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Mostrando postagens com o rótulo racismo

Tuitada racista tira atleta grega das Olimpíadas

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Futebol contra o racismo

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Um festival de futebol dos jovens da Baviera para combater o racismo no esporte.

Passada a Eurocopa e a euforia da goleada da Espanha sobre a Itália de Mario Ballotelli, irreconhecível em campo, ficou um gosto amargo na boca. Em meio a jogadas belíssimas, vindas dos pés de atletas magníficos, desfilou o racismo em campo e nas arquibancadas. Antigo reduto da arrogância racista, a Europa não consegue passar por cima de velhos paradigmas que, infelizmente, também contaminam o nosso lado do Atlântico em muitos sentidos.


Felizmente, nem todo mundo pensa do mesmo jeito. Também não na Europa racista. Um bom exemplo disso tem data marcada para o próximo sábado, dia 7 de julho, na Baviera.

E o belo exemplo vem dos jovens, que se envergonham do passado racista e querem mudar isso. Na Alemanha, por exemplo, muita gente chegou a torcer contra uma eventual vitória alemã na Eurocopa porque isso poderia exacerbar o espírito nacionalista de muita gente, dando novo gás a velhos fantasmas.

Mas, voltem…

Racismo ainda em campo

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Mario Barwuah Balotelli imita o macaco que dizem que é.

Ao ver a foto de Mario Balotelli nas páginas esportivas dos jornais de hoje, não dá para não se lembrar de Jesse Owens. Inacreditável que 64 anos depois das Olimpíadas nazistas de Berlim o tema do racismo, da xenofobia e da arrogância racial dos brancos tenha um teimoso espaço, em pleno século 21. Poloneses, ucranianos, espanhóis, alemães, portugueses e até mesmo os italianos, que têm Balotelli no time, são racistas, imitam macacos e jogam bananas contra jogadores negros.

Balotelli mostrou-se acima de tudo que vem sofrendo desde que chegou à Itália como filho adotivo. Enfrentou poucas e boas até tornar-se o herói absoluto da Azurra. Ele é o artífice da Itália na final da Eurocopa. A sua vitória pessoal calou os racistas de plantão. O seu gesto imitando o macaco que dizem sempre que ele é jogou a pá de cal sobre a arrogância européia.

Jesse Owens levou quatro ouros diante de Hitler


Nos Jogos Olímpicos de 1936, na Alemanha de Adolf …

Abolição da escravatura e as igrejas

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O Brasil completou, no domingo, 13 de maio, 124 anos da abolição da escravatura. Entretanto, essa abolição não apresentou nenhum projeto de inserção de negro na sociedade. O negro continua na margem da riqueza produzida pela sociedade brasileira, situação reforçada pelas nossas igrejas na cumplicidade e omissão perante a escravidão e anos de racismo no Brasil.

Os primeiros protestantes chegaram ao Brasil ainda no período da escravidão. Era um grupo composto principalmente por defensores da escravidão, omissos, e poucos abolicionistas. No geral, os protestantes não tiveram um papel relevante na abolição da escravatura. Conhecer esse passado da Igreja protestante no Brasil pode nos ajudar a entender a relação da Igreja evangélica brasileira com o negro: sua cumplicidade na escravidão, sua omissão no passado e no presente diante do racismo, e seu silêncio no púlpito sobre a temática negra.

Vejamos cinco casos da questão racial no Brasil, de repercussão nacional, que as igrejas evangélic…

O STF e as cotas

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar ontem, por unanimidade, o ingresso por cotas raciais de estudantes em universidades brasileiras levanta duas perguntas. A primeira baseia-se no fato de que a esmagadora maioria dos brasileiros, em enquetes de jornais Brasil afora, é contra o sistema de cotas: O STF está na contramão da democracia? A segunda pergunta é mais direta: A decisão do STF está certa ou errada?

A primeira pergunta levanta outra, inevitável. Quem é essa “esmagadora maioria”? Em minha opinião, há coisas que não podem ser resolvidas simplesmente pelo voto da “maioria”. Afinal, essa “maioria” dos que participam das enquetes dos periódicos não é, nem de longe, a maioria do povo brasileiro. Está ali um recorte, uma “nata” de iguais, que pensam todos do mesmo jeito e não podem ser classificados como maioria da sociedade.

“Erros das gerações anteriores podem e devem ser corrigidos pelas gerações futuras”, discursou Ayres Brito, com sabedoria. E um dos erros hist…

Propaganda sacana

Um vídeo viral produzido pela Comissão Europeia foi tirado do ar por ter sido considerado racista. A peça mostra uma mulher representando a União Europeia (UE), vestida de Beatrix Kiddo, a protagonista do filme “Kill Bill”, sendo ameaçada por um negro capoeirista, por um lutador de kung fu e por um mestre de artes maciais (kalaripayattu). Estes últimos personagens representariam o Brasil, a China e a Índia, países emergentes que representam sério risco para a Zona do Euro por conta de sua economia crescente. A mulher protagonista se multiplica por 12, fazendo referência à bandeira da União Europeia, e derrota os homens que a ameaçaram. Os “inimigos” não chegam a lutar e abaixam suas armas.

