Rússia anistia Greenpeace e Pussy Riot



Na quarta-feira 18 de dezembro, em coletiva à imprensa internacional, o presidente russo Vladimir Putin comunicou que os 28 ambientalistas do Greenpeace e dois jornalistas detidos desde 19 de setembro terão permissão para deixar o país. A decisão teve como base a lei de anistia ampla recém-aprovada pelo parlamento russo.

O grupo foi preso durante uma ação de protesto na plataforma petrolífera polar Prirazlomnaya, da empresa russa Gazprom. Acusados de vandalismo e pirataria, os manifestantes estariam sujeitos a penas de até 15 anos de prisão. Entre os anistiados encontra-se a brasileira Ana Paula Maciel, libertada há um mês sob fiança de 2 milhões de rublos (cerca de 140 mil reais) e na condição de permanecer no país.

Putin informou aos 1.300 jornalistas presentes em Moscou que também serão agraciadas Nadejda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, integrantes da banda punk Pussy Riot. Antes mesmo do início da coletiva, a advogada das ativistas de, respectivamente, 24 e 25 anos de idade, anunciara para breve a libertação de ambas. Sua condenação a dois anos de detenção, devido a uma ação anti-Kremlin numa igreja, despertara protestos internacionais contra o sistema judiciário russo.

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