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Mostrando postagens com o rótulo preconceito

Bayard Rustin, preconceito no front da inclusão

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Presidente tem que ser crente?

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Sementes de Anders Breivik em nosso meio

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Filme que pretendo ver

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Cena de o "O Gato do Rabino", animação que resgata a necessidade de lutar contra a intolerância e pela união entre os povos.
Entre as (muitas) mediocridades que grassam nos cinemas do país e do mundo ultimamente, sempre tem alguma coisa que precisa ser vista. Entre as que eu pretendo ver, se é que entrará no circuito blumenauense de cinemas, é a animação que estreou na sexta-feira 18 de agosto nos grandes centros brasileiros. Trata-se da animação “O Gato do Rabino”. A animação é franco-austríaca, dirigida por Antoine Delesvaux e Joann Sfar, autor dos quadrinhos que deram origem ao filme.
O enredo gira em torno do rabino Sfar, que observa a sua filha se tornar adolescente e o gato dela, que devora um papagaio e adquire a habilidade de falar, numa história que valoriza a tolerância entre diferentes povos e religiões. A trama é ambientada em Argel, capital da Argélia, entre 1920 e 1930.
O livro em quadrinhos vendeu mais de 200 mil exemplares na França e também se tornou um bes…

Tutu prega o respeito aos homossexuais

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O arcebispo episcopal sul-africano Desmond Tutu defendeu, no último final de semana, a despenalização da homossexualidade, pois as leis homofóbicas provocam uma “terrível perda de potencial humano”. O religioso já se posicionara no passado a favor dos direitos humanos das minorias sexuais. Ele frisou que lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais integram a comunidade humana. Destacou que casais homossexuais e seus filhos “já têm todo o amor e a aceitação de Deus” e que cabe à sociedade promover a “aceitação do amor”.
Tutu instou cidadãos do mundo a pressionar os políticos para conseguir mudanças relevantes na aceitação dos direitos humanos da diversidade sexual. “Não tenho nenhuma dúvida de que no futuro as leis que penalizam as diferentes formas de amor e compromisso humano serão encaradas de forma tão equivocadas como nós vemos hoje as leis do 'apartheid'. É uma terrível perda de potencial humano”, afirmou.
__________ Fonte: ALC-Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunic…

Impiedosa superficialidade

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As pessoas têm uma facilidade impressionante em emitir juízos superficiais umas sobre as outras, sobre as idéias e projetos alheios, sobre livros, filmes, coisas que se diz e se faz. A superficialidade reina nessas análises. E elas costumam ser bem duras, impiedosas e quase sempre afiadas como lanças. Em nossa sociedade impera uma tendência de desfazer o outro, de reduzir a pó seus feitos, suas idéias e pensamentos, de bater sem piedade.

Essa tendência agravou-se ainda mais com a internet. As redes sociais são o verdadeiro paraíso do hábito de desfazer o que não foi construído por nossas próprias mãos. Estou pensando concretamente, por exemplo, no pastor da Assembléia de Deus Bethesda, Ricardo Gondim, que de tanto levar na cabeça e ver sua teologia e sua ideologia enxovalhadas por posts impiedosos, retirou-se das redes sociais. Ele faz falta. As suas mensagens diferenciadas, bem-fundamentadas e escritas com muita propriedade desapareceram. É uma pena. Conseguiram calar uma voz expres…

To be or not to be?

Este vídeo demonstra que a dúvida de Hamlet não é mera retórica de teatro. Os povos originários da Terra Brasilis estão sendo confrontados com a dúvida existencial do personagem de Shakespeare no confronto diário com a civilização. Discriminação na escola, no emprego, nas ruas, na vizinhança, nos círculos de amigos... Preconceito nos ambientes em que são identificados... Disfarçar a aparência de índio para fugir da dor da pecha... Um estigma escrito na pele, no cabelo liso, nos olhos puxados, na dificuldade com a língua portuguesa... O dedo apontado: "você é índio!"

Tudo isso contribui para a dúvida avassaladora, que dói no peito como uma flechada... Ser ou não ser? To be or not to be?

