terça-feira, 13 de setembro de 2016

Jörg Zink morre aos 93 anos
Sei que, mais uma vez, escrevo um texto longo, que poucos irão ler. Mas não tem como ser diferente. Entre formador de opinião e um homem de Deus de múltiplos dons e capacidades, que falou dos grandes temas da fé para a atualidade, Jörg Zink é dos grandes da Cristandade. Saiba porque, abaixo.
Jörg Zink está entre os grandes escritores do século 20. Suas obras espalharam-se por todo o mundo, em dezenas de traduções. Destaque foi a sua tradução particular do Novo Testamento e de seleções do Antigo Testamento, que levou o texto bíblico de forma nova e pessoal a milhões de pessoas. Sua extensa obra literária reúne mais de 200 livros, com uma tiragem total de 20 milhões de exemplares.
Filósofo, teólogo, pastor e relações públicas, Zink foi jornalista, escritor, produtor e apresentador de TV, e formador de opinião sobre temas atuais. Ele nasceu na Alemanha em 1922 e foi um dos principais articuladores da paz mundial e pioneiro do debate ecológico. Seu nome está inscrito entre os fundadores do Partido Verde da Alemanha (Die Grünen), ajudando a transformá-lo de um grupo de protestos em opção política de peso.
Durante duas décadas ele foi um apreciado apresentador de televisão, com programas como Wort zum Sonntag (Palavra para o Domingo), no canal ARD e outros. Também foi frequente palestrante nos Dias da Igreja na Alemanha. Sua última participação foi em 2011 numa tela gigante, pois estava impedido de comparecer pessoalmente por conta de uma cirurgia.
Também foi produtor de 40 filmes sobre os países do Oriente Médio, falando de história da religião e de sua cultura. Além de autor de letras de muitos hinos, ele também era engajado socialmente em diversas frentes, entre outros pela inclusão. Recebeu o prêmio Protetor Nacional da Natureza, o prêmio de pregador pelo conjunto de sua obra e muitos outros.
Para a Igreja Evangélica de Würtemberg, onde ele atuou, Zink foi um dos grandes comunicadores do evangelho. Sua obra contribuiu decisivamente para o fim da era das grandes guerras, da injustiça social, da exploração da natureza e dos conflitos religiosos. Fez tudo isso com mensagens diretas, simples, compreensíveis e que também chegavam bem a pessoas sem formação teológica.
De sua extensa biografia consta também a direção de um instituto de formação para jovens, cultura e serviço social na Casa Burghardt em Gelnhausen (1957-1961), duas décadas como responsável pela comunicação e atividades televisivas de sua igreja territorial e, desde 1983, como relações públicas independente. Jörg Zink faleceu no dia 9 de setembro em sua casa em Suttgart, aos 93 anos, deixando a esposa Heidi e quatro filhos com suas famílias.

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