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Mostrando postagens com o rótulo Meio Ambiente

Segunda-feira simbólica 1

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A população mundial chegará a 7 bilhões de pessoas na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro, de acordo com as projeções da ONU. A data é considerada simbólica para debater crescimento e sustentabilidade, incluindo temas como a produção de alimentos, a distribuição da água, a capacidade de geração de energia e o crescimento da produção de lixo e poluição.

Independente do simbolismo da data, algumas questões não podem ser caladas. Entre elas está a concentração de renda. O número de 7 bilhões de pessoas no planeta é assustador, mas todos poderiam viver dignamente (tendo comida, bebida, casa e lar, como se diz) se os recursos fossem distribuídos de forma mais equilibrada. É inadmissível que milhões de pessoas ainda passem fome (ou morram em conseqüência das doenças provenientes da desnutrição). É inaceitável que a maioria dessa gente não tenha água tratada ou de boa qualidade para beber.

A outra questão é a forma predatória com que lidamos com os recursos do planeta, transformando a …

Na contramão da história

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As centrais de Angra I (à direita) e Angra II representam alto risco e produzem somente 3% do total da energia consumida no Brasil.

O Brasil planeja expandir a sua política de energia nuclear com a construção de cinco novas centrais, que devem juntar-se às duas que já estão em funcionamento. O programa será mantido, apesar do acidente ocorrido na usina japonesa no início do ano. O anúncio foi feito no dia 26 de outubro pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

“A pesar dos recentes episódios no Japão, Brasil mantém sua política de expansão do programa nuclear”, declarou o ministro, num ato solene no Rio de Janeiro. A surpreendente decisão do Ministério das Minas e Energia ignora também a decisão da Alemanha de desativar todas as suas centrais nucleares em 20 anos, e ignorando também que o programa nuclear brasileiro depende tecnologicamente em sua quase totalidade da tecnologia alemã.

O Brasil, que junto com a Argentina são os únicos países da América do Sul que dispõem de plant…

Greenpeace, 40 anos de vitórias

Greenpeace 40 anos


O Greenpeace está comemorando 40 anos de existência. São quatro décadas de lutas, muitas lutas. Mas também 40 anos de muitas vitórias. Tais conquistas se marcaram especialmente nos escritórios das grandes corporações, em grande parte responsáveis diretas pelas principais causas ambientais que perfazem a luta do pessoal do Greenpeace. Os protestos geraram efeitos, resultados múltiplos e mudanças de postura.

Muita gente não gostou das conquistas ao longo desse tempo. Mas a natureza agradece. E nós, comodamente sentados sobre nossa indefesa indignação, somos gratos pelas conquistas do Greenpeace, em nosso lugar e em nosso nome.

Com os seus protestos, vocês provocaram a ira de quem polui, de quem destrói, de quem explora as entranhas do planeta. Com as suas ações, vocês causaram furor em muitos...

Este vídeo, que alguém fez em homenagem aos 40 anos do Greenpeace, mostra bem como reagiram os que tiveram que mudar suas ações por causa das ações do Greenpeace. Obrigado a…

Aula básica do que deve ser feito

São pouco mais de oito minutos. Leonardo Boff dá uma aula magistral do que está acontecendo com o nosso planeta e o que devemos fazer para reverter o processo de exploração alucinada em que nos metemos como humanidade. Em oposição à máxima do crescimento infinito para conquistar vida digna, precisamos acabar com a conversa mole da economia sustentável para começar a reduzir o ritmo e falar de um planeta sustentável.

Vai-se uma guerreira

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Morreu a Prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai. A queniana morreu aos 71 anos de câncer, no domingo 25 de setembro, após um longo período de luta contra a doença.

Em 2004, a militante foi recompensada com o Nobel pelo trabalho do Movimento Greenbelt (Cinturão Verde), fundado em 1977, e foi a primeira mulher africana a receber o prêmio. Desde sua fundação, a organização plantou quase 40 milhões de árvores na África.

