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Uma nova era geológica

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A história do planeta Terra – que segundo os cientistas tem 4,5 bilhões de anos – é dividida em eras geológicas. Segundo tal classificação temporal, é possível estabelecer as diferentes épocas da formação geológica. Atualmente vivemos o Holoceno, que marca os últimos 12 mil anos após o fim da última Idade do Gelo, ou era Glacial, com a relativa estabilização dos níveis dos oceanos e marcada pela última grande extinção em massa de espécies que somente conhecemos a partir dos seus fósseis, como o mamute, o tigre de dente de sabre, a nossa preguiça gigante da Amazônia e muitas outras.

Um grupo de cientistas australianos e britânicos, participantes da conferência “Planet under Pressure”, em Londres, está pressionando a comunidade científica para que se anuncie a chegada de uma nova era geológica, que denominam de Antropoceno, ou “era do Homem”.

Os indicadores dessa nova era são as mudanças climáticas dramáticas que estão ocorreno no planeta por conta da ação do homem, e que são, segundo…

Essa luta também é sua

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O mundo da Internet nos brinda cada vez com maior frequência com aqueles famosos e-mails que começam com o aviso “repassando…” e terminam com o pedido “envie isso para o maior número possível de pessoas”. Todos eles invariavelmente apresentam a fórmula de redenção do mundo.

Um desses e-mails vem com o pedido “devolvam-me o mundo que me roubaram!”, listando todos os valores que teriam desaparecido desde o tempo da nossa avó.

A impressão que tenho é que o que tiraram dessas pessoas os filhos a quem deviam ter ensinado tais valores que costumavam valer em outros tempos. Imagino que, se os valores da sociedade se perderam é porque o autor desse desesperado pedido não teve oportunidade ou, simplesmente, se esqueceu de passá-los adiante.

Por isso, aproveito para inverter a questão: não fique reclamando que tiraram o mundo de você. Pergunte o que você fez com o mundo que lhe deram.

Essa ilha é minha!

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O general Galtieri anunciando a guerra contra os ingleses.

No dia de hoje, há 30 anos, começava uma guerra por um arquipélago insignificante, no sul do Oceano Atlântico. No dia 2 de abril de 1982 iniciava o conflito armado entre a Argentina e a Grã-Bretanha em torno das Ilhas Malvinas, denominadas Falkland pelos seus donos, os britânicos. A guerra durou 74 dias, matando 266 militares britânicos e 650 militares argentinos.

As ilhas continuam sob bandeira britânica, e a guerra precipitou o fim da falida ditadura militar argentina, sob o comando do general Leopoldo Galtieri, e deu novo impulso à primeira ministra Margareth Tatscher.

Olhando no mapa, as Malvinas são obviamente argentinas. Para os britânicos, entretanto, elas ainda hoje representam um pouco o decadente Império Britânico, no qual o sol nunca se punha. Só que já faz séculos que isso não é mais assim. De todo aquele poderio ficou somente o orgulho. E é somente o orgulho britânico que mantém aquelas ilhas insignificantes com…

Dia Mundial pelo autismo

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de conscientização pelo Autismo. Veja o vídeo acima e junte-se a nós.Setenta milhões de pessoas em todo o mundo agradecem.

A paixão em banners

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Desde o dia 26 de março, um imenso banner de dois por oito metros foi afixado na fachada do templo luterano Catarina, da Igreja Luterana de Hessen e Nassau, em Frankfurt-Alemanha. O banner tem uma foto de uma mão em sinal de V da vitória, com um buraco ensaguentado no meio, apoiada pela palavra “Sacrifício?”.

Segundo o presidente da igreja luterana da região, rev. Volker Jung, o objetivo do banner é motivar um debate profundo sobre a sexta-feira da paixão. A partir desta terça-feira, o banner receberá a companhia de outros exemplares em prédios e postes da cidade e da região.

A reflexão dos luteranos é despertar para o sentido da sexta-feira de paixão. Ela é um dia de reflexão sobre a morte injusta de Jesus na cruz do Gólgota em favor da humanidade. É também um dia de esperança pelo fim de todas as formas de violência e de sacrifícios. Não por último, é um dia de luto pelos sacrifícios de toda espécie que continuam a ocorrer entre nós. Entre eles estão os sacrifícios causados por ab…

Entrada nada triunfal

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Ontem lembramos o início de uma semana decisiva na vida de Jesus. Desde a sua entrada “triunfal” em Jerusalém até o domingo de Páscoa, uma série de acontecimentos vai construindo uma história paradoxal e reveladora. Ao longo desses oito dias vai sendo construído o álbum de fotografias da essência divina e humana. De certo modo, é uma história de sucesso às avessas. O anticlímax é o escopo desta semana, que a cristandade convencionou chamar de “via crucis”.

O primeiro dia da semana já começa com um acontecimento revelador. O que se conhece por entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é, na realidade, um irônico teatro do mais puro deboche.

Que entrada “triunfal” é essa, em que o rei vem montado num jegue? Qual é o triunfo de quem chega assim? Seu séquito real é formado por um bando de gente maltrapilha e eremita. Segue Jesus por toda parte, à espera de um milagre. Que recepção é essa em que um grupelho de gente simples e sem importância vai estendendo suas roupas pelo chão, simulando u…

Briga de comadres

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A incompreensível demora do governo em instalar a Comissão da Verdade, já aprovada pelo congresso há meses, está levando o julgamento da história do Brasil para as ruas e da pior forma possível. Ontem, no Rio, diante do Clube Militar, o confronto entre os que pedem justiça e os militares que defendem o regime de 64 chegou às raias da pura falta de educação.

Xingamentos, cuspidas, ofensas e um nível que beira a baixaria reinou diante do prédio em que se entrincheiravam militares em defesa deles próprios. Os manifestantes não respeitaram os entrincheirados em seu próprio território e demonstraram uma inaceitável sanha de fazer justiça pelas próprias mãos, enquanto os militares, em atitude de quem tem certeza de que jamais sentarão no banco dos réus pelos crimes cometidos durante a ditadura, zombavam das reivindicações dos manifestantes com gestos e declarações pouco condizentes com a farda que vestiam.

A culpa, no final das contas, é do governo. Falta o quê? Coragem? Determinação? Ou…