A impressão que deixamos é única


Cada um de nós tem um modelo único de minúsculas linhas nos dedos, que nos diferenciam uns dos outros de maneira inconfundível. Não há possibilidade de que tais linhas se repitam em outra pessoa, mesmo daqueles que já morreram ou dos que ainda irão nascer. Todas as pessoas podem ser diferenciadas umas das outras por meio da sua impressão digital. Nem mesmo uma cicatriz pode alterar a configuração original da identificação exclusiva de cada um.

Essa intuição já existia no século 14, na Pérsia, onde já havia papéis que tinham a assinatura e a impressão digital como forma de identificação. Mas o dia 28 de julho de 1858 ficou marcado no calendário como o dia em que um funcionário britânico adotou o método pela primeira vez para identificar os funcionários de uma empresa em Calcutá, na Índia. Era sir William Herschel, que já não suportava mais ter mais funcionários na fila do pagamento do que a empresa tinha nos registros. Todos os meses era o mesmo suplício. Com a identificação pela impressão digital, a confusão mensal acabou.

Para muito além da nossa impressão digital, cada um de nós é um ser humano único. Desde o DNA até os traços da personalidade, somados às experiências e conhecimentos que acumulamos durante a vida, somos seres únicos. Amantes da simetria e da beleza, todos somos frutos da assimetria e do acaso. Esta é a lei que rege todo o universo.

Também é a lei que rege a nossa relação uns com os outros e com Deus. Somos únicos, moldados pelas oportunidades e pelas escolhas que fazemos. Não há como culpar as circunstâncias, os outros ou a vida. O que fazemos ou deixamos de fazer, vai lentamente moldando a impressão digital da nossa alma, que também é única. Nem mesmo as piores cicatrizes podem maculá-la. É com ela que nos apresentamos nesta existência e na eternidade. É uma impressão exclusiva, com a qual comparecemos diariamente diante dos nossos semelhantes e diante de Deus.

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