Só mais dois anos?


Volta e meia, a indústria do cinema nos bombardeia com alguma superprodução apocalíptica. O filme 2012 é só mais uma. Vi e não gostei, embora aprecie os efeitos especiais. Imaginar a crosta terrestre instável e quebradiça como a casca de um ovo cozido é deveras impressionante. Mas 2012 tem clichês demais. Inspira-se em outros filmes do gênero, como “O Dia Depois de Amanhã”, “Terremoto”, “Independence Day” e até “Titanic”. O final do filme é uma mistura dos botes salva-vidas do Titanic com imensas naves que lembram a arca de Noé, onde só os “bons” têm lugar. Sobra um exagerado ufanismo patriótico norte-americano. Pior! Aposta numa saída que não existe para a humanidade: levar boa parte dos humanos a outro planeta para continuar sua falha civilização.

É só mais uma história cavada em velhos manuscritos mal-interpretados por uma avalanche de suposições. O calendário Maia termina em 2012. Bem, o meu calendário termina no dia 31 de dezembro todos os anos. No dia 1º de janeiro começa um novinho em folha e a vida continua, enquanto a profecia bíblica de João está intacta há dois mil anos, despertando mentes férteis e medos de toda ordem.

Lutero não gostava do Apocalipse. Para ele, é um livro que não deveria estar no cânone bíblico. Para mim, deve sobrar desta obra de João a sua visão fantástica de uma nova criação. O amor de Deus nos prepara uma casa nova, limpinha e cheirosa, onde se entra para ser feliz, pleno, completo e novo. Por que ter medo, se o que nos espera é tão bom que ninguém jamais viu coisa igual? Tanto faz quando isto vai se realizar. Do jeito que está o mundo, se for em 2012 melhor ainda!

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