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Enquanto Roma encobria os pedófilos...

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“Papa convoca bispos da Irlanda para discutir escândalos de pedofilia”; “Papa diz a bispos irlandeses que pedofilia é crime hediondo”; “Vaticano cria ‘muro de silêncio’ sobre abusos, diz ministra alemã”; “Igreja holandesa anuncia investigação sobre abusos contra menores”; “Arquidiocese nega que papa tenha ajudado padre acusado de pedofilia”; “Vaticano critica ‘tentativas agressivas’ de envolver papa em escândalo”; “Líder católico da Irlanda pede perdão por proteger padre pedófilo”; “Papa pede desculpas às vítimas de padres irlandeses pedófilos”; “Vaticano ignorou caso de padre que molestou mais de 200”…

Eis uma pequena amostra de manchetes sobre pedofilia clerical de 15.2 a 25.3.2010, data em que outra bradava: “Escândalos podem forçar papa a abrir arquivos secretos, diz vaticanista”. É esperar para ver o balancê da nau de São Pedro no mangue em que se encontra a credibilidade moral do Vaticano. Um chamado à responsabilidade não absolverá o papa Bento XVI, que foi prefeito da Congregaç…

Mesa farta até na Santa Ceia

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Duas versões da Santa Ceia com o tradicional pão e o vinho
O mesmo quadro com uma mesa farta
Uma ousada montagem do cenário da Santa Ceia com os personagens do seriado Lost: abundância sobre a mesa.

Em nossa sociedade, tão afundada no consumismo desenfreado e sem controle, perdeu-se completamente a capacidade de moderação. Tudo é exagerado. Ostentação, poder aquisitivo, excesso, exibição é o que importa. Não queremos abrir mão de nada, nem quando se deveria ser contido, resguardado, comedido, recatado.
E já que estamos na Semana Santa - um tempo tradicionalmente reservado ao jejum! -, nada melhor do que falar da Última Seia. Lembrada na Quinta-Feira Santa, nela Jesus reuniu os seus discípulos em torno de uma mesa, na noite antes de sua crucificação, para repartir com eles o pão e o vinho. A famosa noite deu origem ao sacramento da Eucaristia, que marca a tradição de toda a cristandade, em todas as confissões. A Eucaristia lembra o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade. O pão é o seu…

O toldo dos poderosos e a devoção do povo

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Encontrei esta imagem impressionante no blog da jornalista Elaine Tavares (http://eteia.blogspot.com/). Junto dessa foto, que foi tirada por ela mesma, um texto ("Pois eu fui à procissão") que é uma maravilhosa pregação para a semana santa, no qual a jornalista descreve de forma magnífica, com uma fina ironia e profundidade ímpar, a cena da turminha do poder debaixo do toldo quaresmal e Aquele que o povo realmente enxerga. Dois bêbados deitados no chão completam o caráter de homilia do texto, ao apontar para o Cristo como o alvo de devoção do povo, não os poderosos. Vale a pena dar uma olhada lá.

Para ver e entrar no ritmo

Sonho com um mundo assim também, Marcelo. Todos no mesmo ritmo, sem ninguém para atravessar o samba, quebrar o ritmo, querer ser mais do que o outro. Um mundo que pulsa num único ritmo, numa batucada comum, gigantesca e transformadora. Todos juntos, num só coração, irmanados e solidários de norte a sul, de leste a oeste.

Os dissimulados abusam da graça de Deus

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Há quase 500 anos, um corajoso monge alemão escancarava a falibilidade da Igreja. A arrogância papal de então não aceitou a pecha e, em vez de ouvir um líder de um grupo que só queria uma Igreja mais condizente com sua pregação, preferiu persegui-lo e excomungá-lo, tudo para manter o status quo.
Não posso deixar de lembrar de Lutero nesta história toda do envolvimento da Igreja Católica com os escândalos sexuais de seus sacerdotes. Não, não me entendam mal. Não estou dizendo que os luteranos são melhores que os católicos, nem que Lutero fez o certo ao liderar um movimento que resultou numa separação de Roma.
Ao contrário, como luterano, defensor apaixonado do movimento ecumênico, eu admiro e respeito a Igreja Católica porque há muita gente boa nela, muitos que vestem a camisa de Cristo com uma paixão impressionante. Ou Lutero não era um bom católico? Defendo também que a nossa divisão é o maior dos escândalos. Coloca sob grave suspeita tudo o que pregamos. Uma Igreja forte para mudar o…

Vinte e cinco anos transformam a gente

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Em 1989, quando eu assumi a Coordenadoria Regional da Juventude na RE II. Na foto colorida, durante uma palestra em 2008, na assembeia sinodal do Sínodo Norte Catarinense.

Ao longo dos últimos 25 anos, tenho percorrido muitos caminhos. Um deles, porém, tem se cristalizado de forma perene: O Caminho. Para quem não sabe, trata-se do jornal O Caminho (http://www.jornalocaminho.com.br/), o periódico surgido na antiga 2ª Região Eclesiástica da IECLB e que hoje é o informativo dos sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense dessa. que é a maior igreja luterana da América Latina.

Ao longo de 25 anos, O Caminho divulgou quase cinco mil páginas de notícias, reflexões e artigos de anúncio, denúncia e proclamação do Evangelho daquele que é "o caminho, a verdade e a vida". Circula mensalmente, com tiragem média de 25 mil exemplares, e a missão de ser um informativo que adotou como slogan ser "um pedaço do mundo luterano em suas mãos".

E eu estou nesta empreitada desde a primeira h…
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Rubens Zischler, o primeiro com o violão em Acampamento da Juventude,no Asilo Recanto do Sossego, e Irene Zwetsch, na Assembleia da Federação Luterana Mundial, em Curitiba, no ano de 1989. Hoje os dois são casados e moram na Suíça.
A primeira delas veio em 1992. Durante os três anos anteriores, como um dos coordenadores regionais de Juventude, nos havíamos empolgado com a ideia de fazer um jornal para a juventude da IECLB. Surgia assim o "Firmando Pé", que era produzido pela jornalista Irene Zwetsch, pelo estudante de computação Rubens Zischler e por mim.
Esses dois jovens mudaram a minha vida, porque eu gostava de escrever e também tinha uma veia para a arte da diagramação. O Rubens ensinou-me a diagramar no computador, no programa Ventura, que ainda rodava no DOS. Daí para a diagramação do jornal O Caminho e para uma vida inteiramente voltada para a comunicação foi um passo só. Junto com o Rubens e a Irene veio a Mythos Comunicação. Mas essa é outra história... (continua no…