Um mapa impressionante


O telescópio europeu Planck, que foi lançado em maio do ano passado, é o maior experimento de cosmologia da última década. Os primeiros resultados do seu trabalho de mapeamento do universo já começam a aparecer. Ontem (5) os cientistas ligados ao projeto apresentaram esta imagem, o primeiro mapa celeste completo da radiação cósmica de fundo, a luz mais antiga do Universo.

A imagem mostra a Via Láctea como uma linha brilhante atravessando horizontalmente todo o centro do mapa. Acima e abaixo dessa linha, podem ser vistas grandes quantidades de pontos amarelos na Via Láctea, acima e abaixo dela, representam gás e poeira cósmicas. Não são estrelas, pois o telescópio não registra luz visível, mas radiação cósmica. A maior parte dessa radiação originou-se 380 mil anos após o Big Bang, quando a matéria havia se resfriado o suficiente para que a formação de átomos fosse possível. Antes disso, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam acopladas, e o Universo era opaco.

Um dos principais objetivos do projeto é encontrar evidências para a “inflação”, teoria segundo a qual o Universo não é estático, mas está em expansão, “inflando” como um balão de borracha, processo iniciado no chamado Big Bang a velocidades acima da velocidade da luz. Segundo a teoria, tal “inflação” deveria estar registrada na radiação cósmica de fundo e seria passível de detecção.

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