A paranoia do terrorismo islâmico




Em Avignon, França, a paranoia com relação ao terrorismo islâmico ultrapassou todas as barreiras. Nesta semana, uma mãe foi levada aos tribunais, por conta de uma camiseta que ela havia colocado no seu filho de três anos, no primeiro dia de aula. A camiseta dizia “Eu sou uma bomba”, e “Jihad, nascido em 11 de setembro”.

A promotoria acusou a mãe de apologia de um crime, e de ter arriscado a vida de seu filho por expô-lo a escárnio e ódio públicos.  O juiz tinha certeza absoluta que as frases na camiseta do menino se referiam aos ataques terroristas às Torres Gêmeas em Nova Yorque, no ano de 2001. Mas a mãe do menino protestou, dizendo que se tratava de uma grande confusão.

“O que está escrito ali, é o nome do meu filho e a data do seu nascimento”, explicou a jovem mãe, de 29 anos de idade. Jihad havia recebido a camiseta do seu tio e a mãe a colocou no menino sem maior reflexão sobre possíveis consequências.

O advogado da mãe disse que camisetas com a inscrição “Eu sou uma bomba” podem ser compradas em muitas lojas de Avignon. Mesmo assim, eles terão que pagar uma multa de 4 mil euros, por terem chocado as crianças e os pais delas no jardim de infância frequentado por Jihad.

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