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Mostrando postagens com o rótulo ONU

Vinte e um anos contra o embargo a Cuba

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Faltam mulheres na política

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Algumas informações importantes para este Dia Internacional da Mulher. Menos de um quinto dos parlamentares do mundo é constituído de mulheres, segundo dados divulgados pela União Interparlamentar e pela ONU Mulheres, em Genebra (Suíça), no dia 2 de março. O número de deputadas cresceu de 19 para 19,5 por cento no ano passado, revela a pesquisa.

Nos países árabes a participação das mulheres nos parlamentos chega a meros 10,9 por cento. Embora as mulheres estivessem nas primeiras filas dos protestos na recente primavera árabe, a eleição delas para a vida política ainda é um passo a ser conquistado no Oriente Médio.

Ao contrário do que se deveria esperar, o número de deputadas eleitas nas últimas eleições na Tunísia e Egito caiu drasticamente. Em Cairo especialmente sobraram somente dez mulheres no parlamento. Nos tempos do ditador Mubarak elas eram 64, num universo de 508 parlamentares. As mudanças na legislação eleitoral permitiram essa redução.

Apesar de o Brasil ter mulheres em po…

A miséria infantil no mundo

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Rio de lixo: Criança na periferia de Luanda (Angola).

As metrópoles no mundo inteiro apresentam infinitos problemas urbanos. Um dos mais dramáticos, entretanto, é o vivido pelas crianças. Um bilhão delas vivem nas periferias dos maiores aglomerados urbanos do planeta. Isso corresponde à metade de todas as crianças da Terra. Uma em cada três dessas crianças vive numa favela, sem poder usufruir das oportunidades que oferece a vida numa grande cidade.

Duas crianças numa favela na Cidade do Cabo (África do Sul).

O relatório do UNICEF sobre “A Situação das Crianças no Mundo em 2012”, ocupa-se com a vida das crianças nessas metrópoles, o que para muitas delas é o mesmo que uma vida na miséria. Elas nascem e crescem nas periferias. As fotos do UNICEF falam por si mesmas.

Ganhar o sustento: Crianças ganham a vida como malabaristas em Salvador.

É uma realidade dramática e crescente. Se há meio século somente 30 por cento das crianças viviam nessas periferias, o relatório do UNICEF revela que, p…

ONU homenageia heróis da floresta

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O casal de ativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, assassinado no Pará em maio de 2011, receberá um título especial póstumo das Nações Unidas nesta quinta-feira (9), em Nova York. No mesmo evento, o diretor do Greenpeace para a Amazônia, o brasileiro Paulo Adario, receberá o prêmio "Herói da Floresta" na América Latina e Caribe.

É a primeira vez que a ONU confere o prêmio, em reconhecimento à contribuição para a preservação da floresta. Ele será entregue na cerimônia de encerramento do Ano Internacional das Florestas, comemorado em 2011.

A ONU nomeou “heróis da floresta” na África, Europa, Ásia e América do Norte, depois de receber 90 indicações, de 41 países. Os escolhidos foram Paul Nzegha Mzeka, de Camerões, Shigeatsu Hatakeyama, do Japão, Anatoly Lebedev, da Rússia, e Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva, dos Estados Unidos. Segundo a ONU, o Ano Internacional das Florestas oferece a oportunidade de celebrar os esforços de “inúmeros indivíduos ao redor do…

Durban quer o veto de Dilma

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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Senado brasileiro aprovou nesta terça-feira (06/12) uma nova versão do código florestal, que segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados. O projeto de lei provocou fortes críticas na Conferência do Clima das Nações Unidas em Durban, na África do Sul.

“O projeto anistia desmatadores, reduz a proteção e ampliará no futuro o desmatamento. E cria uma expectativa de que vale a pena pressionar o governo para mudar a legislação”, criticou Marina Silva em Durban. Ela se uniu ao coro de vozes críticas que se manifestaram contra o projeto de lei.

