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Mostrando postagens com o rótulo Nazismo

Aulas de tortura vieram dos Nazistas

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Conforme eu afirmei ontem, estou divulgando um documentário revelador sobre como e onde os torturadores das ditaduras militares dos anos 1960 e 1970 na América Latina foram buscar know-how. Eles não tiveram nem calafrios, ao servir-se das sórdidas técnicas de tortura e extermínio em massa desenvolvidas em Auschwitz, Buchenwald, Treblinka e outros campos de concentração nazistas.

De que maneira fizeram isso? Com a crescente guerra ideológica entre Ocidente e Oriente, que depois virou a execrável Guerra Fria, os americanos e seus aliados vencedores da Segunda Guerra Mundial, não tiveram escrúpulos em “perdoar” alguns dos principais criminosos ligados a Hitler para usá-los em sua guerra anti-comunista. Facilitaram fugas, organizaram esconderijos para eles e os apoiaram tacitamente para se instalarem na América do Sul e repassar seus conhecimentos aos grupos de combate aos movimentos de esquerda.

O Inimigo do Meu Inimigo (My Enemys Enemy) revela uma escabrosa história paralela do mundo n…

Desconhecimento perigoso

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Segundo uma pesquisa independente realizada pela revista alemã Stern, alemães acima dos 30 anos sabem bem o significado a palavra Auschwitz, descrevendo-o como um campo de concentração e de extermínio nazista durante a segunda guerra mundial. O índice dos que sabiam do que se trata ficou ao redor dos 90%.

Já entre os mais jovens o índice de desconhecimento cresce assustadoramente. Para os alemães entre 18 e 29 anos um em cada cinco (21%) não sabia o que havia ocorrido em Auschwitz, nem que o lugar fica na Polônia, fato desconhecido por 31% deles.

Outro dado preocupante é que 43% dos alemães reconheceram que jamais visitaram qualquer museu ligado a campos de concentração. Entre os alemães ocidentais o índice dos desinteressados chega a 46%, enquanto no leste eles são de apenas 27%. O Instituto Forsa dirigiu a pesquisa, que foi respondida por 1.002 alemães.

Martin Niemöller

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Hoje faz 71 anos que a revista americana “Time”, no dia 23 de Dezembro de 1940, colocou na capa o pastor luterano Martin Niemöller (1892-1984), um dos fundadores da Igreja Confessante, que se opôs ao nazismo, ao lado de outros pastores luteranos, como Dietrich Bonhoeffer.

Niemöller foi preso pela primeira vez em 1935. Portavoz da resistência protestante, ele foi libertado passados uns meses, mas voltou para a prisão até ao final da guerra. A sua ficha na Gestapo o classificava como “inimigo pessoal do Führer”.

No período pós-guerra, foi presidente da Igreja Territorial de Hessen e Nassau e um dos importantes interlocutores do processo de paz e da reconstrução da consciência alemã. É dele o seguinte texto (por vezes atribuído a Bertolt Brecht):

“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando levaram os sindicalistas, eu não protestei, po…

A mais terrível das noites

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A “Noite dos Cristais” (Kristallnacht), na passagem de 9 para 10 de novembro de 1938, deu início à terrível história do holocausto que exterminou seis milhões de judeus na Alemanha e em toda a Europa. Até o final da guerra, em 1945, representou uma das mais sádicas e inacreditáveis histórias de xenofobia e ódio racial que a realidade foi capaz de procuzir e nenhum escritor até então, por mais imaginativo que fosse, foi capaz de antecipar. Durante a Noite dos Cristais, multidões inteiras saíram às ruas para quebrar e incendiar tudo o que lembrasse a existência dos judeus: sinagogas, comércios, indústrias, bancos e casas particulares. Tudo foi destruído pelo fogo e os quebra-quebras, alimentados pelo combustível explosivo do ódio. Foi o maior pogrom de que se tem notícia, essa prática que já vem da idade média, em que se fazia arrastões para expulsar judeus ou outros indesejados.


Logo em seguida a esta terrível noite, estarrecidos e sem nenhuma proteção, sem qualquer protesto ou mesmo …

História que emociona

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição Ucraniana do Got Talent-Teens (Show de Talentos Jovens), no qual fez uma animação da invasão da Ucrânia pelo exército da Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Para isso, ela usou apenas os dedos e uma superfície com areia. Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público. Foram oito minutos maravilhosos, que demonstraram um talento especial, e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou gerações.

Fachadas com grifes ocultam bastidores perturbadores

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Anúncio de 1933 oferece uniformes “de chuva, de esporte e de trabalho” produzidos pela grife Hugo Boss.

O mundo da moda está meio decaído ultimamente. No caminho inverso das tendências em termos de comportamento, algumas grandes marcas preferem ir contra tudo o que se conquistou hoje no plano do politicamente correto.

Primeiro foi John Galliano, e suas declarações bombásticas e canalhas sobre os judeus. A sua boca custou-lhe o milionário emprego na Dior e o generoso espaço que ocupava na vitrine mundial da moda. Ele já falava muito sob flashes e holofotes. Mas, embriagado, disse um monte de bobagem e lhe cobraram a fatura.

