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Mostrando postagens com o rótulo Mulher

O brasil é sétimo em feminicídios

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Com uma taxa de 4,4 homicídios para cada 100 mil mulheres o Brasil ocupa a sétima posição dentre 84 países analisados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no período compreendido entre 2006 a 2010. Em primeiro lugar aparece El Salvador, com 10,3 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres, seguido por Trinidade y Tobago e Guatemala, com 7,9, Rússia, 7,1, Colômbia, 6,2, e Belize, com 4,6.

Em 30 anos, de 1980 a 2010, foram assassinadas 91,9 mil mulheres no Brasil mostra o documento Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari, de São Paulo. Os femicídios acontecem geralmente na esfera doméstica, quase a metade dos crimes é perpetrada pelo parceiro ou ex-parceiro da mulher.

Outro relatório, sobre o Peso Mundial da Violência Armada, revela, no capítulo “Quando a vítima é uma mulher”, que os altos níveis de feminicídio vão acompanhados, frequentemente, de elevados níveis de tolerância da violência contra as mulheres e, em alguns casos, resultam dessa intolerância.

Um dad…

A Flor do Deserto

Um dos posts mais visitados deste blog é aquele que fala da mutilação genital feminina (reveja aqui). O primeiro post revelou aos meus leitores e leitoras a história da modelo somali Waris Dirie, vítima da prática milenar de sua tribo nômade no deserto da Somália. Já famosa, ela chegou a fazer pronunciamento na assembléia da ONU contra a prática. A sua história rendeu o terceiro post mais visitado deste blog, com 3.000 visualizações até o momento. Mesmo tendo sido postado em 8 de fevereiro de 2010, ele continua sendo lido periodicamente e está lá no alto da lista dos meus posts mais visitados.

O tema foi tratado em outra oportunidade aqui e despertou um interesse significativo. Talvez pelo inusitado ou pelo curioso, mas eu creio que é porque realmente é algo chocante. Muitos reagiram estarrecidos diante de uma prática de barbárie e preconceito contra a mulher, que, entretanto, continua sendo praticada não somente na África, mas, como denunciei aqui, até na Alemanha, entre descendente…

Faltam mulheres na política

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Algumas informações importantes para este Dia Internacional da Mulher. Menos de um quinto dos parlamentares do mundo é constituído de mulheres, segundo dados divulgados pela União Interparlamentar e pela ONU Mulheres, em Genebra (Suíça), no dia 2 de março. O número de deputadas cresceu de 19 para 19,5 por cento no ano passado, revela a pesquisa.

Nos países árabes a participação das mulheres nos parlamentos chega a meros 10,9 por cento. Embora as mulheres estivessem nas primeiras filas dos protestos na recente primavera árabe, a eleição delas para a vida política ainda é um passo a ser conquistado no Oriente Médio.

Ao contrário do que se deveria esperar, o número de deputadas eleitas nas últimas eleições na Tunísia e Egito caiu drasticamente. Em Cairo especialmente sobraram somente dez mulheres no parlamento. Nos tempos do ditador Mubarak elas eram 64, num universo de 508 parlamentares. As mudanças na legislação eleitoral permitiram essa redução.

Apesar de o Brasil ter mulheres em po…

Joana D'Arc 600 anos

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Jeanne d’Arc (1412-1431), cuja jovem vida terminou aos 19 anos numa fogueira em Rouen, é hoje a padroeira e maior heroína popular da França, adorada por todos os segmentos da sociedade, da extrema direita aos socialistas.

Ela nasceu há 600 anos, no dia 6 de janeiro de 1412, como filha de um camponês católico. Aos 12 anos Joana começou a ter visões do arcanjo Miguel e das santas Catarina e Margarida, que a teriam orientado a entrar na guerra e conduzir o príncipe Carlos a Reims para ser ungido rei e livrar a cidade de Orleans do cerco dos ingleses.