Os ambientalistas afirmam que, caso o projeto do Código Florestal entre em vigor, o Brasil não teria como cumprir suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa. “O novo código florestal vai viabilizar uma área de desmatamento em torno de 22 milhões de hectares. Com certeza isso terá um impacto muito grande nos compromissos assumidos pelo Brasil em 2009 em Copenhague”, afirmou Thais Megid, do Gr…

O jovem na berlinda

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A igreja luterana (IECLB) fez uma excelente escolha temática para 2012. Coloca na mesa um assunto urgente no Brasil, a juventude. A formulação ficou muito ampla – Comunidade Jovem, Igreja Viva –, mas a esperança é de que as questões prementes que envolvem as gerações mais jovens da igreja e da sociedade sejam realmente consideradas. Para muito além do âmbito eclesial, o assunto vem à tona neste final de ano em especial por causa de um relatório dramático sobre a juventude brasileira. O relatório foi produzido pela Unicef, e foi divulgado no último dia de novembro.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o adolescente brasileiro está mais pobre e permanece exposto a casos de violência em nível preocupante. Dos 21 milhões de adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos, 38% – cerca de 7,9 milhões – vivem em situação de pobreza, em famílias com renda inferior a meio salário mínimo per capita por mês (R$ 272,5). Outros 3,7 milhões de adolescentes (17,6% da população adolescente) …

Reuniões que não melhoram o clima

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A Convenção Marco das Nações Unidas sobre Câmbio Climático, cujas reuniões oficiais acontecerão de 28 de novembro a 9 de dezembro em Durban, na África do Sul, reacende uma preocupação central acerca do futuro do Protocolo de Kyoto. Os países mais ricos já disseram que é impossível chegar a um acordo sobre o mesmo.

Um claro sinal de que em Durban também não vai haver acordo sobre um novo compromisso vinculante para a redução de emissões de gases de efeito estufa foi dado no Fórum das Grandes Economias, que reúne 17 dos maiores emissores do mundo e outros países chave, e que terminou no dia 18 de novembro em Virginia, Estados Unidos. Ali os países mais ricos reconheceram que não será possível alcançar um novo acordo climático global antes do 2016. E caso se consiga nesta data, não poderia entrar em vigor antes de 2020.

Os EUA e os países ricos insistem em "reduções voluntárias”, o que quer dizer não assumir compromissos, especialmente de ser os maiores responsáveis pelo câmbio cli…

Palestina é admitida na Unesco

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Crianças palestinas olham por um buraco para as terras usurpadas.

A adesão da Palestina à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Estado-membro afeta as perspectivas de um acordo de paz, afirmou nesta segunda-feira o governo israelense, ao condenar “a manobra unilateral” palestina. A conseqüência imediata é que o governo dos EUA anunciou que pretende suspender os repasses financeiros à Unesco. Os israelenses deverão seguir o exemplo norte-americano e retirar o apoio financeiro.

Em 2011, a contribuição financeira dos EUA para a Unesco foi de 70 milhões de dólares, o que representa 22% do orçamento da organização. Junto com a parte de Israel, o total de ajuda representa cerca de um quarto do seu orçamento, o que fará com que seja difícil à entidade cumprir sua missão.

A delegação do Brasil votou pelo ingresso da Palestina na Unesco. A decisão foi aprovada por 107 votos a favor, 14 contrários e 52 abstenções, e representa a primeira vitória dos …

Segunda-feira simbólica 1

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A população mundial chegará a 7 bilhões de pessoas na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro, de acordo com as projeções da ONU. A data é considerada simbólica para debater crescimento e sustentabilidade, incluindo temas como a produção de alimentos, a distribuição da água, a capacidade de geração de energia e o crescimento da produção de lixo e poluição.

Independente do simbolismo da data, algumas questões não podem ser caladas. Entre elas está a concentração de renda. O número de 7 bilhões de pessoas no planeta é assustador, mas todos poderiam viver dignamente (tendo comida, bebida, casa e lar, como se diz) se os recursos fossem distribuídos de forma mais equilibrada. É inadmissível que milhões de pessoas ainda passem fome (ou morram em conseqüência das doenças provenientes da desnutrição). É inaceitável que a maioria dessa gente não tenha água tratada ou de boa qualidade para beber.

A outra questão é a forma predatória com que lidamos com os recursos do planeta, transformando a …

Duas décadas pedindo

Pelo vigésimo ano consecutivo, a Assembleia Geral da ONU aprovou ontem (25/10) com maioria esmagadora de votos uma resolução que pede a suspensão do embargo econômico e comercial que os EUA impõe contra Cuba desde 1962. O documento obteve apoio quase unânime da Assembleia: 186 Estados votaram a favor e apenas EUA e Israel se manifestaram contra, além de três abstenções (Ilhas Marshall, Micronésia e Palau).

