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Cai o primeiro véu...

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A burca (abaixo à direita), não é a única forma em que se apresenta o véu islâmico, embora seja o mais radical. Também existe o Hijab, véu que cobre a cabeça e mostra o rosto (acima à esquerda), o Niqab, que cobre o corpo todo e mostra somente os olhos (acima à direita) e o Chador, peça que cobre o corpo todo com exceção do rosto (abaixo à esquerda). Fotos AFP/Divulgação
A Bélgica antecipou-se aos demais países da Europa, determinando que as mulheres muçulmanas não podem mais andar nas ruas do país com a burca. Há meses este debate envolve a esquerda e a direita, todos os partidos, todas as igrejas, defensores dos direitos das mulheres e os mais diversos setores da sociedade europeia.
Aliás, tudo já começou há alguns meses, quando o Suíça determinou o fim da construção de minaretes em seu território. Não pode mais. (Já havia um tempo em que os protestantes brasileiros não podiam construir templos com torres, lembra disso? Pois é...)
A decisão belga dá o pontapé inicial num processo que …

Empurrando o problema?

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Não adianta! O problema continuará ali...

O analfabeto mais influente do mundo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apontado como um dos líderes mais influentes do mundo em uma lista de personalidades escolhidas pela revista americana 'Time'. A relação foi divulgada nesta quinta-feira (29) no site da revista. O nome de Lula aparece em primeiro lugar na lista da categoria “leaders”, em que o presidente americano Barack Obama aparece em quarto lugar.

A revista faz uma tradicional indicação anual das 100 pessoas mais influentes do mundo, entre líderes, heróis, artistas e pensadores. Bill Clinton foi escolhido na lista dos heróis e teve sua apresentação redigida por Bono, enquanto Lady Gaga é a artista mais influente, apresentada por um artigo de Cyndi Lauper.

O documentarista Michael Moore foi o responsável por escrever o texto no qual Lula é apresentado. “O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de sonho americano”, avalia Moore.

Lula já havia recebido outras homenagens de jornais e revistas importantes no cenário internacional. Em …

Uma carta aberta de Hans Küng aos bispos

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Hans Küng, antigo colega de Ratzinger na Universidade de Tübingen, onde é professor emérito de Teologia Ecumênica, é uma das vozes mais críticas ao papado de Bento XVI e exige um novo concílio para salvar a Igreja católica.

Veneráveis bispos,

Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965. Agora somos os mais velhos, e os únicos que continuam em plena actividade. Sempre entendi o meu trabalho teológico como sendo um serviço à Igreja Católica Romana. Por esta razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do Papa Bento XVI, faço-lhe este apelo em forma de carta aberta. Faço-o motivado pela minha profunda preocupação acerca da nossa Igreja, que se encontra na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Desculpe-me ser na forma de carta aberta; infelizmente, não tenho outra forma de o contatar.

Apreciei muito que o Papa me tenha convidado, a mim que sou abertamente seu crítico, para nos encontrarmos para uma amigá…

Danke!

A canção de Martin Schneider na gravação da banda "Die Ärzte", em 1963.

Martin Schneider completa 80 anos

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Ele não é tão conhecido entre nós, mas o seu hino é um dos mais cantados do HPD: “Graças, Senhor, eu rendo muitas graças”. Gerações de jovens e gente de todas as idades tem entoado este hino ao longo de décadas, não somente na IECLB, mas em todo o mundo cristão. Trata-se de uma das canções cristãs mais populares dos últimos 50 anos em todo o mundo.
Martin Gotthard Schneider, músico e teólogo protestante, completou 80 anos no último dia 26 de abril, na Alemanha. A sua canção, que tem tradução para mais de 25 idiomas, é entrementes a única que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso popular na Alemanha, por seis semanas seguidas.
“Graças” surgiu em 1961, está na maioria dos hinários evangélicos e ainda hoje é a canção mais popular de encontros como o Dia da Igreja ou de cultos jovens ao redor do mundo, mesmo depois de 50 anos. Na gravação do coral Botho-Lucas e da banda “Die Ärzte”, a canção conheceu o sucesso das paradas em 1963.
O compositor Martin Schneider nasceu em 1930, em…

Magia em duas vozes

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JOTABÊ MEDEIROS - NEW ORLEANS

Havia um tornado castigando a região, mas misteriosamente o temporal do dia anterior (e a tempestade prevista pela meteorologia) não deu as caras no sábado em New Orleans. Era como uma concessão divina, pois a tarde era ansiosamente aguardada pelos amantes da música: a dupla Simon & Garfunkel, veteranos do folk dos anos 1960 e 1970, faria no palco principal do Jazz Fest, o festival quarentão da cidade, a sua única aparição nos Estados Unidos neste ano.

Primeiro, uma orquestra de metais, artistas nativos de New Orleans, passearam pelo palco como numa profissão de Mardi Gras. Quando Paul Simon e Art Garfunkel subiram ao palco atacando A Hazy Shade of Winter sob uma percussão rasgada, de taquara, a tarde parou.

Nem Simon nem Garfunkel cantam mais como cantavam, é bom dizer. Aquela velha e inigualável harmonia entre as vozes acontece apenas em alguns momentos, mas quando isso é percebido parece ilusionismo: tudo fica tranquilo e pacífico, e o grande público …