Martin Niemöller


Hoje faz 71 anos que a revista americana “Time”, no dia 23 de Dezembro de 1940, colocou na capa o pastor luterano Martin Niemöller (1892-1984), um dos fundadores da Igreja Confessante, que se opôs ao nazismo, ao lado de outros pastores luteranos, como Dietrich Bonhoeffer.

Niemöller foi preso pela primeira vez em 1935. Portavoz da resistência protestante, ele foi libertado passados uns meses, mas voltou para a prisão até ao final da guerra. A sua ficha na Gestapo o classificava como “inimigo pessoal do Führer”.

No período pós-guerra, foi presidente da Igreja Territorial de Hessen e Nassau e um dos importantes interlocutores do processo de paz e da reconstrução da consciência alemã. É dele o seguinte texto (por vezes atribuído a Bertolt Brecht):

“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não houve mais ninguém que pudesse protestar”.

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