Outros episódios recentes evidenciam a mesma tendência na União Européia, onde se teme o crescimento econômico desses países em detrimento da qualidade de vida no continente. Num deles, a chanceler alemã Angela Merkel insinuou que o Brasil e outros emergentes tinham a obrigação de ajudar a Zona do…

O monstro está solto entre nós

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Para quem imagina que a minha insistência em levantar assuntos relacionados à intolerância de qualquer espécie é preciosismo e exagero da minha parte, segue abaixo um link que mostra o quanto os pensamentos da extrema direita estão dentro da nossa sociedade.

Enquanto muita gente simplesmente considera exagero tudo isso, essas ideias estúpidas vão se agigantando, tomando forma cada vez mais monstruosa. Não tardará o dia em que consequências dramáticas se revelarão bem presentes também entre nós, o país que todos consideram pacífico, livre do ódio racial, da discriminação. Os mendigos queimados ou assassinados em Brasília enquanto dormiam são apenas exemplos que chegam ao conhecimento da grande imprensa. Muitos outros casos acontecem e não viram notícia.

O jornal Brasil de Fato é um exemplo de imprensa alternativa que tem divulgado sistematicamente violações de direitos humanos no Brasil. Mas as suas denúcias quase nunca chegam à grande imprensa. Os assuntos que levanta não interessam…

Hostilizada por causa do cabelo

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A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário acusa seus patrões de perseguição e racismo. Conforme Boletim de Ocorrência registrado no dia 24 de novembro, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, ela teria sido forçada a alisar o cabelo para manter a “boa aparência”. A diretora do Colégio Internacional Anhembi Morumbi ainda teria prometido comprar camisas mais cumpridas para que a funcionária escondesse os quadris.

Ester conta que foi contratada no dia 1º de novembro de 2011, para atuar no setor de marketing e monitorar visitas de pais interessados em matricular seus filhos no colégio, localizado no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo. A estagiária afirma ter sido convocada para uma conversa na sala da diretora, identificada como professora Dea de Oliveira. Nos dias anteriores, sempre alguém mandava recado para que prendesse o cabelo e evitasse circular pelos corredores.

“Ela disse: ‘como você pode representar o colégio com esse cabelo cres…

Na hora do jogo, pode dizer qualquer coisa sem consequências?

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Suárez foi acusado formalmente de ofender Evra com declarações racistas.
Foto: AgNews/AP

Não é de hoje que o futebol inglês tem sido palco de manifestações racistas. Os petardos vêm da torcida dos times, mas também afloram em campo, em meio ao calor e à excitação dos jogos. O zagueiro John Terry e o atacante Luis Suarez são dois jogadores envolvidos em acusações formais desse tipo de comportamento.

Para o presidente da FIFA, Joseph Blatter, entretanto, esse tipo de acusação é conversa. Ele não acredita que os atletas acusados tenham de fato ofendido seus adversários dessa maneira. Por conta de suas declarações, os jogadores negros fizeram duras críticas ao cartola-mor do futebol mundial. Ele disse que resolveria esses casos com um simples aperto de mão entre os atletas.

Ontem (16 de novembro) o atacante uruguaio Suárez foi acusado formalmente pela Federação Inglesa de Futebol por ter dirigido xingamentos de conteúdo racista ao lateral esquerdo do Manchester United, Patrice Evra. O ca…

A mais terrível das noites

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A “Noite dos Cristais” (Kristallnacht), na passagem de 9 para 10 de novembro de 1938, deu início à terrível história do holocausto que exterminou seis milhões de judeus na Alemanha e em toda a Europa. Até o final da guerra, em 1945, representou uma das mais sádicas e inacreditáveis histórias de xenofobia e ódio racial que a realidade foi capaz de procuzir e nenhum escritor até então, por mais imaginativo que fosse, foi capaz de antecipar. Durante a Noite dos Cristais, multidões inteiras saíram às ruas para quebrar e incendiar tudo o que lembrasse a existência dos judeus: sinagogas, comércios, indústrias, bancos e casas particulares. Tudo foi destruído pelo fogo e os quebra-quebras, alimentados pelo combustível explosivo do ódio. Foi o maior pogrom de que se tem notícia, essa prática que já vem da idade média, em que se fazia arrastões para expulsar judeus ou outros indesejados.


