fundamentalismo e pelo extremismo exacerbado de direita. Fica até complicado para um brasileiro, como eu, entender a cabeça daquela gente. A base de tudo, ali, não é a política, mas o fundamentalismo religioso. Este é um complicador histórico e de difícil solução. Embora alguns segmentos mais radicais dos nossos partidos mais à direita tenham realizado um apagado movimento de jogar com argumentos religiosos numa campanha presidencial, no ano passado, nada faz sequer lembrar o que acontece neste campo escorregadio nos EUA. Não há nada parecido no ocidente.

Em poucas palavras, quem determina os movimentos decisivos no tabuleiro da política norte-americana é o fundamentalismo construído sobre os legados históricos do movimento evangelista, com destaque para Billy Graham e seus filhos, Jimmy Swaggart, Rex Humbard e muitos outros. Eles passaram a vida semeando o ideário no…

Ano novo, velhos preconceitos

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Chega o ano novo e, apesar de todas as nossas esperanças, os nossos bons desejos e renovadas vontades de mudar as coisas e de transformar o nosso velho mundo num lugar melhor, tudo continua exatamente como sempre foi. Um atentado numa igreja copta, no Egito, neste sábado de madrugada, cujo resultado são 21 mortos e maisde 50 feridos, é o primeiro exemplo dos muitos que virão na esteira do interminável preconceito que domina nossas almas qual inço que somos incapazes de eliminar.

Cristãos perseguidos no Oriente Médio e na Ásia, muçulmanos escanteados na Europa, minorias postas de lado em muitos lugares, latinos escorraçados nos EUA... Como já disse alguém: duas coisas me causam admiração; a inteligência dos animais e a barbárie dos humanos.

Ninguém se deu conta ainda, mas não estamos somente iniciando mais um novo ano. Com 2011, estamos dando início à segunda década do século 21. Ou seja, já se passaram dez anos desde 2001, o ano do inacreditável atentado de 11 de setembro, e nada conseg…

John Lennon está em nós

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Ainda na noite do assassinato, multidões de fãs fizeram vigília diante do Dakota Building, edifício em que Lennon morava.

Três décadas depois, ninguém esquece. Está nas entranhas das nossas almas. Um selo definitivo, inapagável. Eu me lembro com um vínculo ainda mais especial. Esperávamos a nossa primeira filha, que nasceu dois dias depois, prematura de oito meses. A notícia nos paralisou diante da TV. Estávamos de luto, todos nós, como quem perde um irmão.

Mas não é só o maldito tiro de Mark Chapman que ninguém esquece. O que ficou na mente de todos, como uma trilha sonora da inconformidade, é a obra de John Lennon. Mother, Give Peace a Chance, Imagine, Power to the People... melodias que são narrações do modus vivendi de uma geração de jovens que queria transformar o mundo com as suas próprias mãos.

O seu espírito contestador – mais vigoroso aos 40 do que quando integrava a mais famosa banda de todos os tempos – incomodava. Ainda mais porque, em Nova Yorque, ele pisava diretamente no …

A tecnologia do apocalipse

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Foram abertas ao público, no final de novembro, as fotos e os filmes de um projeto ultra-secreto dos Estados Unidos: registrar, com o maior número possível de detalhes, cada milionésimo de segundo das explosões nucleares que eram realizadas nas ilhas do pacífico. Este blogueiro revela alguns desses inacreditáveis instantâneos dessa nefasta tecnologia do apocalipse.
O material agora divulgado foi compilado num estúdio secreto, em Los Angeles, entre os anos de 1947 e 1969, sendo retirado de um total de 6500 filmes. Um grupo de 40 fotógrafos e câmera man fizeram o trabalho sujo de registrar este material, que documenta um período único e assustador da história recente da humanidade. “Espero que este tempo nunca mais volte”, desabafa o diretor do projeto de “exumação” deste material, o documentarista Peter Kuran. A seguir, umas poucas gotas do sangue de quem o deu para registrar em detalhes o que de pior o ser humano já foi capaz de produzir.
Operação Greenhouse: A imagem registra um priv…

Amis are going home... really?

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Tudo começou com uma mentira. O mundo inteiro acreditou na história do governo Bush de que Saddam fabricava “armas de destruição em massa”. Hoje, após sete anos de muita violência e incontáveis outras mentiras (o número sete não é uma mera coincidência, não?), o exército norte-americano começa a deixar o Iraque. Após dezenas de milhares de mortos e bilhões de dólares que viraram fumaça, Amis are going home... A retirada deve terminar até o final de agosto, o que, no fundo, é só mais uma mentira. Cerca de 50 mil soldados permanecerão em solo iraquiano como “forças de segurança”, por mais um longo ano.

