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Vem aí um novo cacique no topo do mundo

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Shanghai e o porto de Yangshan

O tigre asiático cresceu na surdina nas últimas décadas. Hoje, os Estados Unidos assistem, completamente impotentes, o seu primeiro lugar na economia sendo lentamente tomado pela China, o que deve ocorrer inevitavelmente até 2025. As autoridades chinesas anunciaram, nesta sexta-feira, que a sua economia superou o segundo colocado, que é o Japão. As projeções para o primeiro quarto do século 21 não são chinesas, mas do Banco Mundial, do Goldman Sachs e de outros economistas.

Já no ano passado, a China passou bem perto de ultrapassar o Japão no ranking mundial da economia. Crescendo 11.1% no primeiro semestre de 2010 sobre igual período do ano passado, a ultrapassagem foi um passeio. O ritmo vem acelerado, com média de 9,5% ao ano, desde que adotou reformas de mercado em 1978.

Para resumir a história, enquanto os EUA mergulhavam de cabeça na pendenga com a União Soviética, nos anos 1970 e 1980, a China, na mais absoluta surdina, fazia a terraplanagem do terr…

Um show religioso muito indigesto

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A Igreja Católica se enreda cada vez mais em atitudes controvertidas e discutíveis. Segundo a Associated Press, os fiéis que quiserem ver Bento XVI de perto durante a sua visita ao Reino Unido em setembro, terão que pagar para participar dos dois eventos públicos em que o papa deve aparecer. Agora virou show. Pela primeira vez, se cobra para ver o líder máximo da igreja, como se fosse um pop-star.

A cerimônia da beatificação do cardeal John Henry Newman em Birmingham tem 700 mil ingressos disponíveis, ao custo de 25 libras, o equivalente a R$ 68,80. Por si só, esta beatificação é um tapa na cara da Igreja Anglicana, uma vez que o beatificando foi anglicano e converteu-se ao catolicismo.

Não só por isso, a visita de quatro dias do papa pela região tem provocado muita oposição. Centenas de britânicos assinaram petições contra a presença de Bento XVI após os escândalos de pedofilia na igreja. João Paulo II foi o último papa a visitar a Inglaterra, em 1982.

A impressão que deixamos é única

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Cada um de nós tem um modelo único de minúsculas linhas nos dedos, que nos diferenciam uns dos outros de maneira inconfundível. Não há possibilidade de que tais linhas se repitam em outra pessoa, mesmo daqueles que já morreram ou dos que ainda irão nascer. Todas as pessoas podem ser diferenciadas umas das outras por meio da sua impressão digital. Nem mesmo uma cicatriz pode alterar a configuração original da identificação exclusiva de cada um.

Essa intuição já existia no século 14, na Pérsia, onde já havia papéis que tinham a assinatura e a impressão digital como forma de identificação. Mas o dia 28 de julho de 1858 ficou marcado no calendário como o dia em que um funcionário britânico adotou o método pela primeira vez para identificar os funcionários de uma empresa em Calcutá, na Índia. Era sir William Herschel, que já não suportava mais ter mais funcionários na fila do pagamento do que a empresa tinha nos registros. Todos os meses era o mesmo suplício. Com a identificação pela impres…

O Haiti de Eli

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Você foi ao cinema para ver O Livro de Eli? Não viu? Vai à locadora para pegar o DVD? Então, enquanto você assiste às cenas apocalípticas com Denzel Washington, lembrando as profecias do profeta bíblico, lembre do Haiti. O terremoto transformou o país mais pobre das Américas num cenário igual ao do filme. A mídia mostrou, comentou, fez documentários e exibiu para quem quisesse ver. Depois, vieram outras histórias, que vendem mais jornais, mantêm as equipes de reportagem ocupadas e despertam a comoção planetária. Mas o Haiti, pobre Haiti... Lá tudo continua como há seis meses. Os entulhos nas ruas, a cidade devastada, montanhas de lixo acumuladas, pessoas morando como ratos em tocas, falta tudo em todos os lugares. O caos absoluto, apocalíptico, insano... Mas o mundo não toma mais conhecimento...
Enquanto você olha O Livro de Eli, lembre-se do Haiti...

Evita, um dos grandes mitos do século 20

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No dia 26 de julho de 1952 morria Eva Perón. Depois de um intenso sofrimento por causa de um câncer uterino, a “Mãe dos Descamisados” morria aos 33 anos, causando uma comoção nacional jamais vista na América Latina. Seu velório durou 14 dias, em Buenos Aires, sendo acompanhado por milhares de argentinos que se comprimiam nas ruas e praças para se despedir dela.

Seu corpo foi embalsamado e foi exposto para visitação pública até 1955, quando Perón foi derrubado do poder pelos militares, e o corpo de Evita foi roubado e enterrado em Milão, na Itália. Dezesseis anos mais tarde, ele foi exumado e transladado para a Espanha, onde Perón vivia no exílio, sendo entregue a ele. Seu corpo parecia uma boneca de porcelana, tão bem-feito havia sido seu embalsamamento. Em 1973 Perón retornou à Argentina e foi reeleito presidente, agora casado com Isabelita Perón, que trouxe o corpo de Evita de volta à Argentina e o sepultou no cemitério da Recoleta, no mausoléu da Família Duarte.

O túmulo de Evita é v…

Não temos vergonha dos nossos muros

Em 1986 – lá se vão vinte e quatro longos anos! – eu estive pela primeira vez diante do muro de Berlim; cruzei o muro de Berlim; senti o clima de terror da Stasi à espreita nas ruas de Berlim Oriental permitidas para visitação dos turistas; ouvi um alemão oriental fugitivo dando depoimento no Check-point Charlie; senti o gelo subindo a espinha na hora de enfrentar a verificação do passaporte para voltar a Berlim Ocidental...

Dois anos depois, estive diante da Cortina de Ferro – mais de 1,7 mil quilômetros de cerca dupla, com minas terrestres e mais Stasi em torres de observação, espiando para o ocidente com metralhadoras em punho –, na região de Fulda. Em 1988 também estive em Dresden-Radebeul com a minha família, por uma semana, visitando primos da minha avó materna, com um carro alemão. O passaporte brasileiro facilitou algumas coisas, mas, um ano antes da queda da cortina de ferro, a Stasi virou aquele Monza do avesso antes de nos deixar seguir de volta para o Ocidente... Se alguém …

Luteranos pedem perdão aos menonitas

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A Federação Luterana Mundial (FLM), reunida em assembleia geral em Stuttgart-Alemanha, pediu perdão aos menonitas pela sangrenta perseguição no século 16. A pequena Igreja Menonita é o ramo principal dos herdeiros do movimento anabatista. Os cristãos luteranos expressaram “dor e profundo lamento em vista da perseguição dos anabatistas por autoridades luteranas e, especialmente, que teólogos luteranos deram suporte à perseguição”, afirma a declaração aprovada por unanimidade pela 11ª Assembleia Geral em Stuttgart.

A União Mundial dos Menonitas aceitou a oferta de reconciliação. Especialistas em ecumenismo classificaram a decisão dos luteranos como um acontecimento significativo para a história eclesiástica.

Os luteranos pedem perdão “a Deus e aos nossos irmãos e irmãs menonitas pelo sofrimento que os nossos antepassados impuseram aos anabatistas no século 16”. Lamentam também que durante os séculos seguintes tais atos de perseguição foram esquecidos e ignorados ou, em muitos caos, o movi…