Numa frança dividida no final da Guerra dos 100 Anos entre a casa dos burguinhões, que se haviam aliado aos ingleses, e os seguidores do príncipe Carlos, Joana conseguiu convencer o príncipe de sua vocação e a lutar pela libertação de Orleans. Ela própria cortou o cabelo bem curto e enfrentou treinamento militar para ajudar nos combates. Em 1429, na catedral de Reims, Joana concretizou seu objetivo e Carlos VII foi coroado rei.

Dez meses de…

As mulheres alimentam o mundo

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Segundo a Actionaid, o número de famintos no mundo deverá ultrapassar a marca de um bilhão de pessoas ao redor do final desse ano. As mulheres agricultoras são uma parte vital da solução dessa crise, como nunca antes. Elas são as principais responsáveis pela produção de alimentos por meio da agricultura familiar em pequenas propriedades ao redor do planeta.

A agricultura em escala reduzida produz a metade de todos os alimentos consumidos no mundo. A maior parte dos produtores é constituída de mulheres, que têm papel fundamental na alimentação de comunidades rurais e de nações inteiras. Ao mesmo tempo, entretanto, também são essas mesmas mulheres as mais prováveis candidatas a passar fome.

O principal motivo é que as políticas agrícolas muitas vezes negligenciam as suas necessidades e estão cegas aos obstáculos que elas enfrentam na produção dos alimentos. Se essas mulheres agricultoras tivessem maior acesso a treinamento, tecnologia, financiamentos e mercados para comercializar seus…

O Nobel da Paz é das mulheres

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Ellen, Leymah e Tawakul vão dividir o prêmio de 2011

Três mulheres, duas africanas e uma árabe, vão dividir o Nobel da Paz. Elas têm em comum a luta pelos direitos humanos. Ellen Johnson Sirleaf (72 anos) em 2006 foi a primeira presidente eleita democraticamente na África. Durante seu governo na Libéria criou programas de educação para mulheres e um tribunal especial para julgar casos de estupro. Leymah Gbowee (39 anos), também liberiana, é ativista dos direitos das mulheres. A terceira premiada é a jornalista iemenita Tawakul Karman (32 anos), que se engajou em campanhas de igualdade. Ao saber do prêmio, disse que é uma vitória dos jovens, das mulheres e de todos que lutam pela democracia nos países árabes.

Voto feminino para inglês ver

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Definitivamente, vivemos num mundo do faz-de-conta. Quando se quer dar uma determinada impressão, vale até simular, disfarçar, mentir abertamente ou simplesmente manter as aparências.

A tática foi usada no início desta semana pelo ancião que reina todo-poderoso sobre a Arábia Saudita. Abdullah Bin Abd AL-Asis, 87 anos, num ato surpreendente e que foi notícia em todos os recantos do planeta, autorizou as mulheres a exercer pela primeira vez seu direito de voto e de candidatura numa eleição no país.

Alguns festejaram. Infelizmente, crendo tratar-se de uma abertura real. Mas, em lugar de ser um reconhecimento tardio de um direito há muito conquistado pelas mulheres no ocidente, o ato do rei saudita não passa de uma esperteza política. Afinal, a monarquia saudita sempre primou pelo forte conservadorismo islâmico ao longo de seus 80 anos de existência.

Não seria agora, em plena ventania democratizante do chifre africano, que a abertura chegaria com força ao regime. E as mulheres foram, a…

Igreja movida a testosterona

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Algumas das pastoras e diáconas da IECLB que atuam em paróquias do Norte de Santa Catarina.

Ainda há muita coisa a ser feita no que diz respeito à liberação das mulheres e na conquista de igualdade de direitos em relação à metade de homens da humanidade. Enquanto para nós luteranos é normal ter bispas no mundo todo – já tivemos uma pastora sinodal aqui mesmo na IECLB – e temos pastoras atuando no ministério com ordenação em muitas de nossas paróquias, muitas igrejas irmãs têm uma verdadeira guerra em torno da implantação do sacerdócio feminino.

Nem falo da igreja católica romana, que deve levar ainda muitos anos – talvez décadas ou séculos – até livrar-se daquela monarquia de machos, com seu patriarcalismo arcaico. Com tristeza, olho para a nossa irmã luterana, a IELB, que encara a nossa abertura para o sacerdócio feminino como um excesso de liberdade luterana, sendo este um dos principais empecilhos para a comunhão luterana plena.

