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O Palhaço de Kierkegaard

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Em sua obra “Either/Or” (Ou isso, ou aquilo), o filósofo e teólogo Soren Kierkegaard (1813-1855), o pai do existencialismo, conta uma história emblemática sobre um palhaço que tem a tarefa de anunciar à plateia que o circo está pegando fogo. Vejam a história (acima, em destaque, na página do livro em inglês, e a seguir, em tradução livre):

“Deflagrou um incêndio nos bastidores de um teatro. O palhaço apresentou-se para dizê-lo aos espectadores. Estes julgaram tratar-se de uma piada e aplaudiram. Ele falou-lhes novamente, e eles acharam ainda mais engraçado. É desta forma, penso eu, que o mundo será destruído – entre a universal hilaridade de avisos e acenos que são encarados como piada.”

O mundo é uma aldeia

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No ano de 1962, a estilista britânica Mary Quant revolucionava o mundo da moda ao inventar a minissaia. Mesmo com a pretensão comunista de “isolar” o Leste do capitalismo, apenas um ano depois a jovem Annette Hellbach, de Haldensleben, na então República Democrática Alemã – mais conhecida como Alemanha Comunista – já tinha um exemplar também. Para entrar na moda do ocidente, ela simplesmente cortou o seu vestido azul-celeste e refez a bainha, bem ao estilo de milhões de moças pobres do ocidente à época, que “produziam” a sua minissaia do mesmo jeitinho. A foto acima mostra a orgulhosa proprietária do mini-vestido durante suas férias na praia, posando sobre o Trabant de propriedade dos pais.

Meio judeu

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Groucho Marx, famoso ator e comediante americano de origem judaica, tinha um filho da sua mulher, que não era judia. O filho não foi admitido num clube muito chique do bairro de Nova York em que residiam. Groucho enviou-lhes um telegrama: “Uma vez que o meu filho é só meio judeu, será que ele não poderia entrar na sua piscina só até a cintura?”

O professor que eu não tive

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Marcelo Gleiser, brasileiro, físico e astrônomo nos EUA

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser é pouco conhecido em seu próprio país. É uma pena, pois ele é um daqueles professores que a gente gostaria de ter. Professor da Universidade de Dartmouth, nos EUA, Marcelo Gleiser é famoso por odiar frases pomposas e aulas de exposição de fórmulas no quadro negro.

Uma de suas disciplinas em Dartmouth se chama Física para Poetas, que o tornou o professor mais popular da Universidade. Mas ele não só dá aulas ou faz pesquisa. Ele tem vários livros e peças de teatro publicados. Além disso, o cara é uma figura única. Numa das vezes em que veio ao Brasil, visitar os familiares, ele desfilou vestido de Santos Dummont na escola de samba Unidos da Tijuca.

Por causa de seus múltiplos talentos, Marcelo Gleiser recebeu condecoração especial das mãos do presidente Bill Clinton por seu trabalho de pesquisa em cosmologia e por sua dedicação ao ensino. Difícil acreditar, diante de tanto sucesso profis…

A História cobrará seu preço ao STF

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O Ministro Eros Grau foi o relator, votando pela manutenção da Lei de Anistia

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Anistia Internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH), da Presidência da República, condenaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada no dia 29 de abril, de manter a Lei da Anistia.
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação-ALC Brasília, segunda-feira, 3 de maio de 2010
A Lei da Anistia perdoa crimes de tortura, estupro, sequestro e execução sumária cometidos por agentes do Estado contra civis que se opuseram à ditadura militar, de 1964 a 1985. O STF decidiu rejeitar a ação impetrada pela OAB que pedia uma revisão da lei de 1979, por 7 votos a 2.
A Ordem defende que a Lei da Anistia não beneficie autores de crimes como homicídio, abuso de autoridade, lesões corporais, desaparecimento forçado, estupro e atentado violento ao pudor cometidos por militar…

Falsa sensação de proteção

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Em 1955, uma campanha americana de proteção à população civil em caso de um ataque nuclear, chamada "Duck anda cover", explicava detalhadamente que bastava abaixar-se e cobrir-se para escapar dos efeitos da bomba. Era levada tão a sério que se ensinava na escola e se fazia demonstrações e exercícios nas ruas. O motorista abaixado sob o painel do seu automóvel e os alunos debaixo de suas carteiras são algumas demonstrações desta insanidade. (Continua no post abaixo)
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Esta imagem, tirada em Nagasaki pouco depois da explosão da fatídica bomba atômica, no dia 9 de agosto de 1945, demonstra que as medidas de proteção ensinadas aos americanos uma década depois não faziam o menor sentido. Mesmo assim, quase todo mundo acreditou estar protegido e as repetia com total confiança.
Também na atualidade nos sentimos falsamente protegidos muitas vezes.

Enchemos as nossas cidades de câmeras de vigilância, que bisbilhotam a nossa vida privada de forma escancarada e ostenciva, nos dando a falsa sensação de proteção. Servem apenas para filmar a violência ao vivo e a cores, na maioria das vezes sem levar os seus executores à justiça. Obrigam os motoristas a baixarem a velocidade para evitar a multa, para acelerarem logo em seguida, continuando a desrespeitar o limite de velocidade determinado para aquela via.

Acreditamos proteger a natureza ao plantar uma árvore ou recolher algum lixo na rua. Mas não abrimos mão do carro em troca da bicicleta ou do transporte coletivo…