As veias continuam abertas

Hoje é o dia... Primeiro a notícia da morte de Günter Grass. Agora, o passamento do historiador e escritor uruguaio Eduardo Galeano (aos 74 anos). Ele que foi uma das referências das esquerdas latino-americanas, com sua espetacular obra "As Veias Abertas da América Latina", uma obra história fundamental para entender o passado e o presente de todos os países do Cone Sul.
Todos devíamos ler este livro, uma obra em que a seca história ensinada no ensino fundamental e médio se torna viva, clara como cristal e, acima de tudo, reveladora. Graças à sua pesquisa, ficamos sabendo quanto ouro e quanta prata foram arrancados do nosso solo, quantos indígenas deram o seu sangue no holocausto que foi a conquista espanhola, bem como portuguesa, deste continente.
Também por causa dele é que ficamos sabendo detalhes da aviltante expropriação a que historicamente foi submetida a América Latina. No momento, uma de minhas consultas constantes é um livrinho seu chamado de LIVRO DOS ABRAÇOS. Trata-se de um livro de versos, meditações e histórias instigantes que fazem pensar.
Sugiro ainda digitar o seu nome no YouTube. Há dezenas de depoimentos dele, que arejam nossa mente e nos fazem ver nosso continente com outros olhos, numa visão holística da nossa história. Ele revelou as muitas veias abertas da nossa história, que continuam sangrando. Uma das mais significativas representações desta visão é a mão da qual escorre sangue, símbolo do Memorial da América Latina em São Paulo, criado por Oscar Niemeyer.

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