Para o CMI a atitude dos EUA é inaceitável



Rev. Dra. Ofelia Ortega, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit e Bispo Julio Murray
Em novos desdobramentos sobre o adiamento da assembleia do CLAI, replico aqui parte do texto escrito pelo Dr. Marcelo Schneider, que é assessor do Conselho Mundial de Igrejas. O secretário-geral do organismo ecumênico internacional, Olav Fykse Tveit, classificou de inaceitável a atitude do governo americano.

“É simplesmente inaceitável que o governo dos EUA, através de mecanismos de seu sistema bancário, crie obstáculos que impeçam o encontro de um organismo cristão significativo como o CLAI”, afirmou o Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), nesta quinta-feira 13 de dezembro, em Genebra, Suíça.

“Isso mostra que o bloqueio econômico contra Cuba está fora de contato com as realidades do mundo de hoje, especialmente no que se refere à dinâmica das comunidades religiosas, e deve ser suspenso em nome da justiça e da paz”, disse Tveit. “Os Estados Unidos tem, repetidamente, manifestado o compromisso de defender a liberdade religiosa. Este é um caso em que o governo dos EUA poderia facilmente ter ajudado a evitar esta situação embaraçosa, mas falhou”, acrescentou.

O texto de Schneider informa também sobre um comunicado oficial, emitido em 3 de Dezembro, da diretoria da Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE). A entidade declarou que o bloqueio dos fundos para a Assembleia está tomando das igrejas na América Latina e no Caribe a possibilidade de decidir livremente e ecumenicamente onde e quando suas atividades podem acontecer.

Comentários

  1. Muito se fala sobre o embargo econômico a Cuba, normalmente as palavras são contra os Estados Unidos. mas se nos ativermos somente a Declaração dos Direitos Humanos da própria ONU, veremos que todas as vozes deveriam ser direcionadas contra este regime que a mais de 50 anos retira a liberdade de toso um povo. E o faz inclusive além fronteiras, como é o caso dos médicos "escravos" cubanos no Brasil e em muitos países da América Latina.

    Portanto, antes de criticarmos, devemos saber a quem esta crítica deve ser direcionada. A começar por identificar onde está a causa do problema.

    Acaso já se deram conta de como a "ilha da fantasia" se sustenta atualmente?

    A realidade é que a Nomenklatura comandada pelos irmãos Castro se sustentam através de uma série de artificialismos, econômicos por certo, pois a maior parte da população é escrava do regime que se diz socialista.

    A economia cubana se sustenta através de 5 aberrações:

    1) Remessa dos cubanos que conquistaram a liberdade

    2) Discriminação espacial

    3) Escravidão dos “médicos cubanos”

    4) Doações do Foro San Pablo

    5) Lavagem dos recursos do narcotráfico

    Explico:

    Dos dólares enviados a Cuba pelos cubanos que conquistaram a liberdade, principalmente nos Estados Unidos. Estes são enviados aos seus familiares.

    Dos Euros e dos dólares advindos do turismo realizado em Cuba, onde se promoveu um dos mais cruéis mecanismos de discriminação espacial, este transformou a maior parte do país em verdadeira favela ou cortiços. As áreas mais nobres e bonitas foram reservadas a grupos internacionais que exploram resorts, onde o turismo encontra até mesmo uma moeda específica, não acessível ao cubano, o chamado peso conversível. A realidade é que os irmãos Castro venderam ou alugam uma parte da ilha.

    Dos dólares enviados pelos chamados “médicos cubanos”, na realidade escravos, já que são praticamente obrigados a irem a serviço para outros países, como a Venezuela, Bolívia e agora para o Brasil, onde recebem uma pequena parcela que cada um desses países paga. É um tipo de escravidão, disfarçada, por certo, mas a realidade é que uma segunda parte do salário do dito “médico cubano” fica com a família, a esposa em especial, que não pode acompanhar o marido, e a maior parte fica para o regime socialista cubano, para se sustentar.

    Das doações realizadas pelos regimes chamados “bolivarianos”, uma espécie de socialismo misturado com nazismo, o fazem através de arranjos dos mais diversos idealizados pelo Foro San Pablo.

    Do narcotráfico e da forma com que o estado cubano agora está lavando os recursos advindos deste ilícito que está sob seu controle em países como a Colômbia (FARC), a Bolívia (Evo “Cocales” o sindicalista), o Perú (onde o consumo de Pasta Base de Cocaína (PBC) se iguala ao do Brasil) e o Paraguai, onde se produz além da maconha a “craconha” dos carperos (MST) em associação com o Exército do Povo Paraguaio (EPP).

    E esta relação é ainda uma incógnita, pois seguramente há outras formas de receita, seguramente ilícitas.

    Portanto, entidades como a CMI deve antes de tudo refletir se é possível sermos tolerantes com os intolerantes. Sir Karl Popper nos deixou argumentos importantes para que possamos fazer uma reflexão sobre o assunto. De igual forma devemos refletir sobre as palavras do Pastor Joachim Gauck.

    Aceitar o fim do embargo é endossar atos como o saque de milhões de propriedades de cubanos, muitos ainda vivos, seja legitimado. E aqui vale o Pastores retomarem o estudo dos 10 Mandamentos, em especial:

    Nono Mandamento

    Não deseje possuir a casa do seu próximo.

    Que significa isto?

    Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso; mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las.

    Ou estou errado?


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