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Cabra marcado para morrer

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O deputado Marcelo Freixo está na Europa com a mulher. Não foi passear. Viajou a convite da Anistia Internacional. Ameaçado de morte nada menos do que sete vezes durante o mês de outubro, ele foi preservar a sua integridade física; a própria vida.

O motivo das ameaças é a sua luta por justiça contra as milícias que assassinam gente às pencas no Rio de Janeiro, integradas por policiais militares e outras pessoas interessadas em justiciamento. Instauraram o clima de terror no Rio e qualquer pessoa que se colocar no caminho será sumariamente eliminado, não sem muitas ameaças antes, para deixar bem claro quem é que manda. O pior é que isso não está acontecendo só no Rio.

Mas, pasmem, além de não fazer nada para proteger Freixo das ameaças de morte, deixando-o com o problema como se fosse uma questão pessoal, de foro íntimo, espalharam por aí que Freixo foi com a mulher para a Europa fazendo estardalhaço sobre as ameaças, tudo para tirar proveito eleitoral da viagem.

Ele foi a convite da…

Caçado com boa razão

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Cresci como filho
de gente rica. Meus pais deram-me
uma gravata e me educaram
nos hábitos de ser servido.
Ensinaram-me também a arte de mandar.
Mas quando cresci e olhei em volta
não gostei da gente de minha classe,
nem de mandar nem de ser servido.
E deixei a minha classe,
indo viver com os deserdados.
Deste modo, criaram um traidor.
Ensinaram-lhe as suas artes,
e ele passou
para o lado dos inimigos.
Sim. Eu revelo segredos.
Estou no meio do povo e relato
como eles o enganam.
Prevejo o que virá,
pois estou a par de seus planos.
O latim dos padres venais
traduzo palavra por palavra
na linguagem comum.
Assim todos vêem os seus disparates. Pego
nas mãos a balança da justiça
e mostro os falsos pesos. Os espiões
me delatam, revelando que estou
ao lado das vítimas
quando se dispõem a atacá-las.
Eles me advertiram e me tomaram
o que tinha ganho com meu trabalho.
E como não melhorei,
começaram a caçar-me.
Mas em minha casa só encontraram escritos
que denunciavam …

História real dos turcos na Alemanha

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Operários turcos na mina Neu Monopol, em Unna-Alemanha

Tem muita gente que, sem conhecer o fator que originou a realidade em que vive, comete injustiças e equívocos em seu julgamento sobre pessoas e situações. Um caso típico desses é a realidade crescente de discriminação e xenofobia na Europa de hoje, especificamente na Alemanha. Muitos pensam, por exemplo, que os turcos promoveram uma verdadeira invasão da Alemanha em busca das benesses do desenvolvimento e da riqueza daquele país. Por isso, hoje são condenados por reinvindicarem espaço, direitos e mais igualdade nas comunidades em que vivem, muitas vezes já sendo até netos dos imigrantes turcos de outrora e, portanto, cidadãos alemães plenos. São condenados por uma parcela significativa da sociedade alemã, que os julga como invasores.

Para quem não sabe a origem da comunidade turca na Alemanha, tudo começou no dia 30 de outubro de 1961, data a partir da qual foi assinado um “Acordo de Recrutamento” com o governo da Turquia, com o o…

As mulheres alimentam o mundo

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Segundo a Actionaid, o número de famintos no mundo deverá ultrapassar a marca de um bilhão de pessoas ao redor do final desse ano. As mulheres agricultoras são uma parte vital da solução dessa crise, como nunca antes. Elas são as principais responsáveis pela produção de alimentos por meio da agricultura familiar em pequenas propriedades ao redor do planeta.

A agricultura em escala reduzida produz a metade de todos os alimentos consumidos no mundo. A maior parte dos produtores é constituída de mulheres, que têm papel fundamental na alimentação de comunidades rurais e de nações inteiras. Ao mesmo tempo, entretanto, também são essas mesmas mulheres as mais prováveis candidatas a passar fome.

O principal motivo é que as políticas agrícolas muitas vezes negligenciam as suas necessidades e estão cegas aos obstáculos que elas enfrentam na produção dos alimentos. Se essas mulheres agricultoras tivessem maior acesso a treinamento, tecnologia, financiamentos e mercados para comercializar seus…

Crianças são as mais vulneráveis

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A Organização das Nações Unidas estima que o mundo abrigue 100 milhões de crianças que vivem ou trabalham nas ruas. Esse contingente constitui um dos grupos mais vulneráveis a abusos de direitos. “Seu mundo é um mundo de desesperança, estigma, discriminação, indigência, pobreza e violência”, disse Navi Pillay.

Pillay é a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. O tema será objeto de consulta, que começa hoje, em Genebra. Essas crianças devem ter seus direitos fundamentais respeitados e protegidos pelos Estados e pela população adulta. Pillay entende que os governos não podem penalizar crianças que desempenham atividades para sobreviver, como pedir esmolas e vaguear.

Para o operador de redes internacionais para a defesa dos direitos da criança na América Latina e co-fundador do Observatório Selvas, Cristiano Morsolin, a violência social, nas suas mais diversas manifestações como conflito armado, criminalidade, violência institucional e de gênero, “é um dos problemas mais grave…

Palestina é admitida na Unesco

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Crianças palestinas olham por um buraco para as terras usurpadas.

A adesão da Palestina à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Estado-membro afeta as perspectivas de um acordo de paz, afirmou nesta segunda-feira o governo israelense, ao condenar “a manobra unilateral” palestina. A conseqüência imediata é que o governo dos EUA anunciou que pretende suspender os repasses financeiros à Unesco. Os israelenses deverão seguir o exemplo norte-americano e retirar o apoio financeiro.

Em 2011, a contribuição financeira dos EUA para a Unesco foi de 70 milhões de dólares, o que representa 22% do orçamento da organização. Junto com a parte de Israel, o total de ajuda representa cerca de um quarto do seu orçamento, o que fará com que seja difícil à entidade cumprir sua missão.

A delegação do Brasil votou pelo ingresso da Palestina na Unesco. A decisão foi aprovada por 107 votos a favor, 14 contrários e 52 abstenções, e representa a primeira vitória dos …

Bem-vindo e boa sorte!

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O habitante de número 7 bilhões da Terra é russo, recebeu o nome de Piotr e nasceu em Kaliningrado, às margens do Mar Báltico. O bebê nasceu poucos minutos depois da meia-noite no Centro Perinatal de Kaliningrado, cidade escolhida pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) para marcar a chegada simbólica do habitante de número 7 bilhões no planeta.