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Um nó em Blumenau

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Ontem aconteceu aquele temido nó no trânsito de Blumenau, que ninguém conseguiu ou soube desatar.Foi como espuma na cerveja: Vai se desfazendo aos poucos, lentamente, por conta própria. E olha que demorou horas! Cada um no seu quadrado! Todo mundo sabe o que significa esta frase. Para trabalhar com medicina, tem que ser médico; farmácia tem que ter farmacêutico, pedagogia é coisa de professor. Só o SETERB, na nossa "germânica" Blumenau, não aprende. Se tiver algum engenheiro de tráfego a serviço daquela autarquia, melhor nem comentar. Porque de trânsito, ali, ninguém entende do riscado. Copiam Bierretzepte und Lederhosen da Alemanha mas ninguém por aqui nunca ouviu falar de engenharia de tráfego. Pelo menos, no SETERB, não. Só três coisas que gente da área resolveria facilmente: 1. SEMÁFOROS NÃO SINCRONIZADOS. Taí algo que não dá para resolver de dentro do gabinete. Tem que ir para a rua, cronometrar, regular no capricho, dia sim dia não. Tem alguns aí, nos grandes gargalos…

A graça de Deus é otária

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Uma afronta ao bom censo. Assim seria classificada a ousadia trabalhista daquele vinhateiro. "Você quer subverter a ordem trabalhista em nosso meio?", perguntariam seus colegas proprietários de vinícolas. "Depois não se queixe, se não conseguirmos mais ninguém para colher as nossas uvas!". É que ele havia decidido pagar o salário mínimo aos seus trabalhadores. Mas saiu em diferentes horários, pois não conseguiu todos os trabalhadores logo de manhã. Ao meio dia, contratou mais alguns. No final do dia, ainda encontrou alguns sem trabalho e os contratou também. E no final do dia, pagou igual pra todo mundo: um salário mínimo, conforme combinado. Ah, mas o barraco rolou solto, assim que os primeiros viram que a turminha do fim da tarde recebeu a mesma coisa. Imagina! Que absurdo! (Confira a história de Jesus, em Mateus 20.1-16). "Eu sei o que vai acontecer", profetizou um dos viticultores naquela exacerbada reunião de classe... "Amanhã você vai sair para…

A salvação e as gaiolas

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Os três reis magos nos ajudam a ter mais tolerância, sabe por quê? Essas pessoas que se aproximam do presépio são estranhas e, antes de qualquer coisa, muito suspeitas. Segundo os teólogos, eles não eram nem três, nem reis, nem magos, com toda a carga que esta condição traz consigo. A tradição os fez três, porque três são os presentes. Mas o seu número permanece um grande mistério. Para o pastor Lisandro Orlof, eles são suspeitos “porque vêm de um grupo que está fora da comunidade de fé”, o que é um escândalo. “Deus se revela àqueles grupos que, por diversas razões, se excluíram ou nós excluímos dos limites da comunidade de fé”. Isso coloca em cheque o pensamento de que “a salvação não existe além das hipotéticas fronteiras que temos estabelecido para limitar a ação de Deus aos grupos que consideramos politicamente corretos”. Isso é um escândalo para muitos, porque “a ação de Deus vai além de tudo o que podemos compreender e, pior, além do que podemos tolerar”. Orlof atingiu o âmago d…

Alcantaro, segurança e confiança

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A morte de Alcantaro Correa mexeu comigo. Conheci o homem pessoalmente, quando ele era o diretor presidente da Electro Aço Altona. Eu, com um orgulho enorme, tinha esta empresa na minha carteira de clientes, nos primeiros anos da Mythos Comunicação e, mensalmente, sentava com o RH da empresa para montar o informativo que ia para os mil e poucos funcionários da maior fundição do Vale do Itajaí. Falei pessoalmente com ele na grande festa dos 80 anos da Altona. Era um homem simples, correto, e extremamente competente. Alcantaro Correa tirou a Altona de uma difícil situação nos anos 80 e a projetou internacionalmente nos anos 90. Lembro de algumas fotos publicadas no informativo da empresa, de enormes turbinas que saíam de lá de madrugada, sobre carretas com dezenas de rodados. Foi naquele tempo que eu tive contatos em 3D com as regras da gestão empresarial séria, internacionalmente regulada pelas rígidas normas ISO. Aquela enorme fundição, que no passado já era um verdadeiro caos mistura…

O medo primordial

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Estou impressionado! Alguns dias de Guarda Municipal de Blumenau apontando o radar móvel para as belas curvas da Rua das Missões/Dois de Setembro, e uma deliciosa ordem se instalou. A velocidade máxima no trecho entre a rodoviária e a ponte de ferro reduziu, milagrosamente, de 100 Km/h para 70 Km/h. E a velocidade média, pasmem vocês, está dentro do limite da via, que é de 60 Km/h! Não é fantástico isso? Só um rígido controlador externo para por ordem na nossa incontrolável propensão à desobediência. A lei, os guardas e, mais, o medo das consequências - a multa que vem pelo Correio e os pontos na Habilitação - inibem a infantil peraltice desobediente dentro das pessoas. Tem a ver com um medo primordial. O medo do castigo eterno pelo pecado; de um Deus de barba branca e olhos de cyborg (lembra, do tutututututu e a visão ampliada de Steve Austin, o Homem de Seis Milhões de Dólares?)... Na infância, a gente tinha certeza de alguém aí em cima, nos vigiando o tempo todo, não é? E é este me…

A tragédia do amianto. Santa Catarina participa.

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A insistência da indústria brasileira com o amianto é uma tragédia e uma vergonha mundial. O jornal The Guardian divulgou um vídeo mostrando que mais de 15 mil brasileiros morrem todos os anos por conta de doenças provocadas pelo amianto. Isso é três vezes o número de pessoas que morreram de ebola na África e representa dez por cento do total mundial de vítimas. Mesmo assim, a indústria brasileira do amianto, seguindo na contramão do mundo inteiro, trava uma luta feroz na justiça contra as multas que deve pagar às famílias das vítimas e contra a decisão de assinar o tratado de banimento mundial do amianto. A principal indústria do setor no Brasil é a Eternit. Em vista da pressão dessa indústria, o Brasil reluta em assinar os tratados internacionais acordados na Convenção de Roterdã, tendo o Ministério das Minas e Energia como leão de chácara. O produto já foi banido pela indústria em 66 países, entre eles a Argentina, o Chile e o Uruguai. Até em diversos estados brasileiros a proibiçã…

Bolivarianismo?

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Pronto, inventaram mais um palavrão para xingar nas redes sociais. Depois de comunista, terrorista, petralha ou coxinha, agora as pessoas vêm com essa de bolivariano. Ninguém sabe muito bem o que quer dizer, mas tá bombando! Serve pra xingar desafetos políticos, então vamos usar. Afinal, é preciso impedir que o Brasil vire um país "bolivariano". Como diz o Emir Sader, o povo agora anda com medo de ter um bolivariano debaixo da sua cama... Que coisa! Bem, antes de imaginar que está numa heroica luta para livrar o Brasil daquela "pereba" do chavismo venezuelano, consulte a Wikipedia. Quem foi Simón Bolívar (1783-1830), afinal? Este é um bom começo. O nome de Bolívar tem um importante significado para um amplo espectro político que vai da esquerda à direita, em toda a América Latina, mesmo após 200 anos de sua morte. O que há de realmente original nisso é de se perguntar. O "bolivarianismo" é algo muito vago e impreciso. Já o próprio personagem histórico era…