Obama dá um peitaço no lobby das armas

Ontem (16 de janeiro), o presidente norte-americano Barak Obama deu o peitaço que faltou a Lula, no seu segundo mandato. Ele peitou o poderosíssimo lobby das armas dos EUA e resolveu instalar um freio ABS no esquema: não trava as rodas, mas dá uma boa brecada. Ele sabe que não poderá ter um terceiro mandato e tem urgência em resolver um dos graves problemas da sociedade americana mais adiados de todos os tempos.

Aliás, a jornalista Anamaria Kovács enviou-me um powerpoint na semana passada, mostrando como é por dentro um supermercado de armas nos EUA (tirei essas fotos desse powerpoint). Pois, acredite, nem o depósito de armas do 23 BI tem tantas maravilhas atiradoras armazenadas.


Do tradicional e velho 38 ao AR-15, tudo estava lá, ao alcance da mão, para colocar no carrinho e levar para casa. E com direito a farta munição... Mais do que armas de todos os tipos e calibres, para velhos trogloditas com alma de caçadores da idade da pedra, havia até arminhas cor-de-rosa e azul-calcinha para o público feminino. Coisinhas mais lindas do que um pingente de colar!

Não dava mais para Obama não levar a sério um programa de controle de armas. Nos EUA qualquer um compra literalmente qualquer coisa, em se falando de armas. Há mais armas do que gente naquele país!

Obama peitou o poderoso lobby das armas e baixou 23 decretos para combater a violência com armas de assalto, apelando ao Congresso (que é francamente a favor das armas!) pela aprovação de uma reforma preventiva para combater a "epidemia de violência armada" no país dos massacres em escolas.

E vem bomba da Associação Nacional do Rifle... De hoje em diante, se eu fosse o Obama, sairia às ruas somente com colete à prova de balas. Mesmo assim, será uma luta muito mais árdua do que assinar 23 decretos, num país que já tem 300 milhões de armas de todos os calibres estocadas nas casas das pessoas.

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