A primeira tampa que "funciona"

Fecha-se o vazamento no fundo do mar, canaliza-se o óleo mortal, para que seja jogado na atmosfera do planeta depois, por meio de milhões de outros pequenos vazamentos que movem a economia do mundo...
Na noite passada, uma primeira notícia positiva veio do Golfo do México. A empresa petrolífera britânica BP disse que conseguiu interromper temporariamente o vazamento de petróleo, depois de quase três meses de tentativas decepcionantes. O anúncio foi feito logo após engenheiros terem fechado a última das três válvulas de um dispositivo colocado sobre o poço, a 1.500 metros de profundidade. A fase de testes deve durar 48 horas, durante as quais os engenheiros medirão a pressão sob a tampa instalada sobre o poço. Alta pressão significa que o procedimento está funcionando. Baixa pressão indicaria a existência de um vazamento em outro ponto.

Se os resultados dos testes forem positivos, o sistema será conectado a dutos, que direcionarão o óleo para navios na superfície. O mecanismo é temporário. Uma solução final só deverá ser alcançada em meados de agosto, com a construção de dois poços alternativos.

É o primeiro sinal de esperança para os moradores das regiões costeiras afetadas pela mancha de óleo em quase três meses e um alívio para milhares de espécies ameaçadas no Golfo, muitas delas endêmicas. O vazamento de petróleo no Golfo do México é o maior desastre ambiental da história da prospecção do óleo que move a economia do mundo. O vazamento maldito começou em 20 de abril, após a explosão e afundamento, dois dias depois, da plataforma Deepwater Horizon. Onze funcionários da BP morreram no acidente, mas o número de vítimas do desastre jamais poderá ser calculado realmente. Enquanto isso, quem se importa realmente com toda essa coisa na hora de encher o tanque do seu carro no posto mais próximo?

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