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Procura-se pastor motociclista

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Cerca de 25 mil motociclistas e suas máquinas participaram do culto em Hamburgo, no dia 22 de junho. 
A Igreja Evangélica do Norte da Alemanha está procurando um pastor para coordenar o programa que mantém junto aos motociclistas. O pastor Joachim Lenz, que entrou no programa apesar de ser o ministro responsável pelo Dia da Igreja Evangélica em Fulda, não tem espaço na agenda para tocar os dois projetos. O pastor Joachim Lenz organizou o culto deste ano, mas tem outra função e busca um substituto.
Uma das principais tarefas do pastor dos motociclistas é organizar o encontro anual, junto com uma comissão de voluntários motociclistas coordenada por Bernd Lohmann. O encontro deste ano, em Hamburgo, no dia 22 de junho, reuniu 25 mil motociclistas, apesar da chuva. Estavam sendo esperados 35 mil. O culto na igreja de São Miguel lotou o templo até o último lugar e estava sob o tema “Olhos abertos!”, para o trânsito e para a vida. “No meio de nossos passeios de moto, não percamos o céu de vis…

Estou rindo à toa!

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Há cerca de dois meses eu falava a quem quisesse ouvir: "Vocês vão ver! Não vai acontecer nada durante a Copa. Vai ser tudo redondinho e essa história de que 'Não Vai Ter Copa' é um discurso vazio, que não vai pegar!"
A minha vontade de rir à toa aumenta desmedidamente, quando leio o editorial da RBS de hoje: "Começam a se confirmar as previsões mais otimistas sobre o impacto da Copa na vida dos brasileiros e de estrangeiros que vieram participar da festa...", embarca a subsidiária da Globo no discurso quase inflamado de euforia pela beleza do espetáculo, pela simpatia do povo brasileiro, pelos poucos deslizes até agora ocorridos.
O editorial chama o Brasil de "anfitrião exemplar". Afirma que "obras atrasadas, questionamentos sobre prioridades, EVENTUAIS(!) falhas de planejamento e problemas PONTUAIS(!) de organização são DA NATUREZA DE ACONTECIMENTOS GRANDIOSOS(!)". Me digam (estou me beliscando!), tenho ou não motivo para rir à toa?
O …

As enchentes e "o outro lado do muro"

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Vista panorâmica da Barragem Norte, em José Boiteux.
"É de conhecimento e de angústia de todos a situação das nossas cidades frente às chuvas. Blumenau, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Rodeio, Corupá, Massaranduba, Schroeder, Gaspar... Desespero e incertezas novamente estão presentes, e em tão pouco tempo.
Eu gostaria de colocar nesta triste lista mais um nome e que por inúmeras vezes é ignorado, e que tem papel fundamental para que a tragédia não seja pior em nossas cidades: o outro lado do muro.
A Barragem Norte, localizada no Município de José Boiteux, é uma das comportas que controla o forte fluxo de água que entra no Rio Itajaí-Açu. Para minimizar a quantidade de água que chega em nossas cidades (imaginem se viesse mais água???), o que tem atrás deste muro precisa ficar submerso. E atrás deste muro têm pessoas, que vivem na Terra Indígena Xokleng-Laklãnõ.
Por estar trabalhando no COMIN (entidade que atua com os povos indígenas dentro da Terra Indígena Xokleng-Laklãnõ), recebi li…

Tentando voltar...

Ao abrir o meu blog, levei um susto. Faz um bocado de tempo que não ando postando nada por aqui. Vou me redimir daqui por diante. É que entrementes estive viajando, com um mês de ricas experiências na Alemanha. Nesse tempo, fiquei mais de duas semanas trabalhando intensamente sobre o tema sustentabilidade, ao lado de um precioso grupo de brasileiros e brasileiras, na Frísia do Norte, na Alemanha. Tem muitas experiências para compartilhar. Aguardem.

Conhecer o índio de carne e osso

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A professora Ingrid Lindner, da Escola Barão de Blumenau, minha amada esposa, iniciou no ano passado um trabalho cultural/social com a sua turma do quarto ano, voltado a desarmar preconceitos em relação a outros povos e culturas, especialmente em relação ao povo Xokleng que vive na Reserva Duque de Caxias. Graças a seu empenho, todas as turmas do quarto ano da Barão estão indo à Aldeia Bugio, em Dr. Pedrinho (SC), visitar a bela trilha que jovens indígenas organizaram na floresta, bem na nascente do Rio Benedito. É um lugar preservado que, entre outras espécies, tem centenas de exemplares do raríssimo xaxim-bugio - outrora dizimado para fazer potes para orquídeas, também impiedosamente arrancadas da nossa belíssima mata atlântica.

As visitas têm sido um banho de cultura e cidadania. A trilha montada pelos jovens indígenas se transformou numa fonte de renda para eles, e contribui para fixar os jovens na aldeia, além de ajudar no resgate da cultura do seu povo, que é mostrada num lindo m…

A barbárie diante da porta

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Cena 1: Jovem, 21 anos, carro na mão, madrugada, balada e festa... Pressa desnecessária, absurda, incompreensível... Encontra um veículo à sua frente, com um casal a bordo... Rua Tuiuti, na minha cidade natal, Rio do Sul... A moto é considerada um obstáculo a ser superado... como num videogame... O jovem arrogante encosta, ameaça passar por cima... O Casal protesta...

Cena 2: O jovem de 21 anos avança, encosta na moto e derruba co veículo com o casal a bordo... Em sua sanha, não se intimida. A mulher cai debaixo do seu veículo... Ele continua o seu glorioso passeio, com a mulher debaixo do seu carro... Por 100, 200, 300 metros... meio quilômetro... Um taxista o aborda para que pare. Perto dos 800 metros ele finalmente pára... Foge do local, o covarde.

Cena 3: A mulher embaixo do carro está milagrosamente viva... Mas o capacete desgastou-se até o forro (veja a foto)... Ela tem os dois seios seriamente mutilados, pelo atrito contra o asfalto. Ela está internada e seu estado é desconhecido…

A farsa dos dois demônios

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A nova investida do Dr. César Zillig no SANTA de hoje, 07 de abril, com sua absurda teoria do mal menor necessário para evitar que o Brasil virasse uma Cuba, defendendo o golpe militar de 1964, é um grito de uma parte da nossa sociedade que tenta justificar a qualquer custo aquelas barbaridades. Ela se baseia numa farsa histórica, segundo a qual havia dois demônios em batalha: o comunista e o verde-oliva. A teoria se destina a maquiar a história para justificar a violência dos coturnos e joga com a batida teoria do combate aos terroristas. A esmagadora maioria que estava contra o golpe NÃO ERA de terroristas. Eu era contra o regime militar e nunca fui terrorista. Aliás, odeio armas, nunca peguei em armas e, só por isso, a única cor verde-oliva que eu aprecio é a das azeitonas (adoro!).

Não vou mais argumentar. A gente cansa...

Sobre a farsa histórica dos dois demônios, prefiro deixar aqui as palavras de Breno Altmann. Confira.