Ano novo, velhos preconceitos


Chega o ano novo e, apesar de todas as nossas esperanças, os nossos bons desejos e renovadas vontades de mudar as coisas e de transformar o nosso velho mundo num lugar melhor, tudo continua exatamente como sempre foi. Um atentado numa igreja copta, no Egito, neste sábado de madrugada, cujo resultado são 21 mortos e maisde 50 feridos, é o primeiro exemplo dos muitos que virão na esteira do interminável preconceito que domina nossas almas qual inço que somos incapazes de eliminar.

Cristãos perseguidos no Oriente Médio e na Ásia, muçulmanos escanteados na Europa, minorias postas de lado em muitos lugares, latinos escorraçados nos EUA... Como já disse alguém: duas coisas me causam admiração; a inteligência dos animais e a barbárie dos humanos.

Ninguém se deu conta ainda, mas não estamos somente iniciando mais um novo ano. Com 2011, estamos dando início à segunda década do século 21. Ou seja, já se passaram dez anos desde 2001, o ano do inacreditável atentado de 11 de setembro, e nada conseguimos alterar em nosso comportamento intolerante, xenófobo, assustadoramente desrespeitoso com o que consideramos diferente de nós e que julgamos ter que combater.

Até quando será assim? Nunca vamos aprender? Por que celebramos Natal? Qual o motivo de desejarmos "paz" no novo ano? É tudo somente uma grande demonstração de fachadas, máscaras, disfarces? Jamais vamos conseguir ser verdadeiros, honestos, sensíveis em relação aos outros? Paz, paz... Quanta verborragia! Quantos discursos inúteis e sem lastro.
Antes de lançar todas as luzes aos céus em comemoração, será preciso criar motivos para a festa. Espero que 2011 possa, de fato, abrir, pelo menos, algumas frágeis sendas...

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