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Mostrando postagens de Novembro, 2014

Bolivarianismo?

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Pronto, inventaram mais um palavrão para xingar nas redes sociais. Depois de comunista, terrorista, petralha ou coxinha, agora as pessoas vêm com essa de bolivariano. Ninguém sabe muito bem o que quer dizer, mas tá bombando! Serve pra xingar desafetos políticos, então vamos usar. Afinal, é preciso impedir que o Brasil vire um país "bolivariano". Como diz o Emir Sader, o povo agora anda com medo de ter um bolivariano debaixo da sua cama... Que coisa! Bem, antes de imaginar que está numa heroica luta para livrar o Brasil daquela "pereba" do chavismo venezuelano, consulte a Wikipedia. Quem foi Simón Bolívar (1783-1830), afinal? Este é um bom começo. O nome de Bolívar tem um importante significado para um amplo espectro político que vai da esquerda à direita, em toda a América Latina, mesmo após 200 anos de sua morte. O que há de realmente original nisso é de se perguntar. O "bolivarianismo" é algo muito vago e impreciso. Já o próprio personagem histórico era…

Eu tenho diploma de datilógrafo

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Fiquei com saudades do meu diploma de datilógrafo. Cada vez menos gente sabe o real significado de ter um desses na pasta de documentos. Era quase como uma passagem para uma vida melhor. Muitos o emolduravam e penduravam na parede. Orgulho-me de ser treinado para usar os dez dedos no teclado de uma pesada máquina de escrever.
Esse súbito ataque de nostalgia me sobreveio ao saber que Tom Hanks coleciona máquinas de escrever. Tem mais de 200 em seu acervo pessoal. Não satisfeito, ele acaba de criar um programa de computador que resgata a maioria das sensações da produção de um texto numa máquina de escrever. Trata-se do HANX WRITER. Uma vez instalado, permite ouvir o som das tecladas durante a produção do texto, enquanto um papel virtual vai brotando na tela enquanto o texto cresce.
Segundo o arquivista Aldemir Chiaramelli, do Estadão, o aplicativo é especial. “O barulho dos teclados, as letras, os tipos são perfeitos, igualzinho a uma máquina de escrever de verdade”.
Já fui bom nisso …

Imagine-se sem pátria alguma

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Enquanto alguns que se dizem “brasileiros” querem dividir a nossa pátria, dez milhões de seres humanos no mundo vivem sem pátria alguma. Apátrida é a designação para essa gente. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a situação dessa gente é dramática. O órgão da ONU lançou hoje (4 de novembro) uma campanha pedindo aos governos dos países para que tomem uma série de medidas que acabe com o problema no mundo em dez anos. Essas pessoas vivem sem nacionalidade por diferentes motivos. E isso não quer dizer apenas que não têm passaporte, nem uma pátria para chamar de sua. Os apátridas são pessoas privadas de seus direitos básicos, como acesso a educação, a saúde, a emprego, a segurança e ao simples direito de ir e vir. Quando morrem, sequer têm direito a um atestado de óbito ou a um enterro digno. Segundo a ONU, mais de um terço dos apátridas do mundo são crianças. Imagine-se vivendo assim, sem um lugar para chamar de seu... Pensar nessa gente, é refleti…