Obama mostra que a África existe

A respeitosa visita do presidente americano Barack Obama ao Quênia, terra de seus familiares, tem um significado que mal conseguimos avaliar aqui, do outro lado do Atlântico. Foi necessário que um descendente de quenianos, negro e herdeiro histórico da escravidão se tornasse presidente da mais poderosa nação do planeta para que se fizesse o gesto de perceber que a África existe. Obama mostrou que a África existe. E isso não é pouco, creiam!
A propósito de sua visita, recorto um trecho de um livro terrível, mas que apresenta a dramática conta da passagem do cristianismo pela humanidade. É um trechinho apenas, mas que mostra porque a África é o que é, ainda hoje, graças sobretudo a incursões em busca de escravos, realizadas com a Cruz de Cristo impressa nas bandeiras e esculpida no metal dos cabos das espadas:
“As contínuas incursões dos escravistas por quase trezentos anos destruíram a economia de vastas áreas da África, privando populações inteiras de sua melhor mão-de-obra, o que fez milhões de pessoas morrerem de fome, epidemias e exaustão. Era possível percorrer centenas de quilômetros em meio às ruínas do que um dia foram civilizações brilhantes e culturalmente evoluídas e não encontrar um único sobrevivente, apenas ossos que brilhavam sob o sol.”
(O Livro Negro do Cristianismo)

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