Segundo as autoridades cubanas, existe uma “retórica oficial que pretende convencer a opinião pública de que o atual Governo americano introduziu uma política de mudanças positivas”. Porém, o governo Obama reforçou “a perseguição às transações financeiras cubanas no mundo todo, sem respeito às leis de terceiros países nem à oposição de seus governos”.

A manutenção da sanção americana também frustra os esforços para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela ONU, e afeta negativamente a cooperação regional. Mas, para o representante dos EUA no debate…

Em favor do Estado da Palestina

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Sérgio Vieira de Mello

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No dia de hoje, 19 de agosto, celebra-se o Dia Mundial Humanitário, data eleita pela Assembleia Geral da ONU, em recordação ao atentado de 19 de agosto de 2003, en Bagdá, no qual 22 pessoas membros daquele organismo internacional morreram, incluído o chefe do escritório da ONU no Iraque, o diplomata brasileiro Sérgio Viera de Mello.
Mais do que a comemoração de um acontecimento trágico ocorrido há oito anos, é uma forma de chamar a atenção para um fato ainda grave: desde aquela data, a violência contra os trabalhadores humanitários cresceu como nunca antes. Em 2010, 206 personas foram vítimas de raptos e de ataques que deixaram 122 pessoas mortas. No Sudão, Afeganistão, Somália, Sri Lanka, Chade, Iraque e Paquistão ocorreram três quartos dos ataques contra pessoal humanitário. Infelizmente, o trabalho humanitário está entre as atividades de maior risco no mundo. O evangelho diz que «não há amor maior que dar a vida pelos amigos» (João 15.13). Maior ainda é aquele amor que arrisca a vi…

Sem perspectiva de voltar para casa

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Conheça um pouco mais da realidade de milhões de pessoas que não têm pátria. Muitos países estão fechando suas fronteiras para essa gente. A ONU quer proteção para eles. Veja neste artigo da ALC qual é a situação atual no mundo.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) realizará, no final do ano, em Nova Iorque, reunião em nível ministerial, quando os países da ONU deverão apresentar os compromissos para fortalecer a proteção e a assistência aos refugiados e apátridas.

Números do Acnur indicam a existência de 10 milhões de refugiados. Mas excede em três vezes esse dado o número de pessoas deslocadas internamente (PDIs). Na atualidade há, ainda, 6 milhões de apátridas no mundo.

A Colômbia, com 3 milhões de pessoas, tem um dos maiores números de desabrigados e desalojados internos. Os palestinos são um terço da população refugiada do mundo.

Guerras, mudança climática, crescimento populacional, desenvolvimento ambientalmente insustentável, falta de oportunidades e…

Estatuto dos Refugiados faz 60 anos

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Refugiados da fome aguardando um punhado de comida na Somália.
Foto: Farah Abdi Warsameh (AP)

Completa 60 anos hoje a adoção do Estatuto dos Refugiados pelas Nações Unidas, ocorrida no dia 28 de julho de 1951. Criado para proteger os sobreviventes da segunda guerra mundial, o Estatuto dos Refugiados visa dar ampla proteção a quem precisa deixar seu país de origem.

Desde que está em vigor, o número de refugiados em todo o mundo passou de 2,1 milhões para 43,7 milhões, número atingido no ano passado.

Aprovada por 26 países há 60 anos, atualmente 144 nações são signatárias da convenção. O Acnur, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, fundado há 60 anos, descreve a convenção como o documento internacional mais importante para proteção dos refugiados – e base de todo o trabalho do órgão.

Ainda assim, há cerca de 28 milhões de pessoas em todo o mundo que não estão sob a proteção do estatuto da ONU. Ele somente considera aqueles que tiveram que sair de seu país, e não os deslocados…

Quem são os piratas?

Este documentário é longo. Mas recomendo que você tire os 23 minutos necessários para vê-lo. Agradeço ao Norival por me enviar o link e me mostrar a trilha que leva a ele. É chocante. Profundamente realista e de uma impressionante clareza de argumentação. Lança um olhar contundente sobre a impressionante história dos piratas da Somália, que volta e meia reaparecem nos noticiários internacionais como bandidos desalmados, que sequestram navios em troca de um resgate. Veja você mesmo esta história, neste documentário do produtor e diretor espanhol Juan Falque.