Mas recebi com profunda decepção a notícia de que os…

Cinco anos da Lei Maria da Penha

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A história de Maria da Penha Maia Fernandes deu nome à lei.

A Lei Maria da Penha completou cinco anos ontem. Desde a sua promulgação, em 2006, segundo o Ministério da Justiça, foram sentenciados 111 mil processos e distribuídos mais de 331 mil procedimentos sobre violência contra a mulher. Além disso, foram efetuados 9,7 mil flagrantes e sentenças de flagrantes, além de terem sido decretadas mais de 1.500 prisões preventivas de agressores de mulheres.

É de comemorar que a lei ll.340/2006 tenha exposto o nervo da violência contra a mulher. Mas, de acordo com a Fundação Abramo, ainda há muito a ser feito, pois cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos no Brasil. Os homens ainda se consideram donos de suas esposas, amasiadas ou companheiras. Tem até homem batendo na mulher ainda durante o namoro. Um total absurdo, que tem que ser punido rigorosamente.

O que aumentou substancialmente nesses cinco anos é o número de denúncias. A mulher, ao sentir-se protegida pela lei, tem mais cor…

Privação ritual do prazer

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A Comissão Europeia e várias ONGs estão conclamando os países-membros da União Europeia a apoiar as vítimas de mutilação genital feminina que vivem no bloco e a proteger adolescentes do risco desta prática.
O procedimento envolve a remoção parcial ou completa da genitália externa da mulher e é geralmente executado sob condições precárias de higiene e sem anestesia, em crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, representando uma violação severa dos direitos humanos. A prática constitui tortura e degrada a vítima. Trata-se de uma violação dos direitos da mulher à integridade física e também dos direitos da criança. A prática é mais comum na África, em cerca de 30 países onde as crianças e adolescentes são submetidas ao procedimento. Ela é praticada na África, em alguns países do Oriente Médio, comunidades da Ásia, da América Latina e até na Europa.
A mutilação genital feminina já foi explicada e denunciada por este blogueiro (http://clovishl.blogspot.com/2010/02/abaixo-mutilacao-fem…

Briga mortal

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Asia Bibi (38 anos) foi condenada à morte no Paquistão depois de uma briga com outras mulheres. Ela é cristã católica e, segundo as suas vizinhas, durante a briga com elas Asia teria desrespeitado o profeta Maomé. Agora Ásia está na cadeia, no corredor da morte. Seu marido Ashiq Masih e as filhas Sidra e Isha estão em Islamabad para levar o seu drama ao conhecimento da imprensa mundial e para pedir o apoio dos políticos. Eles agora moram em Sheikhupura, para poderem visitar Asia na cadeia em que está presa.

Segundo as vizinhas que a levaram diante do tribunal, ela teria afirmado durante a briga que Jesus Cristo havia morrido na cruz pelos pecados da humanidade e o que Maomé fez em comparação? Tanto as vizinhas quanto o tribunal qualificaram isso como prova de blasfêmia. As discussões entre Asia e as vizinhas já vem ocorrendo há mais tempo e este provavelmente é o principal motivo da acusação.
“Na verdade todos nos damos muito bem por aqui”, disse Ashiq Masih, um morador da aldeia em qu…

ONU-Mulheres para Bachelet

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para chefiar a ONU-Mulheres. Pesou na sua decisão o fato de ela ter sofrido perseguição política na ditadura, ter 80% de popularidade e ter sido considerada a melhor governante do país andino em 200 anos de história por 43% da população.
A tarefa de Bachelet será atuar na dignificação das mulheres, na nova entidade da ONU, que surge da fusão de quatro agências e fundos especializados em gênero.
Bachelet sabe que sua maior luta será por respeito aos direitos humanos. Ela entende o convite como “um sinal claro da vontade política de que a situação das mulheres no mundo tem que melhorar”. Animada, ela crê que a fusão dos organismos é um bom início do trabalho de levar adiante melhores condições para meninas e mulheres em todo o mundo, inclusive na América Latina.
O secretário-geral da Federação Luterana Mundial (FLM), o pastor luterano chileno Martin Junge, enviou carta de congratulações a Michele B…

Ela será enforcada sem apelação

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O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, anunciou nesta segunda-feira (27/9) que a iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido, foi condenada à morte por enforcamento pelo segundo crime. A nova sentença cancela a execução por lapidação (apedrejamento), mas ela mantém a condenação pelo assassinato, que no Irã é punido com enforcamento.

