Nossa memória enterrada na sucata


Matéria publicada na Rede Brasil Atual dá conta de uma visita, realizada ontem, dia 29 de janeiro, às antigas instalações do DOI-Codi paulista pela Comissão de Direitos Humanos da OAB paulista. Depois de um bate-boca com o delegado titular do 36° DP, Márcio de Castro Nilson, e após má vontade generalizada, o grupo, acompanhado de diversas pessoas que estiveram presas ali e foram torturadas, encontraram um local descaracterizado e completamente abandonado, servindo de depósito de sucata da Polícia Civil. Entre escrivaninhas velhas e cadeiras destruídas, muita poeira e um imóvel em parte depredado, foi difícil reconhecer o maior centro de repressão da Ditadura em São Paulo.

Ou seja, se não é puro desrespeito com a história e a memória do Brasil, é um atentado intencional, para ocultar tudo o que for possível do período mais escuro da nossa história. A foto acima, tirada durante a visita do grupo, dá uma boa ideia de que qualquer tentativa de resgate dessa memória vai esbarrar um muita má vontade e, principalmente, em um sumiço generalizado do que importa para um resgate minimamente confiável dessa memória.

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