O que é um pirata? Nos filmes que estamos tão acostumados a ver, o pirata é um bandido que se dedica ao roubo e ao saque marítimo. Apropria-se daquilo que não lhe pertence e o faz fortemente armado e à margem da lei. Esta definição continua mais verdadeira do que nunca, neste documentário. Mas continue apenas acreditando nos filmes com Jonny Deep, porque na vida real os piratas não são os piratas que nos apresentam como sendo.

Os leões que a Palestina enfrenta

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A Palestina tem dois leões para enfrentar. O primeiro, todo mundo sabe, é Israel. O segundo são os EUA.

Ainda na semana passada, eu tive oportunidade de palestrar para um grupo de homens em Balneário Camboriú, da Legião Evangélica Luterana da comunidade local, sobre o confronto entre Israel e Palestina. Falamos sobre as origens históricas do conflito, a criação do Estado de Israel, que é um equívoco teológico confundir o Israel bíblico com o moderno Estado de Israel, essas coisas. Vimos que o próprio povo de Israel fica vexado com a agressividade bélica contra a Palestina, praticada pelo governo e exército israelense.

Falamos sobre toda a dramática situação na fronteira da Faixa de Gaza, onde não há somente agressões mútuas diárias, mas onde o povo palestino é humilhado todos os dias nos postos de controle. A cada dia, antes de ir ao trabalho, uma dose maciça de humilhações de toda ordem, praticadas por moleques de 17 ou 18 anos, milicos de Israel, que se acham a última bolacha do pacot…

Crianças são as maiores vítimas

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Uma inundação colocou um quinto do Paquistão debaixo d'água. As crianças são as principais vítimas

Segundo a UNICEF, nos últimos 20 anos o número de catástrofes naturais não parou de crescer no planeta. Aumentaram de 250 em média ao ano nos anos 90 para quase 400. Segundo a entidade das Nações Unidas voltada para as crianças, mais de 200 milhões de pessoas foram diretamente afetadas por inundações, secas ou temporais, especialmente nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Os dados revelam que pelo menos a metade desses afetados é constituída de crianças. Elas são mortas, feridas ou sofrem o efeito de doenças oriundas da subnutrição, da água contaminada e de péssimas condições de higiene. Os meninos e meninas que sobrevivem às catástrofes são duramente atingidos, é o que revela o relatório “A situação das Crianças em Regiões em Crise 2011”, da UNICEF. Nas suas páginas, a realidade de 32 países, dois terços deles no continente Africano.

As catástrofes naturais têm efeitos ain…

De Nobel para Nobel

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Reproduzo, a seguir, a carta escrita por Adolfo Perez Esquivel (Nobel da Paz de 1980) a Barak Obama (Nobel da Paz de 2010).

Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para, ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo, termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um acontecimento desportivo.

Indignação pela atitude de setores da população dos Estados Unidos, de chefes de Estado europeus e de outros países que saíram a apoiar o assassinato de Bin Laden, ordenado por teu governo e tua complacência em nome de uma suposta justiça. Não procuraram detê-lo e julgá-lo pelos crimes supostamente cometidos, o que gera maior dúvida: o objetivo foi assassiná-lo.

Os mortos não falam e o medo do justiçado, que poderia dizer coisas inconvenientes para os EUA, resultou no assassinato e na tentativa …

Ressaca legal

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Alguns dias depois do assassinato de Osama Bin Laden, o mais mítico e procurado terrorista do planeta, a euforia inicial vai dando lugar a uma ressaca legal. Várias personalidades, das quais se esperava uma posição mais sóbria, andaram escorregando no perigoso terreno da alegria temerária do sucesso da vingança; entre elas Angela Merkel e o próprio Papa Bento XVI. Ambos manifestaram estar contentes com o sucesso da caçada. E não foram somente eles...

O fato é que, nos bastidores, todo mundo sabe que os EUA ultrapassaram os limites, mas ninguém tem coragem de dizer isso abertamente. Os americanos podem até argumentar, com sua velha retórica de guerra, que estavam agindo em legítima defesa. Mas a crua realidade é que eles infringiram claramente o direito internacional.

Por invadirem um país estrangeiro sem autorização deste; por executarem um ataque militar num país com o qual não estavam oficialmente em guerra; por executarem a sangue frio um cidadão que, segundo as leis internacionais …