Na fuga desesperada da identidade marcada em cada detalhe, a pintura agora não é mais na pele, mas no disfarce da cor do cabelo, nas unhas com esmalte, na maquiagem para mudar o tom da pele, no corte de cabelo estilo Neymar, no brinco moderninho com jeito de surfista.

O preconceito se eterni…

De “baianos” a “bolivianos”

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A maior cidade do Brasil, sempre na vanguarda em tudo, também tem um triste protagonismo no que se refere ao preconceito. Na segunda metade do século 20, o termo “cabeça chata” era parte de um vocabulário discriminador e generalizador para referir-se a qualquer migrante oriundo do Nordeste brasileiro. Na época, o bullying racial voltado contra os nordestinos era resumo de uma série de adjetivos: lento, vagabundo, burro, incompetente; sempre para enaltecer uma suposta aptidão paulistana ao trabalho e ao sucesso individual.

Agora o alvo mudou, mas o preconceito continua o mesmo. Com a mudança da economia fazendo muitos nordestinos voltarem às suas origens em busca de melhores oportunidades na terra da qual outrora tiveram que retirar-se, a nova força trabalhadora é formada por uma crescente comunidade latino-americana. Destaque neste novo grupo de trabalhadores semi-escravos são os bolivianos. O rosto andino, de descendentes do outrora orgulhoso e poderoso povo Aimara, a cor escura da…

A Flor do Deserto

Um dos posts mais visitados deste blog é aquele que fala da mutilação genital feminina (reveja aqui). O primeiro post revelou aos meus leitores e leitoras a história da modelo somali Waris Dirie, vítima da prática milenar de sua tribo nômade no deserto da Somália. Já famosa, ela chegou a fazer pronunciamento na assembléia da ONU contra a prática. A sua história rendeu o terceiro post mais visitado deste blog, com 3.000 visualizações até o momento. Mesmo tendo sido postado em 8 de fevereiro de 2010, ele continua sendo lido periodicamente e está lá no alto da lista dos meus posts mais visitados.

O tema foi tratado em outra oportunidade aqui e despertou um interesse significativo. Talvez pelo inusitado ou pelo curioso, mas eu creio que é porque realmente é algo chocante. Muitos reagiram estarrecidos diante de uma prática de barbárie e preconceito contra a mulher, que, entretanto, continua sendo praticada não somente na África, mas, como denunciei aqui, até na Alemanha, entre descendente…

Pregação de morte às minorias

Emerson Eduardo Rodrigues (32) de Curitiba e Marcelo Valle Silveira Mello (29) de Brasília foram presos hoje (22 de março) em Curitiba por publicações de apologia à violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus em um site. O site com conteúdo criminoso também incitava o abuso sexual de menores.

O Ministério Público Federal (MPF) e a ONG SaferNet receberam 70 mil denúncias contra o conteúdo do site. A página ainda está no ar nesta quinta-feira. Ela está hospedada em um provedor na Malásia e a PF requisitou ao governo daquele país que o desative.

Os suspeitos apoiaram o massacre em uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 2011, no qual 12 estudantes foram assassinados. Também no site, Rodrigues postou fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido “Búfalo Viril”, o suspeito publicou uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos …

Pistômetros

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Não deixa de ser curioso e eloquente ao mesmo tempo, observar o quanto os americanos usam o pistômetro na política. Em tempo: pistômetro é um instrumento imaginário que mede o índice de fé de alguém (vem do grego Pistys = fé).

Os republicanos são craques nisso. Tanto que o assunto do momento, na excitante campanha política norte-americana, não é a crise financeira, o desemprego agudo ou o decrescimento da economia americana. Eles preferem lançar dúvidas sobre a verdadeira fé do seu maior alvo, Barak Obama. O filho de um muçulmano não-praticante e de uma mãe agnóstica está na mira dos “crentes” da ultra-direita americana.

A fé sempre “brincou rolo” (tradução literal do alemão “Rolle spielen” = ter importância, espaço ou destaque) na política norte-americana, apesar de grande parte do eleitorado americano hoje se classificar como “não praticante” ou até ateu. O congresso americano é fortemente influenciado pela fé dos congressistas, que misturam sua crença em tudo o que fazem.

