Fórum mundial quer unir defensores dos direitos humanos



Ministra Maria do Rosário, da SDH-PR

Foi lançado ontem (31 de julho) em Brasília o Fórum Mundial dos Direitos Humanos, a ser organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) e entidades da sociedade civil. O fórum será em dezembro, entre os dias 10 e 13, e é uma iniciativa que visa promover o debate público sobre os direitos humanos no mundo entre movimentos sociais, poder público e organizações internacionais. O lançamento foi realizado na sede da SDH.

Além do enfoque na participação social, na redução das desigualdades e no combate às violações de direitos humanos, o fórum quer agregar as diferentes entidades e defensores de direitos humanos que tem ações em diferentes vertentes. “Queremos nos basear na construção de redes, para que vejamos os direitos humanos como um todo. Uma luta reforça a outra, muitas vezes defensores de crianças e adolescentes não percebem que sua luta é a mesma luta contra o trabalho escravo, contra a discriminação com o deficiente”, informou a SDH, por meio da assessoria de imprensa.

Ainda segundo a secretaria, a demanda pela construção de uma espaço que propusesse este tipo de debate foi sentido da própria sociedade civil. “É necessário construir e reforçar as diretrizes, para fortalecer a luta pelos direitos humanos.”

O espaço de debates terá formato similar ao Fórum Social Mundial. Os temas discutidos ainda não foram definidos, mas a proposta inicial de eixos temáticos engloba três pontos: os direitos humanos como bandeira de luta dos povos; a universalização dos direitos humanos em contextos de vulnerabilidades; e a transversalidade dos direitos humanos. As atividades do fórum serão todas geridas pelas instituições que fizerem adesão ao Comitê Organizador do fórum. As instituições podem aderir até a data do evento, em dezembro.

A democratização da comunicação é um dos temas que estarão na pauta do Fórum, informou a assessoria da SDH. “Entidades que propõem a democratização dos meios de comunicação foram convidadas, esperamos uma resposta positiva para que possamos avançar no tema.”

Serão também designados comitês locais para debater os temas sobre a perspectiva regional, e para difundir os temas discutidos entre as populações locais. Os comitês locais poderão formar caravanas que, de forma autônoma, irão a Brasília em dezembro para participar dos debates.

Júlia Rabahie, REDE BRASIL ATUAL

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