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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

Quando a desgraça é a alheia...

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Porto Rico viveu um dia de polêmica hoje, por causa de fotos que foram divulgadas no Facebook. Nelas, alguns médicos desse país que foram ao Haiti para prestar ajuda a feridos do terremoto tiraram fotos enquanto estavam bebendo, portando armas de fogo e esta, em que um deles brinca de amputar um ferido com uma serra de aço. Os médicos fazem parte do grupo “Salvemos o Haiti”. Em nome do povo porto-riquenho, o presidente do Senado local, Thomas Rivera Schatz, qualificou as imagens de “cruas e insensíveis”, dizendo envergonhar-se delas, prometendo descobrir os nomes e os endereços dos médicos que aparecem nas fotos, para que dêem explicações aos seus compatriotas pela imprensa.

O Haiti, os EUA e o belo exemplo brasileiro

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O brilhante editorial da revista ISTOÉ, desta semana, desnuda, mais uma vez, o caráter belicista e imperialista da nação mais poderosa do mundo (http://www.istoe.com.br/assuntos/editorial/detalhe/44813_A+OCUPACAO+DO+HAITI). Os EUA não perderam tempo. Diante do caos absoluto no Haiti, cujos governantes sequer têm uma escrivaninha numa sala limpa e organizada para administrar o país, os americanos entraram ostensivamente na nação devastada. Não vieram para prestar ajuda humanitária, mas para deixar claro que vão mandar e desmandar. Foi uma invasão, diante dos olhos estupefatos de todo o mundo.

Podiam espelhar-se no Brasil, que está dando um show no Haiti. Espetáculo humanitário digno de um filme, o Brasil tem coração. Os EUA têm apenas interesses, que são invariavelmente e somente os seus próprios.

Depois de muita pressão, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o Haiti ainda é um “Estado soberano”, apesar das dificuldades diante do terremoto que devastou o país. A declaração d…

Colocar o Haiti de volta no mapa

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O Haiti foi uma nação esquecida durante muito tempo. Neste momento trágico, a comunidade internacional junto com as forças sociais e políticas haitianas devem iniciar a grande tarefa de reconstrução do país. Não só a reconstrução dos destroços causados pelo terremoto, mas a construção de um país melhor que possa tirar os haitianos da situação crônica de pobreza.

O Brasil e os EUA foram convidados por Sarkozy (presidente francês) a participar da reconstrução do país. Estou convicto que o Brasil deve participar, mesmo porque somos um país gigante e temos condições de ajudar a este nosso irmão menor da comunidade das Américas.

Zilda Arns já estava fazendo uma parte importante no resgate social do Haiti e, tenho certeza, o trabalho da Pastoral da Criança não será interrompido por lá por causa da trágica morte da sua fundadora. Que seu exemplo seja seguido por muitos brasileiros e brasileiras em condições de promover a inclusão daquela nação, para além da ajuda de emergência.

O Haiti, o país …

Zilda Arns morre no terremoto do Haiti

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Acabo de ler no portal G1 a terrível notícia da morte de Zilda Arns. A coordenadora internacional da Pastoral da Criança morreu no terremoto no Haiti, segundo informação divulgada na manhã desta quarta-feira (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns, sobrinho de Zilda, em Curitiba.
Zilda Arns Neumann tinha 73 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Catarinense de Forquilhinha (SC), terra que deu ao Brasil também seu irmão, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda Arns foi daquelas mulheres que fizeram mais pelo Brasil do que muitos governos. Seu programa de alimentação - da famosa "farinha milagrosa" - promovido pelas voluntárias da Pastoral da Criança, tirou o Brasil …

PNDH: Azenha matou a pau!

O jornalista Luiz Carlos Azenha, em seu blog “Vi o mundo – o que você nunca pôde ver na tv”, coloca os pingos nos is e explica tim-tim por tim-tim o equívoco da conversa mole de que o Plano Nacional de Direitos Humanos-PNDH implanta a censura à imprensa no Brasil. É uma boa fonte de leitura para o(s) autor(es) do editorial de hoje no Jornal de Santa Catarina (http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,185,2775413,13899) e o pessoal do Jornal Nacional (http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1444528-10406,00-GOVERNO+COMPARA+PROGRAMA+DE+DIREITOS+HUMANOS+AO+DE+FHC.html).

Informem-se antes de confundir deliberadamente a cabeça da opinião pública com textos superficiais e tendenciosos. Leia você também e esteja por dentro, ajudando a desmascarar os falsos defensores da verdade (a sua própria verdade, é claro!). É um texto comprido, mas vale a pena.

Veja: http://www.viomundo.com.br/opiniao/fhc-pune-de-acordo-com-a-lei-lula-limita-acompanha-suspende-e-cassa-a-imprensa/

Kässmann e a tradição pacifista luterana

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Margot Kässmann é uma mulher de fibra. Eu já disse isso aqui. Agora na presidência do conselho da Igreja Evangélica na Alemanha-IEA, ela é a mais alta representante da Igreja Luterana no país. “Nada está correndo bem no Afeganistão”, disse ela em seu discurso de Natal e Ano Novo, no qual defendeu a retirada dos soldados alemães do Afeganistão.

“Todas essas estratégias mascaram o fato de que soldados usam armas e que, numa guerra, morrem civis”, afirmou Kässmann. Não é a primeira vez que ela critica a presença das Forças Armadas alemãs no Afeganistão, embora esse tenha sido seu primeiro pronunciamento sobre o tema como presidente da IEA.

O governo classificou as palavras de Kässmann como inadequadas e que ela estaria se aproveitando do tema em busca de repercussão, sendo criticada por ministros e políticos ligados à maioria do governo alemão, que, diga-se de passagem, é encabeçado por uma filha de pastor luterano na chancelaria.

O único que a ouviu com atenção foi o ministro da Defesa, Ka…

Um Brasil que não quer crescer

Luciano Martins da Costa resume muito bem a polêmica em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos no Observatório da Imprensa. “A impressão que se tem na leitura de jornais e revistas é de que falta inteligência ao Brasil para discutir o que o Brasil quer ser quando crescer”, diz ele, num de seus brilhantes comentários. Reproduzo abaixo um de seus posts.
Cá entre nós, numa sociedade assim, qualquer um (eu e você, inclusive) pode ter seu direito de ser tratado como humano reduzido a zero de uma hora para a outra...
Veja no http://www.observatóriodaimprensa.com.br/ as opiniões do Luciano.

DIREITOS HUMANOS – O debate da desinformação
Por Luciano Martins Costa em 12/1/2010 (Comentário para o programa radiofônico do OI, 12/1/2010)

Definitivamente, não é pela imprensa que o cidadão brasileiro será informado sobre o verdadeiro significado do Programa Nacional de Direitos Humanos, ponto central da polêmica que inaugura este ano eleitoral.
Até esta data, passadas mais de duas semanas da divulga…