Depois veio a história da Zara e seu “inocente” envolvimento com trabalho escravo no Brasil. Os chefões da rede espanhola de lojas de roupas de luxo estão por aqui, tentando apagar um incêndio que pode significar o fim da Zara em solo brasileiro. Até no Congresso eles estiveram, para justificar, de modo envergonhado, que a Zara negociou roupas confecionadas por ile…

Guernica, o horror das guerras

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Em 12 de julho de 1937 a tela “Guernica”, uma das mais conhecidas obras do pintor espanhol Pablo Picasso e uma das mais famosas pinturas do mundo, foi exposta ao público pela primeira vez. O quadro foi exibido no pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris, onde Picasso vivia exilado. Nela o famoso pintor cubista retratou o bombardeio da vila basca pelos nazistas no dia 26 de abril do mesmo ano. Hitler, então no início de sua trajetória ensandecida, atacou a pequena cidade com a Luftwaffe para ajudar Francisco Franco a assumir o poder da nação em guerra civil. O resultado foi um massacre, com centenas de mortos. Picasso retratou o fato em preto e branco, nessa tela que é um grito contra todas as guerras.

A vila de Guernica tinha 5 mil habitantes e foi completamente destruída pelos 250 quilos de explosivos e bombas incendiárias atirados pelos nazistas. Embora os alemães negassem sua participação nos bombardeios, alegando tratar-se de “antipropaganda da imprensa j…

Água mole em pedra dura...

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Eles insistem, insistem e, quem sabe, um dia, conseguem. Como se não bastasse o avanço da extrema-direita em todo o continente europeu, vazou ontem (5 de abril) a iniciativa do partido italiano Povo da Liberdade (PDL), legenda do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de apresentar ao Senado da Itália um projeto de lei que busca revogar a proibição do fascismo no país.

O vazamento da informação provocou grande polêmica entre a oposição, que se mostrou surpresa e espantada com a iniciativa.

O projeto de lei apresentado é intitulado “Derrogação da 12ª disposição transitória e final da Constituição”, em referência à parte da Carta Magna de 1948 que indica que fica “proibida a reorganização, sob qualquer forma, do dissolvido Partido Fascista”.

A iniciativa do PDL foi qualificada de muito grave e ofensiva para a história do país e da república e para a democracia, e qualificado de um ato de provocação insuportável.

Tribunal de Nuremberg vira museu

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A famosa Sala 600 onde ocorreram os julgamentos ainda funciona como tribunal

O tribunal de Nuremberg onde Hermann Göring, Rudolf Hess e outros líderes nazistas foram condenados por crimes de guerra e contra a humanidade agora virou museu e está aberto a visitação pública. É mais um memorial do terror daqueles anos da história da humanidade que envergonham não somente a Alemanha mas toda a espécie humana que vive na Terra.

Sessenta a cinco anos após o início dos Julgamentos de Nuremberg, o local que testemunhou a condenação dos líderes nazistas por crimes de guerra foi transformado em museu, lembrando o momento histórico que fez com que o mundo inteiro fixasse os olhos sobre a cidade do estado da Baviera, no sul da Alemanha.

Benjamin Ferencz, ex-promotor norte-americano no tribunal de guerra, e um dos poucos ainda vivos, retornou a Nuremberg aos 91 anos para discursar na cerimônia de abertura do museu, o Memorium Nürnberger Prozesse: “Quando deixei a Alemanha pela primeira vez após a Segu…

Fábrica de Schindler vira museu

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A fachada da fábrica de Schindler, que agora virou museu em Cracóvia

O industrial Oskar Schindler era um homem rico e influente. Entre seu patrimônio, havia uma fábrica de utencílios de cozinha, por meio da qual ele ajudou a salvar judeus durante a Segunda Guerra. Localizada em Cracóvia, na Polônia, a antiga fábrica de Schindler agora vira museu que atrai hordas de turistas.

A fábrica de Schindler inspirou o diretor norte-americano Steven Spielberg a rodar, em 1993, o mundialmente conhecido A Lista de Schindler, filme que conta os atos heroicos do industrial que salvou 1.200 judeus durante a Segunda Guerra. Antes com os portões fechados, a antiga fábrica só podia ser observada de fora. Desde meados deste ano, o prédio encontra-se aberto ao público.

A prefeitura de Cracóvia transformou a antiga fábrica em um museu e inaugurou a primeira exposição permanente sobre a vida na cidade durante a ocupação nazista, intitulada Cracóvia: ocupação entre 1939 e 1945. A mostra é composta da biografia …

Facebook - 1939

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A organização People Against Racism (Pessoas Contra o Racismo) lançou a campanha “Facebook – 1939”, para falar sobre racismo. Com a chamada “Após o estabelecimento do estado Eslovaco, em 14 de março de 1939, um monte de gente perdeu muitos amigos”.

A criação do Estado Independente da Eslováquia foi acompanhada de opressão racial e deportação dos judeus para campos de concentração, onde eram obrigados a usar no peito uma estrela amarela com a palavra “Jude”. Quem andasse sem esta insígnia, que tinha a clara intenção de humilhar, era executado sumariamente. Todos os judeus nos guetos e nos campos de concentração nazistas foram obrigados a isso.

