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Mostrando postagens de 2017

PIP, PIP, PIP, PIP...

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Era o que se ouvia pelas antenas do rádio amador em todo o mundo desde o dia 4 de outubro de 1957. O ruído intermitente vinha de uns 200 quilômetros de altura. Era o sinal emitido pelo satélite “Sputnik 1”, que se movia rápido em órbita da Terra. Enquanto os soviéticos festejavam seu feito, ao lançar o primeiro objeto feito pelo homem em órbita do planeta, no Ocidente se desconfiava daquilo. Quem pode lançar uma lua artificial em torno do planeta, também pode colocar foguetes intercontinentais com ogivas nucleares em qualquer lugar do mundo. O pip-pip da pequena esfera metálica em órbita podia ser captado por três semanas em todas as antenas do mundo. Depois, silêncio. As baterias da Sputnik tinham acabado. Ficou volteando o planeta por três meses, dando uma volta à Terra a cada 96 minutos e carbonizou no dia 4 de janeiro de 1958, ao reingressar na atmosfera terrestre. Com o Sputnik iniciou a Era Espacial e, simultaneamente, as superpotências da Guerra Fria, EUA e URSS, iniciaram a c…

O religioso e o oficial

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No sábado, 29 de julho, aconteceu a primeira Marcha Para Jesus de Blumenau. O evento, organizado pela Ordem dos Ministros Evangélicos de Blumenau, reuniu algo em torno de cinco mil fieis das igrejas evangélicas, que marcharam da Prefeitura até a Vila Germânica, onde ocorreram celebrações e cultos até a noite de sábado. Como evento religioso, merece meu total respeito. Incomoda, entretanto, que a Marcha não é a priori um evento religioso, como se poderia concluir à primeira vista. É que ela é parte do Calendário Oficial do Município de Blumenau e está chancelada pela Lei nº 7.336 aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores de Blumenau no dia 30 de março deste ano. O último sábado de julho, segundo esta lei aprovada em segundo turno, será dedicado todos os anos à Marcha Para Jesus.
Bem diferente é a missa dos motociclistas, do Padre João Bachmann. Um evento religioso, que não está no calendário oficial aprovado pela Câmara de Vereadores, mas botou cinco mil motociclistas nas ruas de B…

Os que foram na frente

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No dia 29 de junho lembramos o martírio de Pedro e de Paulo. Os dois seguiram caminhos diferentes por toda a vida. Um foi pescador e saiu pescado. O outro, um intelectual, cidadão romano, que entrou no movimento pela porta dos inimigos e se tornou seu comandante.
Pedro era um cara simples, que não se envergonhava de suas lacunas. Era sarcástico e afeito a frases curtas. Foi o discípulo amado, que jurou fidelidade eterna. Mas, traiu o Mestre e foi capaz de chorar por isso. Um de nós, com todas aquelas falhas de caráter que tanto detestamos, porque nos tornam fracos. Ainda assim, foi elevado ao posto de pedra angular da Igreja. O pescador Simão virou Pedro, para ser apóstolo. Jesus lhe deu o novo nome, para ser a “rocha” sobre a qual ergueria seu Reino. Tornou-se o apóstolo da esperança cristã, porque assume suas fraquezas. Seu título apostólico é “Pastoreia as minhas ovelhas”. Que se calem os “pastores” midiáticos dos nossos dias, diante do sucesso de Pedro. Seu primeiro discurso junt…

O Planeta e o Topetudo

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O mês de junho começou com uma notícia triste para toda a humanidade. Vinha da Casa Branca a informação de que o presidente Homer Simpson decidia que os EUA não vão cumprir o tratado que assinaram junto com outros 195 países, de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (CO2). A saída dos EUA do Tratado de Paris não significa meramente um país a menos na lista. Representa, antes, que a maior economia do planeta, que detém sozinha a produção e o consumo equivalentes ao de pelo menos outros 150 signatários juntos, desembarca dos esforços de salvar a Criação de Deus. Isso não é pouco. Segundo a ONU, esse “calote ambiental” significa que as metas de Paris não poderão mais ser cumpridas. E nada vai acontecer. Homer Simpson continuará desfilando seu topete exageradamente loiro pelo mundo, e todos estenderão tapetes vermelhos para ele e perfilarão suas tropas de elite para bater-lhe continência. Se um país do terceiro mundo dá um calote econômico, é sufocado por sanções internacionais até…

Santa Fumaça

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Faz trinta anos e oito meses que larguei o tabaco e me sinto muito bem, graças a Deus. Mas, nem por isso estou na turba crescente dos evangélicos que condenam o fumo como um pecado que impede as pessoas de entrar no céu. Quando fui estudar Teologia no Morro do Espelho, eu fumava escondido dos meus pais, embora meu pai tenha sido fumante boa parte da sua vida. Eu fazia bicos para comprar cigarros paraguaios de qualidade duvidosa. Quase ninguém considerava isso um pecado entre os futuros pastores e os grandes teólogos que nos davam formação. As reuniões do Corpo Docente da nossa querida Faculdade de Teologia podiam ser cortadas com uma faca. A nuvem de fumaça dentro da sala era tão densa que depois de meia hora de reunião se sabia quem estava falando somente pela voz, mas não porque alguém visse quem estava fazendo uso da palavra. Naqueles turbulentos anos 70 todo mundo fumava em sala de aula. Adorávamos um convite para o aniversário de algum docente, porque os estudantes eram recebido…

Uma história para o Dia da Mulher

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Para o Dia Internacional da Mulher eu vou contar-lhes uma história. Certa vez, havia um homem, que já era casado, encantou-se por uma mulher estrangeira, e resolveu torná-la sua concubina. Julgando-se dono dela, mesmo contra as regras do casamento, ele não a tratou como se deve tratar uma mulher, e ela voltou para a sua terra, casa do seu pai. Quatro meses depois, arrependido, ele foi atrás dela, para tentar convencê-la a voltar para aquela relação de concubinato. Na viagem, levou consigo um escravo e dois jumentos. Ao chegar lá, entretanto, apenas falou com o pai dela, que deu comida, bebida, muita conversa e atenção ao homem, ao seu escravo e até aos dois jumentos. Por insistência do pai da moça, ele ficou ali muitos dias, e certamente também aproveitou o leito da moça, cuja opinião não importava. A ela, nada perguntou ou sequer trocou uma palavra com ela. Depois de uma semana de farra e comilança com o pai dela, pegou a moça e a levou para sua casa. No caminho, viagem de dia intei…

A bicicleta completa dois séculos

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Hoje, este genial meio de transporte é considerado a solução para nosso caos no trânsito e é um símbolo da mobilidade amiga da natureza. Mas foi a necessidade e a própria natureza que deram impulso à ideia da bicicleta. Ela foi inventada há 200 anos como “máquina de andar” (Draisine), por um alemão de nome Karl-Friedrich Drais. Dificuldades econômicas e o clima fizeram diminuir o alimento para os cavalos, a principal força propulsora do transporte no século 19. Em 1812 houve uma brutal quebra na safra de aveia e, enquanto os pobres não tinham como alimentar os “motores” de suas carroças, a nobreza ficava com o que era possível para os belos animais de suas carruagens. Mas isso não foi tudo. Em 1816 a catastrófica erupção do vulcão Tambora, na Indonésia, lançou tantas cinzas na atmosfera terrestre que o sol sumiu também na Europa, dando início a uma pequena era glacial de consequências épicas para a agricultura, a saúde e até a política. A escassez de alimentos levou à Queda da Bastil…