Wangari foi a primeira mulher com doutorado na África central e oriental, presidiu a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e foi secretária de estado para o Meio Ambiente entre 2003 e 2005. Seu trabalho levou o debate ecológico a toda África. Nos últimos anos, ela se envolveu na proteção da selva da bacia do Congo a segunda maior floresta tropical do planeta.

Dia mundial sem carros

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O dia de hoje, 22 de setembro, é declarado solenemente o “Dia Mundial Sem Carro”. Na mesma data, também solenemente, a indústria automobilística mundial participa, ávida para atender as demandas por novidades, da feira internacional do automóvel de Frankfurt.

É uma gritante contradição. Ela se aprofunda mais ainda quando constatamos que, num esforço enorme para vencer a indiferença e até certa má vontade, a indústria automobilística enche os estandes de Frankfurt de novidades na área dos carros alternativos, movidos a energias mais “simpáticas” ao meio ambiente. Falam de “emissão zero”, mas seus protótipos nunca sairão dos laboratórios. São novidades para inglês ver.

São novidades para as quais apreciadores dos carros ainda torcem solenemente seus narizes. Eles querem ouvir o ronco do motor a explosão, movido a petróleo, com um razoável número de cilindros produzindo o que alguns chamam de música. Seus ávidos olhares não querem as novidades da turma da “emissão zero”. Eles se volta…

A diversidade das árvores brasileiras

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Para o Dia da Árvore, esta também é ótima. Uma coisa da qual eu sempre achei graça, nos poucos meses em que estive na Alemanha nos anos 1980, foi a facilidade das crianças alemãs em recitar os nomes das árvores que encontravam pelo caminho. Elas olhavam para a árvore e pimba, davam o seu nome. “Vai fazer isso no Brasil”, eu tripudiava. Na Alemanha isso era fácil, porque há somente poucas dezenas de espécies de árvores por lá.
Era uma das coisas que realmente me chamavam a atenção, porque uma visita a um bosque alemão é uma monotonia vegetal de desesperar, especialmente para quem conhece a biodiversidade da Mata Atlântica. Por isso, sempre achei que as nossas crianças e até os adultos brasileiros tinham toda razão na sua “memória curta”. Se você não acredita, então veja a notícia abaixo.
Uma coleção com quase 5 mil amostras de madeiras do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (LPF/SFB) está sendo usada para conhecer e registrar informações sobre as árvores d…

Uma visita muito especial

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No Dia da Árvore, há diversas maneiras de homenagear as árvores. A homenagem, entretanto, pode tornar-se absolutamente incomum quando você é surpreendido pela própria homenageada. Inusitada mesmo a coisa fica, quando você retorna ao seu local de trabalho e a homenageada está sentada diante da sua mesa de trabalho. Foi o que aconteceu comigo, neste Dia da Árvore. Ao chegar na agência, havia uma árvore na cadeira diante da minha mesa.

A árvore é parte da campanha que a Mythos Comunicação criou para a Construtora Frechal, de Blumenau. O objetivo é divulgar a vinculação da Frechal com a importante e urgente temática ambiental da sustentabilidade.

Serras famintas por floresta

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Datada de 01 de outubro de 1972, em Lebon Régis, mostra grupo de amigos posando para a posteridade em frente a um caminhão Chevrolet, que leva consigo uma única tora de madeira que toma conta de toda a carroceria. Época em que a extração madeireira era uma das principais atividades da região.

Nesta foto, datada de 1958,e que fica para a prosperidade, vemos um Ford F8 carregado de madeiras.

Caminhões carregados de toras de madeira em Lebon Régis, entre as décadas de 50 e 60. Cargas enormes eram transportadas em robustos caminhões durante a exploração madeireira no município, próspera naquela época.

Frota de caminhões da firma Bonatti & Comper LTDA, carregados com toras de madeira, em julho de 1986.

