O texto sobre Feliciano e uma repercussão especial



A jornalista Susan Liesenberg faz referência ao meu artigo sobre Feliciano em sua coluna, no Jornal de Santa Catarina de hoje, 16 de abril. Leia e aprecie! É uma voz respeitada dando o seu aval à temática dos direitos humanos. Leia o texto de Susan abaixo ou no site do Santa, aqui.

Eles nos representam

Susan Liesenberg

A balança comercial dos valores sociais e humanos mantém o equilíbrio por força justamente daquilo que poderia fazer com que se desestabilizasse. É pela ação da insensatez que a coerência tem valorizada a sua moeda, o que garante a compensação pelo ônus da primeira. Nesta matemática financeira da vida, o valor de palavras como as ditas por gente como Clóvis Horst Lindner e Ronaldo Baumgarten Jr. ganha ainda mais peso pela lucidez e inteligência em meio a chumbo grosso e irracionalidade.

Em mais um de seus brilhantes posicionamentos e reflexões, publicado em artigo na semana passada, o pastor luterano reforçou a importância de se preservar em absoluto a integridade do Estado laico para o bem da essência democrática, coletiva, pilar central da cidadania tão perigosamente posto em risco pelo fundamentalismo religioso vigente, em especial. Lindner, ele também um sacerdote a serviço da Igreja, empunhou, com a destreza dos firmes de caráter e dotados de bom senso, a espada da sensatez em defesa da laicidade política em resposta aos golpes de Feliciano, tirano que se investe de um poder maior do que o atribuído ao divino para arbitrar sobre o homem, sua cidadania e seus direitos.

Baumgarten, na entrevista de final de semana dada ao colunista Francisco Fresard sobre os dois anos em que esteve a frente da presidência da Acib, também descompressou o ar pesado que é respirado ao se ter de, pela necessidade protocolar e diplomática do cargo, transitar no meio político: “A composição política de uma administração é um negócio complicado. Vejo
como funciona e como a gente é inocente perto do que existe nos bastidores da política.”

Lindner e Baumgarten, cada um a seu modo, nos seus contextos e papéis, lançam luz sob algumas sombras das trevas mundanas que nos cercam, mas nem por clareá-las lhes concedem o protagonismo de uma ribalta que não merecem. Assim como a balança comercial dos valores sociais e humanos, eles exatamente nos reequilibram como sociedade coerente.
Não são os destemperos felicianos nem as negociatas nada inocentes dos bastidores políticos a ameaça do nosso pilar democrático, cidadão, de preservação da integridade absoluta do Estado laico. São os homens que se acovardam e se calam diante deles. Coisa que Lindner e Baumgarten não fazem.

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