Um prêmio antecipado


Até Obama ficou surpreso com a escolha do Comitê do Prêmio Nobel da Paz. O mundo ficou entre estupefato e conformado. “Bem, até que ele iniciou vários esforços pela paz e falou muito no assunto”. Mas a verdade é que não há muita coisa para ser colocada na balança, ainda. Foi um prêmio antecipado? O próprio comitê justificou assim: “é um estímulo”. Ou seja. Obama deve continuar na trajetória que iniciou.

Mas a verdade é que os marines continuam no Iraque e no Afeganistão; Guantánamo continua em funcionamento; a redução de armas nucleares continua uma simpática retórica; o discurso ao mundo muçulmano fez sucesso, mesmo, só no Ocidente; o Irã continua na lista negra dos que mereciam uma guerrinha; os EUA continuam sendo, de longe, a maior potência bélica da face da Terra...

Para um incansável militante pela paz no mundo, ainda faz falta uma lista mais, digamos, convincente.

Quiçá, a intenção do Comitê do Nobel se transforme em obstinação e que a paz ocupe o topo da lista das atribuições do “Number One”. Para colocar nos jornais, a notícia do Nobel da Paz para Barack Obama é perfeita. Mas a sua escolha na lista de mais de 100 indicados é um ato precipitado, que não considera suficientemente centenas de pessoas que já fizeram infinitamente mais pela paz no mundo do que ele.
O problema é que eles não têm a notoriedade do maior fenômeno eleitoral do século 21 até agora.

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