Logo em seguida a esta terrível noite, estarrecidos e sem nenhuma proteção, sem qualquer protesto ou mesmo …

Caixa erra com Machado branco

Depois de pisar na bola com força numa campanha publicitária pelos 150 anos da instituição, a Caixa Econômica Federal (CEF) veio a público pedir desculpas. Retirou do ar a peça publicitária em que Machado de Assis é apresentado como um dos primeiros clientes, poupadores e aplicadores do banco. Até aí nada demais. O que faltou, foi cuidado na produção da peça, em que o ator que representa o grande escritor brasileiro é branco. Todos sabem que Machado era afro-descendente, embora já na época de sua existência isso era cuidadosamente ocultado (saiba mais aqui).

Diversas pessoas denunciaram o fato como discriminação e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República acolheu queixa a respeito, encaminhando pedido à CEF para que se desculpe. O banco suspendeu hoje a veiculação do referido anúncio, em que a atriz Glória Pires faz a narração. Vitória dos movimentos que lutam por igualdade.

Desculpas pedidas, desculpas aceitas. Mas o pedido ainda não foi c…

Zara confia na nossa memória fraca

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Aí está um prova contundente de que a nossa sociedade – repleta de corruptos, malfeitores e espertos de toda ordem –, conta cem por cento com a inacreditável memória curta de todos. Rouba-se inescrupulosamente, descaradamente, na certeza de que tudo será esquecido em pouco tempo. O político safado reelege-se porque seus eleitores não se lembram dos processos que enfrenta. O empresário volta à carga porque sabe que, com a sua grana, cala a boca de qualquer sujeito que tenha memória boa.

E agora esta: Segundo reportagem do Santa de hoje, no Blog do Pancho, a rede de lojas Zara deve abrir uma unidade em Blumenau, a segunda em Santa Catarina. A notícia termina com uma inacreditável afirmação: “Pode até não ser o momento adequado para o anúncio, já que fornecedores da Zara foram bombardeados por denúncias de trabalho escravo, mas como temos memória curta, em três meses poucos vão lembrar”.

Para os já desmemoriados, as denúncias foram veiculadas pelo programa “A Liga”, há duas semanas. Que…

Água mole em pedra dura...

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Eles insistem, insistem e, quem sabe, um dia, conseguem. Como se não bastasse o avanço da extrema-direita em todo o continente europeu, vazou ontem (5 de abril) a iniciativa do partido italiano Povo da Liberdade (PDL), legenda do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de apresentar ao Senado da Itália um projeto de lei que busca revogar a proibição do fascismo no país.

O vazamento da informação provocou grande polêmica entre a oposição, que se mostrou surpresa e espantada com a iniciativa.

O projeto de lei apresentado é intitulado “Derrogação da 12ª disposição transitória e final da Constituição”, em referência à parte da Carta Magna de 1948 que indica que fica “proibida a reorganização, sob qualquer forma, do dissolvido Partido Fascista”.

A iniciativa do PDL foi qualificada de muito grave e ofensiva para a história do país e da república e para a democracia, e qualificado de um ato de provocação insuportável.

Costa do Marfim afunda na xenofobia

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Mais uma eleição “democrática” faz aflorar o que as pessoas têm de pior dentro de si. Desta vez, é na Costa do Marfim. Mais uma nação africana “forjada” a ferro e fogo pelo antigo colonialismo europeu, que misturou tradicionais inimigos tribais sob um mesmo guarda-chuva nacional, a Costa do Marfim está longe de ser uma nação de gente que se sente abrigada numa mesma pátria. Ela lembra mais um caldeirão em ebulição, repleto de elementos químicos conflitantes, que explodem quando se fundem. Na Costa do Marfim, esses elementos são a xenofobia e o racismo.

A briga que aflora é entre duas forças eleitorais que não querem reconhecer o resultado das urnas. De um lado, está o atual presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, que não quer deixar o poder. De outro, o presidente eleito e reconhecido pela comunidade internacional, Alassane Ouattara. Em luta feroz, até a última gota de sangue, os partidários dos dois. Entre os brigões está a população civil, que sempre é a parte mais prejudicada…

O sonho de King não se realizou

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No dia 4 de abril de 1968 Martin Luther King é assassinado a bala em Memphis (EUA). O pastor batista, que fora laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1964 por seu engajamento pela igualdade de direitos de brancos e negros nos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960, morria os 39 anos de idade.

O país em que o eloquente pastor negro travou a sua luta se considerava modelo de democracia e liberdade, ao mesmo tempo em que seus habitantes eram classificados de acordo com a raça. Os negros eram discriminados na política, na economia e no aspecto social.