“O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente”, minimizou o procurador-geral. Mas a rapidez do tribunal deixa transparecer o resultado da visita do presidente Ahmadinejad aos EUA, quando aconteceu a execução de Teresa Lewis. Fica no ar a sensação de “o ocidente nos critica, mas não age diferente”.
Ahmadinejad também não poupou a mídia internacional, que criou um caso internacional em torno de Sakineh, mas quase nada disse em defesa de Teresa. O mundo organizou-se pela vida da iraniana, porém deixou a americana ser executada com uma injeção letal, há q…

A fome dos Silva é a de todos nós

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Marina Silva quando foi eleita senadora pelo Acre, em 1994.

Reproduzo abaixo um texto maravilhoso, que recebi do Antonio Carlos Ribeiro. “A Fome de Marina” foi escrito pelo professor José Ribamar Bessa Freire. Seu principal mérito não está na defesa da candidata Marina Silva, mas na defesa dos Silva e de seu direito a participar dos destinos desta nação. A biografia/trajetória de Marina Silva é a trajetória de milhões de brasileiros e brasileiras. O mínimo que tais heróis merecem é o respeito de quem não tem o peito de viver e de lutar do mesmo jeito. As “fomes” de Marina são também as mesmas de milhões de concidadãos. São fomes legítimas e que, antes de mais nada, merecem a nossa mais profunda admiração.
Caetano, meu caro, você vive pisando na bola e já estamos acostumados. Mas Rita, minha musa do rock, você também? Em gentil protesto contra os comentários pouco dignos de vocês dois, publico o texto de Bessa Freire aqui. Para além do protesto, porém, o publico para registrar minha adm…

França proíbe o véu

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A francesa Kenza Drider promete desrespeitar lei. Foto: Claude Paris/AP

Passo a passo, rumo à intolerância total. O senado francês aprovou nesta terça-feira 14 de setembro, o veto ao uso de véus islâmicos integrais, que cobrem todo o rosto da mulher, como a burca e o nicab. O veto foi aprovado por 246 votos a um. A maioria dos senadores de oposição se absteve em protesto. A lei já havia sido aprovada na Câmara em 13 de julho. Opositores do projeto têm dez dias para recorrer a medida no Conselho Constitucional, mas isto é considerado improvável por analistas. O presidente Nicolas Sarkozy deve sancionar a lei.

Líderes muçulmanos franceses acreditam que a lei pode elevar o risco de islamofobia no país. O projeto proíbe o uso de véus que cobrem o rosto da mulher nas ruas e em edifícios públicos. O veto deve afetar cerca de 2 mil mulheres e deve entrar em vigor seis meses depois da sanção.
A muçulmana francesa Kenza Drider (foto) disse que vai desrespeitar a lei. “Não é uma lei justa. É cont…

Ela caiu da escada, doutor!

BFF - Stairs (Director's Cut) from Raketenfilm on Vimeo.Este impressionante vídeo desmascara de forma tocante e comovente a mais usada alegação dos agressores de mulheres quando confrontados com o seu crime. A campanha, desenvolvida pela agência Young & Rubicam de Frankfurt-Alemanha, vai direto ao ponto: “Milhares de mulheres estão caindo das escadas todos os dias. Você realmente acredita nisso?”

O vídeo é uma verdadeira obra-prima da publicidade e foi finalista da categoria “Films” do Festiva de Cannes deste ano. Ele faz parte de uma campanha contra a violência doméstica da entidade alemã BV Frauenberatungsstellen und Frauennotrufe – BFF (Associação Nacional de Aconselhamento da Mulher – Mulheres contra a Violência). Visite http://www.frauen-gegen-gewalt.de/. Todos os envolvidos no projeto (modelos, diretores de arte e fotografia, editores, câmeras, animadores 2D e 3D, músicos e cenógrafos) trabalharam de graça. A música também foi composta especialmente para o projeto.