De mala e cuia, as tropas atravessam a fronteira rumo ao Kuwait e, de lá, de volta aos EUA. A Casa Branca evitou fazer alarde, porque não há motivo para dizer que estão saindo vitoriosos. Para muitos dos que partem hoje, tem um próximo alvo no caminho. Faz tempo que a luta no Afeganistão espera por soldados experientes... Afinal, não dá para viver sem uma guerrinha. A vida num planeta em p…

O beijo do fim da guerra

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A foto original da revista Life e a reconstituição da cena (abaixo)
O beijo entre um marinheiro e uma enfermeira em plena Times Square, em Nova York, comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial, imortalizado por uma fotografia da revista “Life” completa 65 anos amanhã, dia 14 de agosto. Uma das mais famosas fotografias do século 20 será homenageada neste final de semana com um “beijo coletivo”. Os organizadores do evento esperam que centenas de pessoas participem da recriação da imagem que o fotógrafo Alfred Eisenstaedt tirou em 14 de agosto de 1945. A homenagem será aos pés de uma estátua colorida de oito metros de altura, que reproduz a célebre foto e está instalada na esquina da rua 44 com Broadway, exato ponto onde a imagem foi feita. Eisenstaedt morreu em 1995, e a enfermeira, Edith Shain, faleceu no início deste ano, com 91 anos de idade.

A arrogância leva ao desastre

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O diálogo a seguir é verídico. Ele aconteceu em outubro de 1995, entre o comandante de um porta-aviões da Marinha Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram calmos, transmitindo pelo rádio:
– Favor alterar seu curso 15 graus para norte, para evitar a colisão com a nossa embarcação. Câmbio.

A resposta dos canadenses foi imediata:
– Recomendo mudar o seu curso 15 graus para sul. Câmbio.

A resposta já veio repleta de irritação, denotando empáfia e autoritarismo:
– Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o seu curso!

Mas o canadense insistiu:
– Senhor capitão. É altamente recomendável que mudem o seu curso atual.

A caldo começou a engrossar, com o capitão americano berrando ao microfone:
– Este é o porta-aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americana no Atlântico! Estamos acompanhados de três Destroyers, três fragatas e numerosos navios de suporte! Eu exijo que mudem o curso em 15 graus para norte…

A rosa de Hiroshima

Hoje, há 65 anos, uma explosão jamais vista varreu a cidade de Hiroshima e a maioria dos seus habitantes do mapa. Um gesto absurdo e desnecessário, numa guerra insana e absurda que já estava no fim. Três dias depois, a estupidez foi repetida em Nagasaki. Ninguém esquece. Não podemos esquecer. Não devemos. Ainda assim, o nível de insanidade está tão elevado que, de modo algum, estamos livres de repetir a estupidez, com armas tão poderosas que estas, de 65 anos atrás, irão parecer espoletas... Paz! Paz! Não cessaremos de clamar, ainda que amordacem as nossas bocas, enclausurem as nossas mentes e arranquem de nossas gargantas o último fio de voz. Paz! Paz!

Cicatrizes que agora são patrimônio

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Atol de Bikini hoje: marcas e beleza natural
Atol de Bikini como cenário dos testes nucleares
As Ilhas Marshall, no Atol de Bikini, já foram área de teste de bombas atômicas, e são uma triste lembrança da guerra fria. Nos anos 1940 e 1950, os americanos faziam os testes de suas bombas nucleares aqui. Ainda hoje a população local sofre os efeitos daqueles testes. Agora, a Unesco transformou o arquipélago e o atol em Patrimônio Cultural da Humanidade, como “um símbolo da era nuclear” e do “movimento internacional pelo desarmamento nuclear”, diz o site da entidade.

A decisão da Comissão foi em Brasília, no final de julho. O ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, atual presidente do comitê, apontou a decisão como um reconhecimento da importância simbólica do Atol de Bikini para a humanidade como uma tragédia que não pode ser esquecida. “A experiência do Atol não pode se repetir e tem de ficar na memória de futuras gerações”, disse Ferreira.

O Atol é composto por 36 ilhas que margeia…

História comovente e segundas intenções

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Aisha é uma jovem afegã de 18 anos, cuja imagem está na capa da revista americana Time desta semana. A imagem revela uma outrora bela mulher, que agora está marcada por toda a vida. Ela teve o nariz e as orelhas decepados por ter fugido de seus sogros, que a maltratavam. Um comandante talibã do vilarejo onde morava a condenou – apesar de suas queixas de que era tratada pela família do marido como escrava – para que outras mulheres não tentassem seguir seu exemplo. Seu cunhado a segurou e seu próprio marido a cortou. Ela hoje vive escondida em um abrigo para mulheres e, com a ajuda de uma organização humanitária da Califórnia, deverá viajar aos EUA para passar por uma cirurgia reparadora.

A foto da capa é acompanhada por uma história forte de como as mulheres afegãs abraçaram as liberdades conquistadas com a queda do Talibã, e como elas temem a volta do regime. Aisha decidiu posar para a foto porque “quer que o mundo veja o efeito que a volta do Talibã teria para as mulheres no Afeganis…