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Mostrando postagens de Julho, 2014
A história recente esconde coisas que a gente até duvida que existiam. Hoje, você vê corridas de Superbike, com os pilotos inclinando suas máquinas até encostar o joelho no chão e dando sempre a impressão de que, na próxima curva, realmente irão beijar o solo. E, de fato, não é raro que o beijem.
Pois havia um tempo em que as motos não passavam de bicicletas motorizadas. Mas já havia corridas. Só que as pistas eram ovais... e de tábuas de madeira. Isso mesmo, tábuas de madeira! Essas corridas eram chamadas de “Board Track Racing” ou “Motordrome” e eram muito populares nos EUA no início do século 20.
Segundo o blog “Pelas estradas”, a primeira pista coberta de madeira foi inaugurada em 1909 em Los Angeles e tinha o nome de Coliseu de Los Angeles e se inspirava nas famosas pistas de madeira para corridas de bicicleta, que eram usadas nas Olimpíadas à época.
Nessas pistas aconteciam “espetáculos onde homens pilotavam motos a velocidades de quebrar o pescoço”, diz o blog, que chegavam a …

O Bolsa Família da Família Neves

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A lambança vem desde 1983, com Tancredo governador. Acompanhe o passo-a-passo de um plano que pode livrar o titio Múcio de uma devolução de dinheiro público desviado para seu terreno particular, pelo cunhado e então governador mineiro. Resumo: 1) Tancredo acertou com Múcio (prefeito de Cláudio em 1983) gastar, em valores atualizados, 497,5 mil Reais com uma pista de terra na fazenda do então prefeito. Que teria de desapropriar a sua própria fazenda para a obra pública. 2) Múcio se “esqueceu” de desapropriá-la e Tancredo fez a obra sem fiscalizar o processo de desapropriação. O MP abriu ação de improbidade administrativa e exigia o ressarcimento aos cofres público do investimento feito. 3) Décadas depois (2008), o neto de Tancredo, já governador do estado, resolve a querela: desapropriou o terreno que já era objeto de disputa judicial e fez o aeroporto. 4) Num jogo que parece combinado, o tio Múcio (o mesmo de 1983 e proprietário do terreno) entra na justiça, contestando o valor da de…

A única verdade é a morte

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Alguma vez, já faz muito tempo, porém diante de outra situação bélica, escrevi que para além dos argumentos, válidos ou não, das explicações, que na maioria dos casos se parecem mais com desculpas ou pretextos do que com razões que surgiram na inteligência humana, a única verdade é a morte. É isto que está acontecendo por esses dias na Faixa de Gaza. A isso se poderia acrescentar, com a mesma força e as mesmas evidências, o episódio recente que terminou com a derrubada de um avião comercial na Ucrânia. À margem das palavras, a morte de seres humanos inocentes é a verdade terrível e acusadora que nos atinge na cara como sociedade, como comunidade humana, como civilização.

Poderíamos ingressar no campo das análises e das considerações políticas. Elas existem e não são menos importantes. Mas nem sequer vale a pena entrar nesse terreno quando os campos e as ruas se cobrem de corpos inertes, sem que ninguém possa explicar minimamente a razoabilidade da absurda e demente semeadura de morte. …

Tragédia, a nossa?

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Enquanto o país inteiro chora, faz piada e entope as redes sociais com sua raiva intestinal, extravasando seu lamento pela "tragédia" dos 7x1, outra tragédia real vai sendo construída bem debaixo do nosso nariz: Para cada gol, uma criança morta. É isso mesmo. E olha que nem o golzinho do Brasil escapou de entrar na conta. 

Uma insana chuva de mísseis israelenses na Faixa de Gaza já matou oito crianças. A destruição de 64 casas palestinas, a morte de 32 palestinos e ferimentos sérios em outros 230 é o resultado de uma chacina patrocinada por Israel.

Trata-se de uma clara demonstração de que o principal alvo de Israel não é militar. Israel quer varrer a Faixa de Gaza do mapa, num absurdo exercício de extermínio em massa para limpar o terreno.

O país vítima do maior holocausto do século 20 agora trata de protagonizar a sua própria versão do horror. Bombardeando qualquer alvo no que já está sendo considerado o maior campo de concentração que existiu: a Faixa de Gaza. Enquanto isso,…

Renovação

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A obra do fotógrafo e artista digital argentino Martín De Pasquale é inspiradora. Utilize o Fotoshop da determinação e faça isso também na sua vida. Livre-se do ranço, do cheiro de mofo que vem do seu interior. Recicle seus pensamentos e renove suas ideias. Um bom começo é livrar-se do velho homem que encobre o guri que está dentro do seu peito. Rompa a pele das aparências. Tire a máscara. Mostre a sua alma. Escancare o seu espírito. Você vai ver renascer de dentro de você o menino que nunca saiu dali. Ele está lá! Liberte-o!

Como construir uma Pátria

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Milhares de turistas visitaram Gehlweiler enquanto foi Schabbach
Um dos dias mais impressionantes da nossa viagem à Alemanha foi 25 de maio, quando nossos amigos Erdmuthe e Uli nos levaram ao Hunsrück, região de onde veio grande leva dos imigrantes alemães para o Brasil a partir de 1824, acentuadamente para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Detalhes impressionantes reproduziram até a miséria da época.
Grande emoção tomou conta de nós quando percorremos as ruas do povoado de Gehlweiler, uma simpática vila de pouco mais de 250 habitantes, com um riacho e uma ponte de pedra.
Uma verdadeira pintura, tudo para "Die Andere Heimat".
O que chamou especial atenção, entretanto, não é a vila como é hoje, parecida com centenas de outras na região. Este lugar foi um dos pontos dos quais centenas de famílias iniciaram uma inacreditável saga de busca de uma pátria que lhes permitisse sair da miséria e construir um futuro para si e para seus descendentes.
Gehlweiler sem as fachadas de Sc…