Eles não podiam votar, eram chamados pejorativamente de "nigger" e "boy", seu trabalho não era devidamente remunerado, e as agressões dos brancos eram rotina. Até que, em dezembro de 1955, em Montgomery, a costureira negra de 52 anos Rosa Parks resolveu não ceder seu lugar num ônibus para um passageiro branco. Parks foi presa e, em decorrência, Martin Luther King, pastor da cidade, conclamou um boicote dos negros aos ôni…

Rosa não saiu do lugar

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Rosa Parks sendo fichada na polícia depois de seu ato de rebeldia

Rosa Parks, metodista e costureira negra americana, ficou famosa por ter recusado ceder o seu lugar a um branco no ônibus. O episódio aconteceu em Montgomery, no dia 1º de dezembro de 1955, e obteve uma repercussão extraordinária, iniciando o movimento de luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos nos EUA, liderada por Martin Luther King. Depois do seu ato de rebeldia, pelo qual ela foi expulsa do ônibus e presa, da noite para o dia foram impressos mais de 35 mil folhetos e, no dia seguinte, os negros passaram a boicotar os ônibus de Montgomery.
O ônibus em que Rosa se recusou a ceder lugar está no museu.

Rosa Parks não foi a primeira a recusar o lugar a um branco nem a primeira a ser expulsa do ônibus e presa. Mas porque era membro do National Association for the Advancement of Colored People, o seu caso obteve um eco que viria a chegar a Martin Luther King e a mudar a história dos EUA. Rosa Parks nasceu em Tu…

Revolta da Chibata completa 100 anos

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No dia 22 de novembro de 1910 uma rajada de metralhadora rompia o silêncio a bordo do encouraçado Minas Gerais, ancorado nas águas da Baía da Guanabara. A embarcação tornava-se palco de um motim de marinheiros que entrou para a história como a Revolta da Chibata. O movimento protestava contra o sistema de violência e opressão com que eram tratados os marinheiros de baixa patente, em sua maioria negros, pela Marinha do Brasil.

O objetivo do levante era acabar com os castigos físicos constantemente sofridos pelos marinheiros, além de exigir melhora da comida e adoção do horário de trabalho aprovado pelo Congresso na época.

O estopim do motim era a execução da punição de 250 chibatadas ao cabo Marcelino Rodrigues, que havia recebido o castigo por ferir um marinheiro a bordo do Minas Gerais. No dia de hoje, há cem anos, um grupo liderado pelo marujo negro João Cândido tomou o controle do navio, matando o comandante e outros três resistentes ao movimento.

Como a revolta já vinha sendo planeja…

Facebook - 1939

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A organização People Against Racism (Pessoas Contra o Racismo) lançou a campanha “Facebook – 1939”, para falar sobre racismo. Com a chamada “Após o estabelecimento do estado Eslovaco, em 14 de março de 1939, um monte de gente perdeu muitos amigos”.

A criação do Estado Independente da Eslováquia foi acompanhada de opressão racial e deportação dos judeus para campos de concentração, onde eram obrigados a usar no peito uma estrela amarela com a palavra “Jude”. Quem andasse sem esta insígnia, que tinha a clara intenção de humilhar, era executado sumariamente. Todos os judeus nos guetos e nos campos de concentração nazistas foram obrigados a isso.

A campanha está se espalhando como um vírus por meio do Facebook. Convida as pessoas a participarem da ação de protesto “Chega de Silêncio”, com a peça acima, que contém as estrelas amarelas e serve também de capa para uma cartilha que fala sobre racismo latente, publicada pela People Against Racism.
Essa história não deve e não pode ser esquecida, …

Quando o assunto é cota, vamos à guerra

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A Deutsche Telekom, gigante alemã das telecomunicações, vai introduzir uma cota de 30% dos postos entre seus executivos para mulheres até o final de 2015. Será a primeira empresa entre as 30 maiores companhias abertas da Alemanha. Esforços anteriores nesse sentido eram bem-intencionados, mas não muito bem-sucedidos. Dos 130 mil funcionários da empresa na Alemanha, apenas 32% são mulheres, e somente 13% dos postos administrativos de médio e alto escalão são ocupados por elas.

Não se trata de contratar mulheres apenas por contratar mulheres, mas conseguir uma estrutura de competição e de procura de talentos, num país em que cresce o número de mulheres diplomadas nas universidades, atualmente 60% do total de formandos. Segundo os especialistas, quem não está contratando mulheres hoje em dia, na verdade está focando apenas na metade dos talentos disponíveis no mercado.

A iniciativa da Deutsche Telekom acendeu um debate na Europa sobre o melhor caminho para elevar o número de mulheres em pos…

Negros culpados da escravidão?

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Durante a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o sistema de cotas raciais nas universidades, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que negros também eram responsáveis pelo tráfico de escravos. “Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana”, disse o senador. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a reportagem, Demóstenes ainda defendeu que a miscigenação no Brasil se deu de forma consensual, o que também iria contra as cotas: “nós temos uma história tão bonita de miscigenação. (Fala-se que) as negras foram estupradas (...) Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual”. Ainda segundo o jornal, o DEM considera as cotas incons…