Numa di…

Enamorada, noiva, casada e demitida

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Carmen quer ser pastora luterana, mas é casada com o muçulmano Monir...

A candidata ao pastorado Carmen Häcker, demitida da igreja luterana de Württemberg, na Alemanha, por conta de seu casamento com um muçulmano, foi acolhida em Berlim, onde poderá concluir seu vicariato. Ela concluirá seu período prático na área de Ensino Religioso Escolar, numa escola de Zehlendorf. A partir de março ela irá assumir funções pastorais na Comunidade de Paulo, no mesmo bairro berlinense.

Carmen Häcker casou-se com o muçulmano Monir Khan, de Bangladesh, em agosto do ano passado. Em vista disso, a direção da igreja de Württemberg a suspendeu de suas atividades ministeriais e a demitiu em 31 de dezembro.

A demissão causou comoção na Alemanha e foi recebida como um atentado à liberdade religiosa e atitude xenófoba. Carmen e seu relacionamento “proibido” viraram notícia na imprensa. Manchetes como “Enamorada, noiva, casada e demitida” pipocaram nas capas de jornais e revistas. Todos se indignaram que ela …

Cenário de exclusão religiosa

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Essas imagens são testemunhas do preconceito religioso. A Itália tem hoje somente duas mesquitas para mais de um milhão de muçulmanos residentes no país. As fotos deixam claro como é difícil a prática coletiva da fé Islâmica na Itália. Há uma série de proibições sem cabimento e leis que discriminam a fé muçulmana. Um dos maiores países católicos (e, portanto, cristãos) da Europa não pratica a tolerância com a fé dos outros. Ao mesmo tempo, cobra duramente a perseguição aos cristãos católicos na Indonésia, país de maioria islâmica.


Essas fotos fazem parte do ensaio fotográfico The Hiden Islam (O Islã oculto) do fotógrafo Nicolo Degiorgis. Ele mostra como a falta de locais de culto apropriados, como mesquitas, privilegia a proliferação de lugares improvisados para os cultos da fé islâmica na Itália. Os muçulmanos refugiam-se em prédios abandonados ou alugam espaços como porões, armazéns e supermercados.





Muitos foram incluídos

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Qualquer coisa, naqueles tempos de penumbra, era motivo para que alguém fosse incluído na lista negra. Era o único modo de inclusão que se praticava na época.

Mas, por incrível que pareça, ainda hoje tem gente por aí que gostaria de incluir seus desafetos naquelas listas. São movidos pelo mesmo espírito de quem determina o que é cultura e o que é erva daninha e, por conseguinte, deve ser eliminado.

Todas as ditaduras têm listas. As de direita, as de esquerda, as da igreja...

Quando você é incluído numa lista dessas, você experimenta exclusão. Na opinião dos que fazem a lista, sua utilidade e condição de aproveitamento torna-se bem reduzida.

As benesses e os rigores da justiça

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Justiça no Brasil sempre foi assim. Para uns as benesses, para outros o rigor. É o que o início desta semana revelou mais uma vez com muita clareza. As benesses para Daniel Dantas. As fazendas do megabanqueiro viram retirado arresto a que estavam submetidas. Agora podem ser vendidas livremente. Aliás, uma mega-benesse para ele e toda a turma da mega-falcatrua financeira brasileira: a própria Operação Satiagraha foi encerrada. Uma enorme borracha foi passada sobre tudo aquilo. Ela foi delarada inexistente. Ponto.

O rigor para os moradores da comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos. Foram expulsos pela polícia sem direito nem a voltar para buscar suas poucas coisas. Foi tudo amontoado num depósito, numeradinho. Ironia da ironia: quem quiser as suas coisinhas de volta (armário, mesa, cadeira, geladeira, fogão), é só dar o endereço que a prefeitura faz o transporte "de graça". Que gente boazinha!

"E eu vou para onde, se este era o único lugar que eu tinha para mora…