Privação ritual do prazer



A Comissão Europeia e várias ONGs estão conclamando os países-membros da União Europeia a apoiar as vítimas de mutilação genital feminina que vivem no bloco e a proteger adolescentes do risco desta prática.

O procedimento envolve a remoção parcial ou completa da genitália externa da mulher e é geralmente executado sob condições precárias de higiene e sem anestesia, em crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, representando uma violação severa dos direitos humanos. A prática constitui tortura e degrada a vítima. Trata-se de uma violação dos direitos da mulher à integridade física e também dos direitos da criança. A prática é mais comum na África, em cerca de 30 países onde as crianças e adolescentes são submetidas ao procedimento. Ela é praticada na África, em alguns países do Oriente Médio, comunidades da Ásia, da América Latina e até na Europa.

A mutilação genital feminina já foi explicada e denunciada por este blogueiro (http://clovishl.blogspot.com/2010/02/abaixo-mutilacao-feminina.html), por ser uma prática que viola inúmeros direitos humanos. Apesar de ter sido a postagem campeã de acessos deste blog, a prática perniciosa é pouco conhecida e não tem levado a comunidade internacional a ações que realmente denunciem e combatam esta grave violação contra as mulheres. Para muitos, talvez, a curiosidade tenha sido o principal ingrediente da consulta ao post. Espero que a curiosidade os tenha levado à indignação e à denúncia.

As imagens desta postagem são de dois cartazes de uma campanha da Anistia Internacional contra a prática, que atinge até países da Europa e, infelizmente, também tem casos registrados no Brasil. O principal objetivo dos agressores (por incrível que pareça, na maioria são as próprias mães que realizam a agressão às suas filhas) é manter uma tradição nefasta, que reduz a mulher a mera procriadora, sem direito a prazer.

Mal sabem eles/elas que o prazer sexual é uma das poucas coisas boas que Deus permitiu aos seres humanos levar consigo depois da expulsão do paraíso. O pensamento é de Ricardo Wangen, um saudoso professor de teologia que eu tive na minha juventude.

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