Bruni é prostituta por defender Sakineh

Um jornal controlado pelo governo do Irã chamou a primeira-dama da França, Carla Bruni, e outras personalidades francesas de “prostitutas” em um artigo de opinião. O texto não-assinado, na página 2 da edição de sábado do jornal estatal Kayhan traz o título: “Prostitutas francesas entram no tema direitos humanos”. O artigo critica Carla Bruni e a atriz francesa Isabelle Adjani, que assinaram o abaixo-assinado em defesa de Sakineh. No texto, o jornal afirma que Bruni é uma pessoa “imoral”.

O mundo quer salvar Sakineh

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Os protestos do mundo inteiro contra o apedrejamento de Sakineh Mahammadi Ashtiani (43 anos) estão ganhando um novo contorno. Agora não é mais coisa de alguns poucos. Grupos gigantescos estão se formando na internet e famosos estão se empenhando pela iraniana. No próximo sábado, uma aliança de organizações pelos direitos humanos pretende organizar um mega-evento de protesto contra apedrejamentos, tortura e execuções no Irã, sob o lema “100 cidades do mundo contra as execuções” (http://notonemoreexecution.org/2010/08/14/100-stadte-der-welt-gegen-steinigung/). É a maior ação do tipo jamais organizada. Até o momento 87 cidades anunciaram sua participação, entre eles Berlim, Bagdá, Nairóbi e Nova York.

A solidariedade com Sakineh é gigantesca ao redor do planeta. A rede de relacionamentos Facebook organizou um site exclusivo para o caso (http://www.facebook.com/savesakineh/), que já tem mais de 60.000 integrantes. No site “freesakineh” (http://freesakineh.org/) quase 200 mil pessoas já ass…

História comovente e segundas intenções

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Aisha é uma jovem afegã de 18 anos, cuja imagem está na capa da revista americana Time desta semana. A imagem revela uma outrora bela mulher, que agora está marcada por toda a vida. Ela teve o nariz e as orelhas decepados por ter fugido de seus sogros, que a maltratavam. Um comandante talibã do vilarejo onde morava a condenou – apesar de suas queixas de que era tratada pela família do marido como escrava – para que outras mulheres não tentassem seguir seu exemplo. Seu cunhado a segurou e seu próprio marido a cortou. Ela hoje vive escondida em um abrigo para mulheres e, com a ajuda de uma organização humanitária da Califórnia, deverá viajar aos EUA para passar por uma cirurgia reparadora.

A foto da capa é acompanhada por uma história forte de como as mulheres afegãs abraçaram as liberdades conquistadas com a queda do Talibã, e como elas temem a volta do regime. Aisha decidiu posar para a foto porque “quer que o mundo veja o efeito que a volta do Talibã teria para as mulheres no Afeganis…

Um jeito fácil de livrar-se da mulher

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No mundo islâmico, há um jeito fácil de livrar-se da mulher. Basta acusá-la de adultério, que será condenada à morte por apedrejamento. A condenação, depois da acusação, é 100% garantida, num ambiente em que os tribunais são compostos exclusivamente por outros homens.
Entretanto, ainda que o adultério tivesse sido de fato consumado, nada justifica o apedrejamento de um ser humano, nem diante do ser humano, muito menos diante de ou em nome de Deus. "Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra", desafiou Jesus, diante de uma cena típica de apedrejamento, bem do jeito que ainda hoje acontece no Oriente.
Por isso, tiro o chapéu para a atitude do Presidente Lula, que no sábado passado abriu as portas do Brasil para acolher Mohammedi Ashitiani, uma mulher iraniana de 43 anos, que foi condenada à morte por apedrejamento por suposto adultério. Ele ofereceu asilo político à iraniana em respeito às mulheres, "já que a minha candidata é mulher", disse. "Nada justifi…