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Um mundo plural e tolerante

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Joseph Weiler é o advogado de defesa de um grupo de nações, lideradas pela Itália, que recorreu da decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que dizia que os crucifixos nas salas de aula italianas violavam a liberdade religiosa (o recurso ainda não obteve resposta). É um dos maiores especialistas em direito constitucional europeu.

Na questão dos crucifixos, argumenta que remover a cruz é algo realmente antiliberal. Permitir a cruz é a posição liberal, a posição pluralista, porque a Europa tem tanto uma França quanto uma Grã-Bretanha. A França é um Estado oficialmente laico, enquanto na Inglaterra o hino nacional é "God Save the Queen" (Deus salve a rainha), e a Rainha é também a chefe da Igreja da Inglaterra. Toda imagem da Rainha em uma sala de aula britânica é tanto um símbolo nacional quanto religioso.

Você poderia dizer que essa é uma grande tradição, que é a Europa autêntica. A posição esclarecida é aceitar uma Europa que inclua a França, como também a Grã-Bretanh…

Eles incendiaram o mundo

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No ano passado, o carismático pastor Terry Jones (à esquerda na foto), um notório inimigo do islamismo, ameaçou queimar um Alcorão em praça pública no dia 11 de setembro. O próprio presidente Barack Obama pediu que ele não o fizesse, sob pena de provocar uma reação mundial incontrolável do mundo islâmico contra o gesto radical e preconceituoso. Pois no dia 20 de março um de seus fanáticos seguidores, o pastor Wayne Sapp (à direita na foto), completou o serviço para Jones. Ao seu lado, o próprio Jones assistia a tudo, em solene aprovação.

Wayne Sapp o fez durante um encontro solene, um culto no seu templo, diante dos pastores de toda a região vizinha. O livro sagrado dos muçulmanos foi considerado culpado por crimes e, depois, queimado solenemente. O veredito de Sapp, sob as vistas de Jones, parecia indubitável, quando o livro foi ensopado em querosene e incendiado em seguida. Depois do veredito Saap deitou o livro numa bandeja de metal, no centro do templo, e ateou fogo nele. O evento…

Vinte anos de Mythos!

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Hoje é um dia muito especial. Não porque seja 1º de abril, mas porque algo que parecia mentira acabou virando realidade. Há 20 anos Irene, Rubens e eu recebíamos o registro da Mythos Produções Gráficas Ltda. Este foi o embrião que deu origem à Mythos Comunicação, que é hoje uma agência publicitária, em parceria com o Cristiano Zambiasi, meu genro, e a Débora Lindner Zambiasi, minha filha.

Esses dias alguém me perguntou como é essa vida de pastor e empresário, ao que respondi que passei muitas noites sem dormir quando decidi dar o passo de sair debaixo das asas protetoras da “santa madre igreja” para dar vazão à minha paixão por comunicação. Ingrid, a minha amada esposa de quase 34 anos de convívio, sempre ao meu lado, dando força total e carregando o novo sonho com cores de esperança.

Estamos aí, 20 anos depois disso, lembrando com carinho os eternos amigos e compadres Rubens e Irene, que avançaram esse projeto na direção de um sólido casamento e hoje vivem na Suíça com os seus filhos.

O…

Tesouro inca é devolvido ao Peru

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Um primeiro lote de 363 peças de Machu Picchu chegou a Lima, vindas da universidade americana de Yale quase cem anos depois que foram retiradas pelo explorador Hiram Bingham da cidadela inca. Segundo o ministro da Cultura do Peru, Juan Ossio, até o final de 2012 Yale devolverá todas as 46.332 peças de Machu Picchu que foram retiradas por Bingham. Ele destacou o acordo entre a Universidade de Yale e a Universidade de San Antonio Abad, de Cuzco, para desenvolver pesquisas e trabalhar juntos.

As peças serão primeiramente expostas no Palácio do Governo e, em seguida, serão enviadas à Câmara Shell em Cuzco, onde permanecerão até a construção do Grande Museu do Tahuantinsuyo. O governo peruano e Yale fizeram um acordo no ano passado para que este primeiro lote de peças volte ao Peru, para comemorar o centenário da chegada de Bingham à cidade inca.

O acordo foi alcançado após negociações em meio a uma campanha internacional lançada pelas autoridades peruanas para obter o retorno total das 46.…

Portugal, um Estado brasileiro?

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A terrinha não seria um dos mais ricos, mas certamente um dos mais belos Estados brasileiros.


Em artigo publicado na edição de 25 de março, a equipe de colunistas da seção Lex do Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise econômica e política em que vive. Segundo o jornal, tornar-se um dos estados da federação brasileira seria um bom negócio para o país dos conquistadores – a antiga colônia, que já naquela época foi a salvação para um reino endividado até o pescoço. Portugal nem seria um dos maiores estados no Brasil, pois tem apenas cinco por cento da população e um décimo do PIB brasileiros.

A verdade é que Portugal é a próxima pedra do tabuleiro europeu a ser tomada no complicado tabuleiro do Euro. Por conta da grave crise, o premiê socialista José Sócrates renunciou ao cargo no último dia 23, após ver seu plano de austeridade ser rejeitado pela Assembleia Nacional Portuguesa pela quarta vez. De acordo com o presidente do Banco Central Europeu, Jea…

Para pessoas comuns com sonhos extraordinários

Esse vídeo é baseado numa história real, que mostra a mobilização de um grupo de amigos, hoje com 81 anos, que decidem, após a morte de um deles, empreender uma expedição com suas antigas motocicletas... O que impressiona é a determinação que pode brotar do mais profundo tédio e depressão, fazendo retornar a juventude e a vitalidade. "Para que vivem as pessoas?", é a pergunta. Responda com uma virada no seu modo de viver e de encarar a vida. Você irá se surpreender! Sonhe e realize seus sonhos. Sonhar é viver. Este vídeo é a prova. Ele foi formatado para pessoas comuns com sonhos nada comuns. A propósito, obrigado ao amigo Alexandre, que fez chegar este vídeo às nossas mãos. Publico aqui com entusiasmo.

A cumbuca segura a mão

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Segundo o filósofo de política internacional Michael Walzer, a intervenção armada do ocidente na Líbia é um erro. Tal ato intervencionista somente se justificaria em caso de um genocídio, o que daria motivo para promover uma “guerra humanitária”. Segundo Walzer, entretanto, o que acontece na Líbia no momento não justifica uma guerra humanitária, nem representa um genocídio, no sentido de um massacre como o que vinha sendo promovido pelo Khmer Vermelho no Camboja, nos anos 70.

A intervenção irá provocar um banho de sangue na Líbia e não conseguirá seu principal intento, que é o de pegar Kadafi (embora esse objetivo não esteja bem claro também). Apoiar uma oposição que já está praticamente derrotada é temerário e não se justifica, porque dessa maneira se teria que intervir em outros países também só porque a oposição não consegue vencer quem está no comando (a Venezuela, por exemplo).

A comunidade internacional não deveria abrir uma trilha tão temerária para justificar esse tipo de inte…