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Inocente ou culpado?

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Há um direito garantido a todo cidadão brasileiro, na nossa Constituição Federal, que está sendo cada vez mais pisoteado nos nossos dias. É a figura jurídica da “Presunção da Inocência”. O que é isso? Numa linguagem não-jurídica, isso quer dizer que qualquer pessoa, ao ser acusada de um crime, deve ser considerada inocente até que sua culpa seja provada. Ainda complementam este direito a lei que diz que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, a lei do direito de ficar calado em interrogatório e a lei do direito a um advogado de defesa.

Recentemente, temos assistido a diversos linchamentos públicos de suspeitos de crimes, especialmente daquele tipo de crime que vira notícia e, em diversos casos, até novela policial nos meios de comunicação. O caso de Bruno é o exemplo mais recente, que está preso como suspeito de assassinato de um crime em que sequer existe um cadáver. Com base em indícios, ele está preso preventivamente.

Isso não quer dizer que Bruno não possa de fato ter …

A notícia sempre foi tratada assim

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Olha que interessante isso. Para quem acha que uma imprensa mancheteira e apegada à especulação e à falsificação de fatos é uma invenção tupiniquim, saiba que não é nem invenção, nem exclusividade brasileira. É só mais uma história que ratifica a tese de que não existe imprensa idônea, ou isenta.

Hoje fazem 97 anos que o empresário e inventor alemão Rudolf Diesel desapareceu misteriosamente do navio em que fazia a travessia do Canal da Mancha, rumo à Inglaterra, para inaugurar uma nova fábrica de motores.

Era uma noite calma, quente e de céu limpo, aquela de 29 de setembro de 1913. Da Bélgica, onde se encontrava, ele escreveu para a esposa, antes de embarcar no navio, no início da noite: “Está fazendo um tempo quente de verão, não se sente nem mesmo o sopro de um ventinho. Parece que a travessia vai ser boa”. Ele iria aportar em Harwich, na Inglaterra, mas nunca chegou ao destino. A cama de sua cabine no navio estava intacta e ele não foi encontrado a bordo. Ele sumiu de maneira inexpli…
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma.”
Joseph Pulitzer (1847-1911)

Proteste

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O protesto incomoda. Instrumento legítimo de luta e de manifestação do povo, direito democrático de demonstrar desagrado ou desacordo, o protesto quase sempre é encarado como apelação, coisa de minorias inconformadas.

Nesta imagem, tirada em Valparaiso, no Chile, pelo fotógrafo Eliseo Fernandez, aparece um jovem estudante violentamente agredido e atirado ao chão pela força descomunal de um jato d’água de um caminhão dos bombeiros. Ele só queria protestar contra a redução de verbas públicas para as universidades. A polícia, instrumento preferido dos poderosos para reprimir protestos, não mediu esforços para ter bom êxito na tarefa da qual fora incumbida. Desmontar o protesto com jatos d’água.
Não se cale diante das injustiças. Não cruze os braços, passivo. Não deixe que os poderosos pisoteiem os seus direitos, nem os dos outros. Tem certas coisas que a gente não pode tolerar. E quando elas cruzam o nosso caminho, é preciso protestar. Deite-se no meio da rua, escreva seu direito numa car…

Ela será enforcada sem apelação

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O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, anunciou nesta segunda-feira (27/9) que a iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido, foi condenada à morte por enforcamento pelo segundo crime. A nova sentença cancela a execução por lapidação (apedrejamento), mas ela mantém a condenação pelo assassinato, que no Irã é punido com enforcamento.

“O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente”, minimizou o procurador-geral. Mas a rapidez do tribunal deixa transparecer o resultado da visita do presidente Ahmadinejad aos EUA, quando aconteceu a execução de Teresa Lewis. Fica no ar a sensação de “o ocidente nos critica, mas não age diferente”.
Ahmadinejad também não poupou a mídia internacional, que criou um caso internacional em torno de Sakineh, mas quase nada disse em defesa de Teresa. O mundo organizou-se pela vida da iraniana, porém deixou a americana ser executada com uma injeção letal, há q…

A fome dos Silva é a de todos nós

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Marina Silva quando foi eleita senadora pelo Acre, em 1994.

Reproduzo abaixo um texto maravilhoso, que recebi do Antonio Carlos Ribeiro. “A Fome de Marina” foi escrito pelo professor José Ribamar Bessa Freire. Seu principal mérito não está na defesa da candidata Marina Silva, mas na defesa dos Silva e de seu direito a participar dos destinos desta nação. A biografia/trajetória de Marina Silva é a trajetória de milhões de brasileiros e brasileiras. O mínimo que tais heróis merecem é o respeito de quem não tem o peito de viver e de lutar do mesmo jeito. As “fomes” de Marina são também as mesmas de milhões de concidadãos. São fomes legítimas e que, antes de mais nada, merecem a nossa mais profunda admiração.
Caetano, meu caro, você vive pisando na bola e já estamos acostumados. Mas Rita, minha musa do rock, você também? Em gentil protesto contra os comentários pouco dignos de vocês dois, publico o texto de Bessa Freire aqui. Para além do protesto, porém, o publico para registrar minha adm…

E a turma mostra a que veio

Finalmente o Estadão sai do armário e assume que não está fazendo jornalismo, mas campanha aberta, com opção clara para um determinado candidato. No editorial de ontem, 26 de setembro, intitulado “O mal a evitar”, O Estado de S. Paulo declarou seu apoio à candidatura de José Serra, um candidato de “currículo exemplar”, em condições de “evitar um grande mal ao País”.

O Estadão assume assim, em definitivo, que é tendencioso, que tem um interesse bem claro com as manchetes que estampa em suas capas diárias e que está no jogo da política como um partido e não como um órgão de imprensa. Lula tinha toda razão no seu desabafo, portanto.

O Estadão ratifica, ainda, seu viés ideológico típico de classificar tudo o que vem do povo, da vontade do povo, como “facção”, coisa perigosa, de gente de menor valor, que não tem o direito de eleger quem quer que seja para colocar no palácio. O palácio é, para o Estadão, um lugar nobre demais para que uma nação de miseráveis vote com o estômago, com o bolso, …