A Folha forçando a barra (de novo)


A Folha de S. Paulo – a mesma que declarara seu voto em José Serra em um polêmico editorial durante as eleições – não perde a oportunidade de tentar denegrir a imagem da presidente recém-empossada. No último domingo (9 de janeiro), tentando mais uma vez criar conflito entre Dilma Roussef e os evangélicos, lascou a escandalosa manchete na capa: “Bíblia e crucifixo são retirados do gabinete de Dilma no Planalto”.

A matéria abaixo da manchete noticiava: “em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede. Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas”.

O monstruoso factóide que o jornal paulista tentou passar não se sustentou por mais de alguns minutos. Mas, como sempre, desmentido nenhum foi publicado. Graças a quatro curtas mensagens no Twitter, a ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), desmontou as três mentiras grotescas contidas na Folha. Veja a seguir as quatro curtas da ministra Helena:

1 – “Pessoal, só esclarecendo: a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança”.

2 – “Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo, é de origem portuguesa. Mais: Dilma também não tirou a bíblia do gabinete”.

3 – “A bíblia está na sala contígua, em cima de uma mesa – onde, por sinal, a presidenta já a encontrou ao chegar ao Planalto”.

4 – “Um último detalhe: embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop”.

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