Duas décadas de Mandela livre



Libertado há 20 anos, Nelson Mandela é hoje uma das poucas unanimidades vivas do planeta. Sua libertação foi celebrada na África do Sul e no mundo no último dia 11 de fevereiro.

Depois de passar 27 anos preso em Robben Island por sua luta contra o Apartheid – a política racial que dominou a África do Sul durante boa parte do século 20 –, ele poderia ter simplesmente ido para casa curtir a liberdade. Afinal, já era um ancião de 70 anos. Entretanto, ele optou por cumprir sua missão.

Nelson Mandela tornou-se símbolo da luta pela igualdade racial. Mais do que isso, lançou as bases sólidas para erguer uma nova África do Sul, que era um caldeirão prestes a explodir numa sangrenta guerra civil. Abraçando seus inimigos e perdoando seus algozes, Mandela construiu a democracia racial na nação que tinha o racismo na sua Constituição Federal.

Ganhador do Nobel da Paz (1993) e eleito primeiro presidente negro da África do Sul (1994), Mandela, hoje com 92 anos, está afastado das decisões políticas. O país avançou rapidamente nos últimos tempos rumo à democracia racial. “Mandiba”, como é carinhosamente chamado por seu povo, é dos poucos seres humanos vivos hoje que são colocados no mesmo pedestal dos santos.

Sua vida é um exemplo a ser ensinado nas escolas, como tema obrigatório. Mandiba é daquelas pessoas que tornam a humanidade mais humana e digna de crédito. O novo filme de Clint Eastwood sobre seu empenho pessoal, no primeiro ano como presidente da África do Sul, para fazer do time local de Rugby o campeão do torneio mundial de 1995 em Johannesburgo, é um belo recorte desta biografia impecável. “Invictus” é imperdível e emocionante. A propósito, Morgan Freeman (Mandela) e Matt Damon (François Pienaar, capitão dos Stringboks) estão impecáveis no filme.

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