Essas fotos são um testemunho contundente do que fizemos ao meio ambiente no passado. Milhares, talvez até milhões de caminhões como estes das fotos arrancavam árvores e mais árvores da mata atlântica todos os dias e conduziam seus cadáveres às serrarias. Era parte da rotina diária. Todo m…

Para Tea Party aquecimento global é balela

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Agora vejam essa. Uma pesquisa da Universidade de Yale sobre mudanças climáticas apurou que os simpatizantes do Tea Party (o movimento de extrema direita norte-americano) se recusam a acreditar que o mundo vive o risco do aquecimento global. Como eles são adeptos da idéia de que “quanto pior melhor”, ou seja, que tudo deve ruir rapidamente para apressar a volta de Cristo, o aquecimento global é muito bem-vindo.

Nada menos do que 53% deles se recusam a acreditar no aquecimento global. A direita tradicional é menos cética: 30% acha que é balela esquerdista a elevação da temperatura do planeta por conta da sociedade movida a petróleo. Entre os democratas e os independentes, a percentagem cai para 8 e 14%.

Os extremistas de direita dizem em maioria (52%), além disso, que não precisam mais de nenhuma informação sobre o tema. E quase todos dizem que nunca será sentido algum efeito sequer do aquecimento global.
(Fonte: Tijolaço.com)

Um mês de oração e ação pela natureza

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O Conselho Mundial de Iglesias (CMI) uniu-se ao apelo para observar, de 1º de setembro a 4 de outubro, um tempo de oração e reflexão sobre o cuidado e o uso justo dos dons da natureza. Durante mais de 20 anos um número crescente de cristãos de todo o mundo reservaram esse período do ano como um tempo para dar graças pela criação de Deus e unir-se em oração e ação em favor do meio ambiente.

A iniciativa inspira-se na ação do então Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Dimitrios I, ao proclamar, em 1989, o 1º de setembro como Dia de Oração pela Terra e o Ecossistema. O ano da Igreja Ortodoxa começa tradicionalmente em setembro. O novo tempo litúrgico estende-se até o dia 4 de outubro, quando católicos e ortodoxos celebram o Dia de São Francisco de Assis.

2011 foi declarado Ano Internacional dos Bosques. O CMI exortou cristãos das suas igrejas-membro a dedicarem orações à preservação de matas e florestas. O organismo ecumênico internacional fez um apelo ao compromisso com a “ecojusti…

Regenwald

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Misericórdia, como chove em Blumenau! Entra semana, sai semana e nada muda. Aliás, só mudou a questão ambiental por aqui. A natureza não suporta mais. Está sangrando. Deviam construir aqui no Vale do Itajaí a maior cisterna do mundo e canalizar toda esta água para o resto do Brasil, que está em chamas.

Interessante constatar que vivemos na região da Mata Atlântica, que em alemão é denominada de Regenwald, ou seja, Floresta de Chuva. E é verdade! Em regiões de Mata Atlântica chove muito. O único problema é que a floresta já não existe mais há décadas. Apenas a chuva ficou, se instalou e se intensificou.

Agora, o que antes a floresta segurava, agora desce. O que antes a floresta mantinha coberto, agora está exposto. Amolece que nem manteiga fora da geladeira. O resto é por conta da mais antiga das leis da natureza: a da gravidade. Os deslizamentos já começaram. As cheias na região também. É a velha rotina que nos afoga por aqui.

Pais devem optar entre radiação e educação em Fukushima

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Equipe do Greenpeace mede níveis de radiação nas escolas de Fukushima.
Foto: Noriko Hayashi/Greenpeace

As crianças da cidade japonesa de Fukushima devem voltar às aulas esta semana, apesar de as suas instalações escolares continuarem contaminadas pela radiação vinda da planta nuclear da usina, denuncia o Greenpeace.

Especialistas da entidade de proteção ambiental mediram os níveis de radiação de diversas escolas há uma semana, bem como de locais públicos da cidade. Com os dados na mão, pediram ao recém-empossado primeiro ministro japonês, Yoshihiko Noda, para que mantenha as escolas da região fechadas enquanto não estejam devidamente descontaminadas. Segundo o Greenpeace, os pais não deveriam ser obrigados a escolher entre expor seus filhos a radiação ou a educação – e no momento é exatamente diante desta decisão que estão milhares de pais na região de Fukushima.

A equipe de monitoramento de radiação do Greenpeace inspecionou uma escola secundária, uma pré-escola e uma creche, bem com…