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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma.”
Joseph Pulitzer (1847-1911)

Proteste

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O protesto incomoda. Instrumento legítimo de luta e de manifestação do povo, direito democrático de demonstrar desagrado ou desacordo, o protesto quase sempre é encarado como apelação, coisa de minorias inconformadas.

Nesta imagem, tirada em Valparaiso, no Chile, pelo fotógrafo Eliseo Fernandez, aparece um jovem estudante violentamente agredido e atirado ao chão pela força descomunal de um jato d’água de um caminhão dos bombeiros. Ele só queria protestar contra a redução de verbas públicas para as universidades. A polícia, instrumento preferido dos poderosos para reprimir protestos, não mediu esforços para ter bom êxito na tarefa da qual fora incumbida. Desmontar o protesto com jatos d’água.
Não se cale diante das injustiças. Não cruze os braços, passivo. Não deixe que os poderosos pisoteiem os seus direitos, nem os dos outros. Tem certas coisas que a gente não pode tolerar. E quando elas cruzam o nosso caminho, é preciso protestar. Deite-se no meio da rua, escreva seu direito numa car…

Ela será enforcada sem apelação

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O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, anunciou nesta segunda-feira (27/9) que a iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido, foi condenada à morte por enforcamento pelo segundo crime. A nova sentença cancela a execução por lapidação (apedrejamento), mas ela mantém a condenação pelo assassinato, que no Irã é punido com enforcamento.

“O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente”, minimizou o procurador-geral. Mas a rapidez do tribunal deixa transparecer o resultado da visita do presidente Ahmadinejad aos EUA, quando aconteceu a execução de Teresa Lewis. Fica no ar a sensação de “o ocidente nos critica, mas não age diferente”.
Ahmadinejad também não poupou a mídia internacional, que criou um caso internacional em torno de Sakineh, mas quase nada disse em defesa de Teresa. O mundo organizou-se pela vida da iraniana, porém deixou a americana ser executada com uma injeção letal, há q…

A fome dos Silva é a de todos nós

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Marina Silva quando foi eleita senadora pelo Acre, em 1994.

Reproduzo abaixo um texto maravilhoso, que recebi do Antonio Carlos Ribeiro. “A Fome de Marina” foi escrito pelo professor José Ribamar Bessa Freire. Seu principal mérito não está na defesa da candidata Marina Silva, mas na defesa dos Silva e de seu direito a participar dos destinos desta nação. A biografia/trajetória de Marina Silva é a trajetória de milhões de brasileiros e brasileiras. O mínimo que tais heróis merecem é o respeito de quem não tem o peito de viver e de lutar do mesmo jeito. As “fomes” de Marina são também as mesmas de milhões de concidadãos. São fomes legítimas e que, antes de mais nada, merecem a nossa mais profunda admiração.
Caetano, meu caro, você vive pisando na bola e já estamos acostumados. Mas Rita, minha musa do rock, você também? Em gentil protesto contra os comentários pouco dignos de vocês dois, publico o texto de Bessa Freire aqui. Para além do protesto, porém, o publico para registrar minha adm…

E a turma mostra a que veio

Finalmente o Estadão sai do armário e assume que não está fazendo jornalismo, mas campanha aberta, com opção clara para um determinado candidato. No editorial de ontem, 26 de setembro, intitulado “O mal a evitar”, O Estado de S. Paulo declarou seu apoio à candidatura de José Serra, um candidato de “currículo exemplar”, em condições de “evitar um grande mal ao País”.

O Estadão assume assim, em definitivo, que é tendencioso, que tem um interesse bem claro com as manchetes que estampa em suas capas diárias e que está no jogo da política como um partido e não como um órgão de imprensa. Lula tinha toda razão no seu desabafo, portanto.

O Estadão ratifica, ainda, seu viés ideológico típico de classificar tudo o que vem do povo, da vontade do povo, como “facção”, coisa perigosa, de gente de menor valor, que não tem o direito de eleger quem quer que seja para colocar no palácio. O palácio é, para o Estadão, um lugar nobre demais para que uma nação de miseráveis vote com o estômago, com o bolso, …

A pena de morte é imoral

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Teresa foi executada ontem à noite, com 13 longos minutos de atraso, às 23h13min (horário de Brasília). Mais um lamentável capítulo da degradante história da pena de morte, o direito que o Estado se outorgou de decidir quem pode viver e quem deve morrer, apesar dos flagrantes erros já cometidos com a condenação de inocentes à morte. No meu entender, não há nenhuma diferença entre a injeção letal que tirou a vida de Teresa e a lapidação islâmica.
Não cabe a mim julgar os atos de Teresa. Se ela foi culpada ou inocente, pouco importa aqui. Não se trata de fomentar a impunidade, tampouco.Também não tem nenhuma importância medir o seu coeficiente mental. Se ela tem 70% ou 72% de capacidade de ser responsabilizada por seus atos, não importa. Não é o caso de termos pena dela ou de nos comovermos com sua condição de incapaz.
O que importa realmente, neste caso e em todos os outros, é a imoralidade da pena de morte. É comprovado que ela não reduziu os índices de criminalidade. É comprovado que m…

Teresa vai morrer hoje

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Está programada para as 23 horas de hoje (21 horas no horário local) a execução de Teresa Lewis, a primeira mulher a ser executada no estado da Virgínia em quase um século e a primeira nos EUA desde 2005. Segundo a condenação, ela contratou os assassinos que mataram o seu marido e o seu enteado há oito anos. O advogado de Teresa garante que ela é deficiente mental.

Teresa tinha 33 anos quando seu marido, Julian Lewis Jr., de 51, e seu filho Charles Lewis, de 25 – um reservista das Forças Armadas dos EUA –, foram assassinados en seu homecar. Matthew Shallenberger (21) e Rodney Fuller (20) puxaram os gatilhos. Eles foram contratados por Teresa, que iniciou um namoro com os dois num supermercado, combinando com eles o assassinato, prometendo pagamento e parte do seguro de vida que receberia. Ela também teria dado 1.200 dólares para que os dois comprassem as armas e deixou a porta do trailer aberta na noite do assassinato. Depois dos tiros ela repartiu os 300 dólares do caixa do marido aos…