Na contramão energética

O governo brasileiro decidiu seguir rumos opostos aos do resto do mundo no planejamento do futuro energético do país. O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou, no dia 15 de abril, que está nos planos do ministério a construção de 12 novas usinas nucleares no Brasil até 2050. Enquanto Europa e Japão se distanciam dos altos riscos desse modelo energético, o Brasil parece ser o destino de velhas tecnologias rejeitadas por lá.
Pior é que não aprendem com o que já temos. O Complexo Angra é um terror! Uma verdadeira bomba de efeito retardado. Conhecida como "usina vaga-lume", a usina nuclear de Angra dos Reis (na foto, Angra I) não funciona, vive com problemas e está construída sobre um terreno instável, que compromete a segurança de toda a região onde está construída. Angra ainda vai ser responsável pelas notícias que ninguém quer receber no Brasil, nem no resto do mundo.
Não entendo essa estúpida insistência do governo nesse tipo de fonte energética. A Alemanha tem uma inveja boa do sol que temos por aqui o ano todo. Constrói usinas solares por todo o país e está num acelerado processo de desmonte de suas usinas nucleares, erguendo milhares de geradores de energia eólica por todo o país (inclusive mudando radicalmente a paisagem das extensas planícies do mar do norte). E nós aqui, abençoados por um sol tropical que faria explodir baterias, fazendo uma banana para tanta bênção.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O ócio e o negócio

O boato do filme Corpus Christi

Origem do termo “América Latina”