A campanha está se espalhando como um vírus por meio do Facebook. Convida as pessoas a participarem da ação de protesto “Chega de Silêncio”, com a peça acima, que contém as estrelas amarelas e serve também de capa para uma cartilha que fala sobre racismo latente, publicada pela People Against Racism.
Essa história não deve e não pode ser esquecida, …

Ironia: Hitler tinha DNA judeu e africano

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Ironia suprema da história, estudos feitos com amostras de DNA dos parentes de Adolf Hitler demonstraram que o Führer tinha ascendência genética africana e judia. O homem que escreveu “Mein Kampf” e provocou o maior genocídio da história em nome da pureza da raça ariana, não era ariano.

A pesquisa foi divulgada pela revista belga Knack. O material utilizado para o teste do DNA foi coletado de 39 parentes do ditador, rastreados a partir de indicações de um jornalista e de um historiador. Eles encontraram o cromossomo chamado Haplogroup E1b1b (Y-DNA) em todas as pessoas ligadas consanguineamente ao líder do Terceiro Reich. Esse cromossomo é raro na Alemanha e mesmo na Europa Ocidental, sendo encontrado com maior frequência nos povos berberes da África, que vivem no Marrocos, na Argélia, na Líbia e na Tunísia, bem como em descendentes de judeus asquenazes e sefarditas, informou o historiador Marc Vermeeren.
A revista Knack fez questão de destacar que as provas do DNA foram testadas em con…

Sobrevivi em Auschwitz!

Este vídeo mostra o idoso Adolek Kohn, de 89 anos, da Austrália, numa dança desajeitada com a família em diversos lugares do campo de concentração de Auschwitz. O vídeo foi postado no Youtube e está provocando polêmica ao redor do mundo. Muitos o consideram ofensivo à memória das vítimas do nazismo, que foram mortas ali.

Entretanto, de cada três que se posicionam sobre o vídeo, dois não se sentem ofendidos pela dança de Adolek e seus netos. “Ele tem todo o direito de dançar em Auschwitz”, dizem principalmente os mais jovens, parentes das vítimas. Acontece que Adolek é um dos sobreviventes dos fornos crematórios de Auschwitz.

No verão passado, sua filha Jane Korman, uma artista plástica residente em Melbourne, convidou o pai para uma viagem com os netos à Polônia, terra dos ancestrais da família. Lá, ele voltou a Auschwitz, onde tiveram a idéia de fazer a coreografia de quatro minutos e meio de “I Will Survive – Dancing in Auschwitz”, o nome do vídeo que postaram no Youtube. Durante seis…

Um Index para defender o pensamento único?

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Para combater o movimento da Reforma, no ano de 1559 durante o Concílio de Trento, a igreja de Roma criou uma lista de livros que ninguém devia ler. Era o Index Librorum Prohibitorum (Lista dos Livros Proibidos).

Obviamente, as obras dos reformadores constavam desta lista. Por incitação de Roma, os livros de Martim Lutero foram queimados em praça pública. Quando o Reformador luterano foi excomungado, ele queimou a Bula Papal também.

Durante os séculos, a lista foi incluindo todo tipo de livros, até mesmo romances e obras de pensadores famosos. Tanto assim que a 32ª e última edição do Index, publicada pela Cúria Romana em 1948, continha quatro mil títulos.

Entre os escritores famosos que constavam do Index estavam Daniel Defoe, Victor Hugo (inclusive a sua famosa obra Os Miseráveis), Honore de Balzac, Alexandre Dumas Pai, Gustave Flaubert, Nikos Kazantzakis, Descartes, Montaigne, Espinosa, Jean-Jacques Rousseau, Blaise Pascal, Kant, John Stuart Mill, Ernest Renan, Henri Bergson e muitos …

65 anos da execução de Dietrich Bonhoeffer

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Busto de Bonhoeffer, no campo de concentração Flossenbürg

Logo ao amanhecer do dia 9 de abril de 1945 o pátio do campo de concentração Flossenbürg, em Regensburg, já está todo iluminado. Sete oponentes do regime nazista são retirados de suas celas. Entre eles há também um pastor luterano: Dietrich Bonhoeffer. Os prisioneiros são informados sobre o veredicto pronunciado na noite anterior por um tribunal da SS: pena de morte por alta traição. Bonhoeffer somente consegue pronunciar uma curta oração. Em seguida, ele é obrigado a livrar-se de suas roupas e a subir as escadas rumo ao cadafalso. “Raramente vi um homem morrer de forma tão entregue a Deus”, teria anotado mais tarde o médico do campo de concentração.

Bonhoeffer alcançou somente 39 anos de idade. Mesmo assim, poucos teólogos evangélicos do século 20 tiveram tamanha influência sobre a igreja e a sociedade como ele. Ruas e escolas, igrejas e casas comunitárias hoje recebem dele o nome. Um filme relata a sua história, “Bonhoeffer – O…