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"Eu tenho um sonho" completa 50 anos

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Hoje completam-se 50 anos em que Martin Luther King Jr. realizou seu mais emblemático discurso. O discurso, feito no dia 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Mais de duzentas mil pessoas estavam na plateia.

Segundo o congressista John Lewis, que também fez um discurso naquele dia, como o presidente do Comitê Estudantil da Não-Violência, "o Dr. King tinha o poder, a habilidade e a capacidade de transformar aqueles degraus no Lincoln Memorial em um púlpito moderno. Falando do jeito que fez, ele conseguiu educar, inspirar e informar [não apenas] as pessoas que ali estavam, mas também pessoas em todo os EUA e outras gerações que nem sequer haviam nascido".

Ainda hoje, meio século depois, as palavra de Luther King Jr. continuam inspirando sonhos, utopias, e principalmente a esperança de que um…

Uma história sobre médicos

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Desumanidade enfiada por debaixo da porta

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O Senado e os selos

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Ao longo de quase 25 anos, eu mantive uma caixa postal nos correios. Há duas décadas isso era importante, porque tudo vinha por ela, que era a minha janela para o mundo. Nos últimos anos, eu recebia uma meia dúzia de cartas e muita propaganda através daquela portinha. Ao perceber a inutilidade, na era da internet e dos emails, em 2013 eu não renovei a caixa postal.

Por que eu conto isso? Porque simplesmente - como dizem os gaúchos - "me caíram os butiá do bolso" ao ler no jornal que o nosso valoroso Senado, em plena era dos emails, gastou quase 2 milhões de reais com a compra de 1,4 milhão de selos! Como se este absurdo por si só não bastasse, eles ainda por cima dizem "não saber o que foi feito com este material", determinado pela área administrativa como "cota postal".

O que irrita ainda mais é a sensação de ser roubado diariamente... Os nossos impostos são consumidos assim, enquanto falta para todas as coisas importantes que poderiam tornar o…

Amarildo é um caso de rotina na polícia

O desaparecimento de Amarildo de Souza na favela da Rocinha indigna a sociedade brasileira há dias. Levado pela polícia em mais uma óbvia confusão baseada na truculência policial e no histórico racismo de condenar negros e pobres somente pela aparência, Amarildo desapareceu. E foi levado sem ter qualquer ficha criminal contra ele. Como o Brasil está num momento de sociedade mobilizada, protestos e muita cobrança popular colocaram a história de Amarildo nas ruas.

Mas, segundo a Anistia Internacional, a história de Amarildo somente virou notícia por uma dessas coincidências estranhas. Uma história pescada entre muitas. Na verdade, bota muitas nisso. A entidade internacional de defesa dos direitos humanos afirma que a polícia brasileira é despreparada, truculenta e preconceituosa. Esses ingredientes contribuíram para o misterioso desaparecimento de 90 mil brasileiros nas mesmas condições de Amarildo nos últimos 20 anos.

Como não deu para explicar convincentemente o desaparecimento de Ama…

Caçadores à solta, ambientalistas caçados

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Wigold, depois de levar um tiro na mão, argumentando com o caçador (a tarja no rosto do caçador foi sugestão do advogado do casal de ambientalistas)

Os 30 anos do primeiro banho do Cascão

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Todo mundo sabe que o Cascão detesta banho e que foge da água que nem o diabo da cruz. Mas, por incrível que pareça, Maurício de Souza já fez o Cascão tomar banho.

Obviamente, foi por uma boa causa. Este banho está completando 30 anos em 2013. E acho que, desde então, o danado do Cascão nunca mais teve qualquer contato com água! Mas o Cascão entrou na água em 1983, em Santa Catarina, para ajudar crianças durante as enchentes que desabrigaram 200 mil pessoas no Sul do Brasil.

Ah, como eu lembro daquele ano! A nossa segunda filha, a Débora, nasceu em 1982 e lembro que choveu um ano inteirinho. Até tivemos que comprar uma secadora para ter fraldas para ela. E aí, em 1983, enfrentamos meses de cheias constantes, até que a água se instalou de vez, ao longo de mais de 25 dias, nas principais cidades do Vale do Itajaí.

Privilegiados, nós morávamos em Timbó, uma das cidades que menos sofreu com toda aquela catástrofe das águas.

Fomos com o Fusca da paróquia de Timbó até Rio do Sul, repleto …