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Realidade retocada

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A saturação das cores neste campo de refugiados no Senegal dá bem a ideia da realidade retocada pelo Photoshop

O Photoshop é uma ferramenta maravilhosa, que se tornou indispensável para trabalhar com imagens em geral. Mas tem muita gente abusando dele, especialmente quando o assunto é dar um trato na beleza feminina, tirar marcas, celulite, rugas, marcas de expressão e outros “sinais dos tempos” que quebram a simetria e se tornam “feias”, segundo o conceito da maioria da nossa sociedade consumista hedonista narcisista. Tais abusos têm contribuído para aumentar a mentira coletiva da beleza eterna de famosos que não resiste a uma análise ao vivo e a cores.

Mas a mania de pfotoshopar imagens ultrapassa os limites da decência quando o assunto é fotojornalismo. Antes da era Photoshop era necessário esperar o “instante preciso” para dar o clique mágico que levaria à foto genial, que normalmente vinha depois de consumir rolos e mais rolos de filmes. Era um tempo em que se podia acreditar numa …

Ela caiu da escada, doutor!

BFF - Stairs (Director's Cut) from Raketenfilm on Vimeo.Este impressionante vídeo desmascara de forma tocante e comovente a mais usada alegação dos agressores de mulheres quando confrontados com o seu crime. A campanha, desenvolvida pela agência Young & Rubicam de Frankfurt-Alemanha, vai direto ao ponto: “Milhares de mulheres estão caindo das escadas todos os dias. Você realmente acredita nisso?”

O vídeo é uma verdadeira obra-prima da publicidade e foi finalista da categoria “Films” do Festiva de Cannes deste ano. Ele faz parte de uma campanha contra a violência doméstica da entidade alemã BV Frauenberatungsstellen und Frauennotrufe – BFF (Associação Nacional de Aconselhamento da Mulher – Mulheres contra a Violência). Visite http://www.frauen-gegen-gewalt.de/. Todos os envolvidos no projeto (modelos, diretores de arte e fotografia, editores, câmeras, animadores 2D e 3D, músicos e cenógrafos) trabalharam de graça. A música também foi composta especialmente para o projeto.

Vândalos do nosso próprio planeta

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O que você sente quando passa por um viaduto, um prédio, um muro, um monumento atacado pelos pichadores? Revolta? Indignação? Ou indiferença, simplesmente? Você é daqueles que aceita esse tipo de interferência, desde que não seja em algo de sua propriedade? Eu considero isso vandalismo. Não interessa, se a propriedade atacada é particular ou pública.

Mas existe um tipo de vandalismo que sempre ataca o que é de todos. Nossa indomável tendência de usar sem perguntar pelas consequências nos transforma em vândalos do nosso próprio planeta. Cada ato destrutivo, que danifica o ecossistema ao nosso redor, é vandalismo em alto grau.

E é muito pior do que aquele praticado pelos pichadores. Estes se esgueiram pela noite, atacam às escondidas, ferindo monumentos e obras públicas quando não são vistos. Lata de spray na mão, eles vão passando à altura das mãos ou escalando os edifícios em busca de mais visibilidade. Tudo para deixar a sua marca e provocar a indignação da sociedade.

O tipo de pichação…

Nunca houve um Grito do Ipiranga

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"O Grito do Ipiranga" de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).

O jornalista Alberto Dines comentou hoje, no programa de rádio do Observatório de Imprensa (leia o seu texto na íntegra: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=605JDB016), que a épica imagem de Dom Pedro I gritando “Independência ou Morte” às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, não passa de um um factóide criado bem depois, para “enfeitar” a história. Segundo Dines, há 188 anos havia cinco jornais em circulação na Colônia e “nenhum deles fala do épico episódio protagonizado por D. Pedro nas redondezas de São Paulo às margens de um riacho”. A lista dos jornais inclui o Correio Braziliense (primeiro jornal independente do Brasil), a Gazeta do Rio de Janeiro, o Revérbero Fluminense, a Idade do Ouro do Brasil da Bahia e O Espelho.

Dines garante que o fato não foi registrado por nenhum destes periódicos. “Todos os cinco periódicos eram a favor da emancipação, estavam por dentro do assunto, repro…

Solte pipa comigo

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Receber uma ligação num sábado de manhã para combinar um programa diferente para o final de semana é uma coisa bem normal. Mas nada se compara a ouvir: "Vô, a minha mãe comprou uma pipa de águia para mim. Você quer vir aqui em casa soltar pipa comigo?"
Larguei tudo que estava fazendo e, com minha esposa, tomei a estrada, por duas horas, para juntar-me ao meu pequeno neto, de cinco anos, para atender a este pedido irresistível. Quando chegamos, ele já estava nos esperando na porta, pipa na mão, pronto para zarpar, rumo à sua maior aventura até então.
Foi uma experiência muito especial, não só para ele. Também para mim tornou-se uma daquelas pequenas coisas que se transformam em lembranças queridas. Mais do que aquela pipa, os meus pensamentos também se embalaram e alçaram voo, desfilando num céu de emoção e encantamento.

Xenofobia é defendida em livro

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Thilo Sarrazin escreveu “Deutschland schafft sich ab”

A xenofobia é como um tsunami. Quando se instala, vai crescendo e arrasando tudo pelo caminho. E ela se manifesta com maior ou menor intensidade em todos os cantos do planeta. Nem aqui, no Brasil, estamos livres dela. Coisas aparentemente ligadas ao calor típico das torcidas, como a antipatia recíproca entre brasileiros e argentinos por exemplo, tornam-se um terreno fértil para o crescimento do ódio ao estrangeiro.

Mas há coisas bem mais preocupantes que denunciam a sua prática entre nós, como o desprezo e o preconceito que muitos no sul nutrem contra os nordestinos. Gostamos de qualificá-los de malandros, que vivem do bolsa-família etc., enquanto brigamos no emprego e na escola para emendar os feriados de 2 de setembro (fundação de Blumenau) e 7 de setembro. Menciono isso apenas à guisa de embarcar no assunto.

O que preocupa de fato é o crescimento da xenofobia no hemisfério norte, particularmente nos EUA e na Europa. Já disse algum…

Ironia: Hitler tinha DNA judeu e africano

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Ironia suprema da história, estudos feitos com amostras de DNA dos parentes de Adolf Hitler demonstraram que o Führer tinha ascendência genética africana e judia. O homem que escreveu “Mein Kampf” e provocou o maior genocídio da história em nome da pureza da raça ariana, não era ariano.

A pesquisa foi divulgada pela revista belga Knack. O material utilizado para o teste do DNA foi coletado de 39 parentes do ditador, rastreados a partir de indicações de um jornalista e de um historiador. Eles encontraram o cromossomo chamado Haplogroup E1b1b (Y-DNA) em todas as pessoas ligadas consanguineamente ao líder do Terceiro Reich. Esse cromossomo é raro na Alemanha e mesmo na Europa Ocidental, sendo encontrado com maior frequência nos povos berberes da África, que vivem no Marrocos, na Argélia, na Líbia e na Tunísia, bem como em descendentes de judeus asquenazes e sefarditas, informou o historiador Marc Vermeeren.
A revista Knack fez questão de destacar que as provas do DNA foram testadas em con…